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12/11/2014
16/05/2014
4ª SEMANA DA FOTOGRAFIA NA FERREIRA
Etiquetas:
Arte,
Aves,
Exposições,
Fotografia,
Língua Portuguesa
17/03/2014
VER e ESCREVER
Etiquetas:
Arte,
Boas Práticas,
Cinema,
Fotografia,
Literacia,
Literatura,
Ver e Escrever
Olhando a foto para «Ver e Escrever», chegamos a memórias
díspares e podemos questionar se é a realidade que motiva os afetos e as artes,
ou se são as artes e os afetos que desenham a realidade e a constroem para a
desconstruírem.
Na memória aparecem imagens do
filme “Gata em telhado de Zinco quente”, obra de Tenesse Williams que Richard
Brooks imortalizou. Surgem questões do valor dos afetos, como o amor –
permitido e usual e o outro, proibido e condenável, logo disfarçável. Surgem
questões sobre a ganância, o valor do dinheiro, a doença, as verdades e as
mentiras que desenham os dias como se estivéssemos sempre, quais gatos, em cima
de um telhado de zinco quente e a vitória fosse aguentar e lá permanecer.
Na memória, aparece o génio de
Gaudi. Estes gatos podiam, muito bem, ser as musas inspiradoras do artista para
os telhados da casa do Sr. Milá.
Não é difícil, mas apenas
desconcertante, a analogia deste telhado tecnológico e feio povoado de gatos
com a beleza dos deuses antropomórficos nos telhados em ‘La Pedrera’. Gaudi pensava o milagre da vida e da arte e sabia,
com certeza, que os gatos têm sete vidas e conseguem aguentar o feio cenário e
poiso, tal como Maggie conseguia aguentar a verdade escondida do filho falhado
do Big Daddy. E nós, que verdades conseguimos aguentar?
Foto:
Osvaldo Castanheira
Texto:
Maria dos Anjos Fernandes
14/03/2014
14/01/2014
08/05/2013
VER e ESCREVER
Quando L3 e K4, a bordo da
nave interestelar OMNIX, entraram na atmosfera terrestre, todos os sensores
programados para detetar ‘O Belo’,
começaram a piscar, quase entrando em colapso! Os dois tripulantes, atónitos,
concentraram os seus índices de partículas interpretativas do insólito no
frenesim interativo das máquinas!
Alteraram a velocidade da
OMNIX para a função ‘pairar e observar’ e, contemplaram, sem a comunicação
telepática das partículas socializantes. Cada um por si!
O que se lhes deparava era
muito mais do que esperavam encontrar na galáxia visitada, no pequenino ponto
azul, tão longe do seu espaço, quase para lá do Espaço!
Por nada semalhante haviam
passado. Mas, não sabemos porquê, conseguiram decifrar os parâmetros dos
sensores. O Belo estava por todo o lado, nas nuvens brancas a bordarem aquele
azul, na energia multicor das ondas, no pequenino reino encantado suspenso em
cascata.
Não tinham bocas para
palavras, não tinham olhos para olhar, vinham de um futuro muito distante numa
nave tão sofisticada que ninguém a via.
As máquinas não humanas que os
alertaram e tudo registaram, cristalizaram pela deteção da beleza.
E em L3 e K4 surgiu uma
capacidade estranha: as suas partículas enterneceram!
Foto: Professor Osvaldo Castanheira
Texto: Professora Maria dos Anjos Fernandes
06/05/2013
03/04/2013
VER e ESCREVER
Era uma vez uma estória que
continua a ser, em que uma menina soube que Deus descansou ao sétimo dia da
criação do mundo! Mesmo sem entender muito de Deus, o Não-humano, a estória e
respetiva explicação estava aceite para se maravilhar com o que tinha ficado do
trabalho dos seis dias anteriores. Na impossibilidade de repetição, o mistério
ganha mais consistência quando a perfeição entra pelos olhos dentro e chega, de
mansinho, ao coração.
A menina, todas as meninas e
meninos, vão pensando na capacidade de imitação para que a inteligência cumpra
funções inteligentes e a humanização se exceda em inventar, construir, ‘criar’
sem descanso, numa fração de tempo que ainda, e sempre, será o dia do recostar
divino.
