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27/02/2012

FOTOGRAFIA da SEMANA


          Este Fernando Pessoa não está na Ilha dos Amores.       
     Incógnito viajou e foi avistado por ursos polares, detetado por radares, filmado assim a tremer de frio, com a imaginação congelada num corpo sem nomes, nesta cor e rigidez com que se nos mostra.
     Pessoa- personna- máscara, onde esconde personagens, heterónimos e ortónimos que em teatros de palavras nos deixou.
    Pessoa (s) que em palavras de prosa ou poesia se refugiam para nos falarem numa ‘Mensagem’ muito para além da dor e do Cabo Bojador.
     Pessoas ridículas que escrevem cartas de amor ridículas e se tornam ridículas por pessoas –personnas- de amor serem.
     Este pessoa, como cidadão exemplar, antecipou-se no tempo e emigrou, cumprindo os desígnios do progresso futuro que não verá.
     Tal como está, vêmo-lo na Lapónia, esperando trenós e renas, guiando os meninos para a casa do Pai (Natal de seu nome).
     Também espera outros, aqueles que não sabem que as cartas chegam como o pensamento, através do vento.
     Espera também aqueles que as não escrevem e que, para sempre, serão apenas ‘ridículos’….

Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes


Postado por Carlos Cotter


12/02/2012

FOTOGRAFIA da SEMANA



Neste momento, este Menino é o Senhor do Mundo!
Este Menino, com o rosto e as mãos que todos os meninos têm, segura o Mundo; seu e de mais ninguém.
Anacronismo eficaz no absurdo de saber quem é de quem: se é o Menino do Mundo, já que no Mundo está; ou se é dele o Mundo e, quem sabe, o conquistará.
Alguém deu este Mundo ao Menino; alguém deu este menino ao Mundo.
Podemos supor a mesma coincidência na dádiva e no amor de um para o outro, de um no outro, de um com o outro.
Qual o tesouro maior?
O Mundo, tesouro do Menino que o abraça como se Atlas-deus fosse, ou o Menino que está no Mundo Tesouro para nele viver, crescer e Ser e aprender a ‘Fazer-Preservar’ para ‘Ter e Amar’