Aí está o paradigma da
generosidade. Nesta estória, a menina foi pensando que, quem sabe fazer
paraísos (olhemos o céu e as nuvens que nele se passeiam e não caem… chegam ou
partem com gotinhas para refrescar e lavar o mundo que nenhum guarda chuva tapa
na totalidade…), sabe também a superlativa abnegação e a importância de dar a
oportunidade ao outro, espelho de nós mesmos. Oh suprema e inimaginável
contradição!!! Afinal será o Homem apenas semelhante a Deus – Criador, ou será
também o espelho que Deus escolheu para se Re - Ver e contemplar-Se a Si e à
Sua obra? Olhemos a ponte a unir duas margens, vejamos as janelas iluminadas
por uma luz inventada ou descoberta. Deus e o Homem, o Outro para o outro, para
que a diferença mantenha a Identidade de cada um. A menina, muitos outros que
sabem a estória, continuam a pensar que talvez Deus tenha decidido descansar e
assim permaneça para deixar que o Homem – Criatura possa ser também criador e a
beleza não desapareça.
Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes
08/03/2013
VER e ESCREVER
Não é em qualquer tempo nem em qualquer parte que poderemos olhar e ver
quem ainda é, mas talvez nunca seja, e vê-lo a ‘Ele’, de costas, que já não é,
mas sempre há de ser.
Há também os outros, que o guardam, que também foram e voltaram, ou não
foram mais do que ‘vultos históricos’ e de pouco alto nos olham ou são olhados.
E depois, parece que parte do mundo saiu à rua ou Largo, para ali estar,
ver e olhar. Acima de tudo para receber o azul deste céu- Espaço invejado de
qualquer S. Kubrick, se vivo fosse, para outra Odisseia nos contar. A estória vai
acontecer num tempo de futuro muito longínquo, tudo está petrificado, mas tudo
se move, numa cadência de câmara lenta, em que nada existe, mas tudo está lá.
A culpa é do céu azul que caprichou e não muda de cor. Plúmbeo, amarelo,
roxo, rosáceo, de nada valeu aos homens pedra tentarem! A abóbada emitiu um
édito galático para nada se mover, para nada ser. Só as memórias de uma viagem
salvas e ainda fossilizadas voam de vez em quando, em forma de livro ou folhas
soltas, por aquele espaço. Nem os homens pedra, nem as pedras homens as vêm.
Única exceção: numa daquelas pedras-casas está um homem, ainda de carne e
osso, que regressa ao passado, faz dele presente e escreve! Heresia… em verso e
prosa, nova saga de Bloom, tornado assassino lusitano e Lusíada, que se (des)
aventura por terras nunca tão bem contadas, rumo à Índia, que ainda lá está!
G.M.Tavares – não o vemos – espreita de uma janela e, nos intervalos da
mirabolante escrita, vai perfilar-se do outro lado do pedestal, para olhar nos
olhos ‘Aquele’ que de costas vemos.
Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes
05/02/2013
VER e ESCREVER
Memórias antigas chegam até nós para nos lembrarem que o
Mundo, nos seus primórdios, não passava de um lodaçal. Para os lados de Belém
(Portugal, não a natal do rei David ou de Jesus Cristo) onde o rio vai beijando
a terra, este lodaçal era tão profano que parecia afogar-se no mar, ilha
flutuante de pouco préstimo, nem sequer para os mitos contados da criação!
Como do futuro ainda não tinham chegado memórias de quaisquer
Avatar, o lodaçal para ali ficou, pantanoso. Mas o sítio era bom, lá isso era
e, algum dia, havia de ter préstimo!
Num outro tempo, anterior à homenagem que Torre havia de ser,
um príncipe e outros génios humanos, ambiciosos e visionários, lunáticos,
sonharam com o que estava para lá da linha do horizonte, o infinito invisível a
olhos só de olhar.
E nem céus com nevoeiro ou mares desconhecidos e por monstros
habitados, demoveram vontades, curiosidades ou teimosias!
E então fez-se lei e ordem, éditos, inventaram-se "invenções" de muito préstimo, vieram escravos, ciganos e demais corporações.
Naus e caravelas, espaços e estradas marítimas se fizeram, em
tempos de sonho que passaram a ser o eterno Agora na Saga portuguesa - ‘Giesta’
dos Descobrimentos (ou Achamentos?). Mas o homem não é só feito de sonhos e
memórias passadas, lembrou-se que havia de preservá-las para que se tornassem
eternamente presentes e revividas em símbolos de contar (Lusíadas) ou de
agradecer (Torre de S. Vicente de Belém). E um agradecimento foi erguido para
relembrar a todos os que futuramente para ela (Torre) olhassem, que os tempos
do sonho não residem unicamente num passado longínquo, mas também num eterno
agora.
Que o digam estes jovens, encostados à fantasia de poderem
sentir em cada batimento do coração, a emoção dos que foram e voltaram e dos
que ainda por lá ficaram e por lá estão!
Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes
04/02/2013
08/01/2013
VER e ESCREVER
Tal como está o mundo, não nos atrevemos sequer a duvidar de
que tudo pode acontecer. Por isso o que é, pode não ser!
Há uma ponte invisível entre aparência e realidade, entre o
que vemos e julgamos existir e tudo aquilo que a nossa mente constrói a partir
de uma ordem caótica!
O céu ainda não caiu, mas está suspenso, prontinho a
soltar-se e esmagar estes três estrategas do (des)equilíbrio. Mas de que mundos
vieram estes entes? Por que fazem acrobacias circenses ou pacificadoras
reflexões de yoga?
Estarão mesmo ali, no espaço relvado em que os vemos ou
estarão por detrás dos muros, fingindo habilidades para impressionarem apenas
as paredes?
E estas paredes que casas de estórias parecem sustentar, não
serão também paredes andantes ou voláteis, nas memoráveis e geniais
monstruosidades de artista portuguesa?
“Artista”?!!! Imagem de cinema mudo, com ascensão e queda tão
rápidas como o foi a corrida do cãozinho para salvar do fogo o Artista-dono, a
quem só o Amor real que ‘arde sem se
ver’ conseguiu reanimar!
Artes várias imaginamos ao olharmos o que parece ser. E vamos
percorrendo a ponte, não com o nosso andar, mas com o ver, o olhar, o imaginar.
Não serão as paredes que nos param, não será porque o céu nos ameaça que
desistimos de construir estórias (tal como ‘Ela’ não desiste de as dizer,
pintando…) para o caos que nos organiza. Porque é no caos que está o labirinto
da existência, porque é no desequilíbrio que estrategicamente nos movemos e
aprendemos a existir e a resistir.
Porque, mesmo na
insólita ou necessária diferença entre a aparência e a realidade:
A relva é verde?
E o céu é azul?
Serão ou não, mas os muros não param sonhos!Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes
04/01/2013
23/11/2012
09/11/2012
VER E ESCREVER
Etiquetas:
Arte,
Bibliotecas Escolares,
Boas Práticas,
Criatividade,
Fotografia,
História
Já ninguém mora
aqui. Agora só nos resta imaginar e ver através do outro lado do tempo, entrar
no passado. E assim, facilmente , vemos um palácio das mil e uma noites, com
seus donos e convidados numa festa, a
celebrar o equinócio da primavera. A orquestra, com harpas, címbalos, cítaras e
pianolas toca uma balada que celebra as cantigas de amigo. Damas e gentis
homens rodopiam no salão, vestidos a preceito, num barroco de folhos, fivelas e
cabeleiras. Uns estão compenetrados nos passos de dança, outros servem-se do
bailado para que mãos e olhos vão dizendo outras palavras que devem emudecer
lábios mas não calar falas de coração. Esta tarefa ou jogo de sedução não quer
perder a magia e tornar explícito o encanto do implícito. Aios e pajens
fardados a rigor esperam perfilados e ladeando o salão, quase petrificados com
tanta beleza pensando se, caso ali estivesse, com quem dançaria a Cinderela.
Outras Cinderelas suspiram de alívio: umas porque o minuete acabou e se livram
do seu par algo bafiento, de mãos suadas e atrevidas; outras suspiram na
tristeza pela rapidez da música agora finda, a meio do encanto com que seu par,
garboso fidalgo/mancebo as encantou. São quase Cinderelas e quase ficam Mouras
Encantadas. Gostamos de ver este salão com estes personagens. Ao longe parecem
perfeitos hologramas que ali estão para nosso deleite e, a qualquer momento,
podem ficar suspensos num hiato temporal para fantasmas futuros serem. Num
outro tempo, chegaram o abandono, as intempéries, os vendavais que também
passaram por este monte. Reina o silêncio. O céu requisitou nuvens plúmbeas que
acautelam as ruínas do palácio que já foi e onde apenas as árvores verdes
continuam os ciclos da natureza. Chegam outros olhos para olharem o que restou.
Os passos ficam atrás do tempo, só os ouvidos atentos percebem, ao longe, o
toque de uma orquestra. Então, de repente, chegam até outros olhos espetros de
bailarinos que rodopiam suspensos em si próprios. E, quem olha e vê, conclui
que chegou ao presente de um idílico tempo passado, sempre irrepetível e sempre
ausente.
Foto de Osvaldo Castanheira
Texto de Maria dos Anjos Fernandes
08/10/2012
VER e ESCREVER
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Arte,
Boas Práticas,
Criatividade,
Cultura,
Fantasia,
Fotografia,
Leituras,
Literacia,
Literatura
Há horizontes de olhar que são
assim: reais e possíveis na realidade de ver, mas que parecem ideais onde
deambula o sonambulismo no despertar funcional do sonho.
O cavalinho, por ser de pau, não
cavalga as planícies; o menino, de infância estática, não tem esporas que
incentivem o seu transporte e o movam nem da terra, nem do sonho.
Só nós, que olhamos como donos da
imagem, podemos ter a veleidade de lhes traçar caminhos/rotas em mar de
deserto, de estepes, de pradarias ou até no ‘Crescente Fértil’…fértil de
colheitas históricas de passados impossíveis ou de cenários possíveis mas
improváveis.
Na natureza de duplicidade claro
(que brilha como se ouro fosse…)/escuro (sem brilho e que pode refrescar…)fica
perdido o nosso olhar ou a vontade de naquele cavalinho cavalgar. Para sermos
de eterna infância, para sermos de eternidade, para estarmos onde o sol ofusca
sem queimar, para sermos alma ou espírito que voa e busca, para desorganizarmos
tudo e sermos rio/destino/foz.
Ah, se este cavalinho fosse uma
bicicleta….
Ah, se este menino estático
tivesse um amigo…
Ah, se Spielberg os visse ou
imaginasse…
Foto de Osvaldo Castanheira
Texto de Maria dos Anjos Fernandes
20/05/2012
FOTOGRAFIA da SEMANA
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Literatura
Há uma canção popular que nos ensina a ouvir e a cantar uma menina que
está à janela com o cabelo à lua.
Não é esta a menina. Nem das cantigas, nem dos ciclos astrais.
Esta estática menina está nas margens da galáxia e existe para nos
impressionar, numa qualquer idealização desmedida de Tim Burton.
Por norma, as bonecas cumprem várias funções: são memórias que
preservam a infância, que fazem crescer, que ensinam a ser. São companheiras
dos sonhos e amigas solitárias de solitárias amigas. São um quarto, uma casa,
rua e bairro, são jardins de brincadeira. São os nomes e as partilhas de
fantasias. São as mães e as filhas, doentes e médicas, anfitriãs e convidadas,
professoras e alunas, juízes e assassinas. São o si-mesmo sem nada serem,
personificação mais banal ou mais intensa, quanto mais ou menos Barbies
povoarem o espaço de crescer.
Porém, esta boneca tem algo de diferente. É poética na ingenuidade de
existir para quem a brinque, é sinistra e personagem de filme para quem ali a
deixou a descansar dos esconjuros que as amigas – bruxas de Salém – lhe
provocaram.
Quem a vê, assim abandonada, não sente qualquer compaixão no
esquecimento.
Quem a olha, experimenta algum alívio por não ter de suportar, à
noite, algures no espaço onde se entrega ao sono e ao sonho, o olhar que destes
olhos estranhos sai, o cabelo que não voa, a janela sem menina e sem lua.
Perante este ícone, de força desmesurada e beleza negativa, só nos
resta pensar que Obélix dela se enamorou, dela se cansou e para ali a deixou.
Nem ele teve forças para tanto!!!
Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes
Postado por Carlos Cotter
13/05/2012
FOTOGRAFIA da SEMANA
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História,
Literacia,
Literatura
Ao primeiro olhar
lembramos Milos Forman a pensar no seu “Amadeus”. Pensamos nós se foi ‘aquele’
menino a escrever a partitura que estes tocam.
Depois, como a beleza
não cansa os olhos, continuamos a olhar e a sentir. Ouvimos os sons deste mar a
refletir o céu, ouvimos o silêncio da criação maravilhosa de um reino
imaginário, ouvimos o voar mansinho das nuvens e ouvimo-los a eles.
Sentimo-nos a ser
levados pela música desta orquestra fantástica que os meninos tocam.
Ali chegaram e ficaram
no deslumbrante equilíbrio entre magia e realidade, como num sonho.
Não desviamos o olhar,
os sentidos continuam lá.
São os sentidos que
despertam para o pensar.
É o pensar que nos
leva a outro reino refletido nas águas, reino da Fada Morgana, de Viviane, das
protetoras de Guinevere, seus ‘Artures’ ou ‘Lancelotes’, em
Avalon de mágicos nevoeiros.
Estes sons, por belas
metáforas serem, propagam-se no vazio e, do reino das fadas, partem para
chegarem a paragens longínquas.
E uma multidão chega.
De nós e de outros.
É uma multidão que
está.
É uma multidão que vê.
É uma multidão que
ouve dentro de si o que o belo despertou.
Então, de repente,
ouvindo e olhando, deparamos com Brad Pitt, regressado de sete anos no Tibete,
na companhia de um menino.
Partiram do possível.
Deixaram as aprendizagens do caos. Conservaram as da Amizade e do Amor.
Sorriem e estão
felizes. Como diria Dalai Lama: Depara-se-nos o Nirvana!
Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes
Postado por Carlos Cotter
06/05/2012
FOTOGRAFIA da SEMANA
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Arte,
Boas Práticas,
Fotografia,
História,
Incentivo à Leitura,
Literacia,
Literatura
Sempre nos ensinaram que os Anjos não têm sexo e
as discussões infindáveis e anacrónicas acabam por levar o rótulo de ‘discutir
o sexo dos Anjos’, como conflito interminável quais ‘obras de Sta Engrácia’.
Mas os nomes que Lhes deram não nos podem deixar dúvidas de seres masculinos
serem. Nomes para seres incorpóreos e etéreos que nos vigiam e guardam. Até nos
dizem que cada um de nós tem Um particular e único.
Maria teve o Seu, Anjo Gabriel, mensageiro de
Vida, arauto da mais alta missão, a da Maternidade para o Filho de Deus.
Mundividência cultural católica que preservamos
para que a proteção no masculino (a mais forte?) não nos abandone. É bem mais
confortável pensar que os Anjos que aprendemos como imateriais Seres de Luz, são
heróis corajosos que nos protegem do Mal cuja paternidade está a cargo de outro
Anjo – Lucifer – , Mal nascido da mais
nefasta, perigosa e definitiva desobediência. Dan Brown também nos avisa, há
Anjos/Anjos e há Anjos/Demónios…
Ocidentais e velhas referências que não são agora
objeto de contraditório.
Por isso, é na suposição de uma saudável
androginia que olhamos esta Menina–Anjo, outsider
de todos os pressupostos. E ela, Anjo–Menina, todas as funções e missões já
desempenhou. Anunciou, protegeu, guardou. Agora, apenas descansa num qualquer
cantinho do Universo, que pode ser a casa, morada de nós próprios.
Obrigada Menina – Anjo.
Obrigada por tua guarda.
Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes
Postado por Carlos Cotter
28/04/2012
FOTOGRAFIA da SEMANA
Etiquetas:
25 de abril,
Arte,
Boas Práticas,
Fotografia,
História,
Incentivo à Leitura,
Literacia,
Literatura
…Mesmo sem Dali, ainda
temos as memórias que persistem…
Escrevi e assim pensei,
sobre a foto icónica dos símbolos de um País pobre e longínquo.
Mas a frase pode servir
de ligação para outras recordações que também devem persistir. Estas, de abril
florido em cravos que transformaram uma revolução num dia de poesia. Parecem
tão longe os tempos, parecem tão inúteis as intenções de liberdade, quanto nos
parece difícil e anacrónico este cravo florir de uma terra de papel, no claro
desespero de rasgar a metálica folha que o preserva do ‘non sense’ sem o
oxidar.
Quando os caminhos dos
militares, Salgueiros e tantos Maias (…‘Somos Todos Capitães…’) se cruzaram com
o povo que cantava em toda e qualquer Vila Morena e Depois do Adeus se
trauteavam corridas em sorrisos empoleiradas, então foi a vez dos meninos se
tornarem gigantes, chegarem com cravos arrebatados em rossios e praças, molhos
e molhos de revoluções fazerem, daqui e dali…
E, mesmo sem Dali, mas
aqui, temos de ter memórias que persistem, memórias que resistem…
Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes
Postado por Carlos Cotter
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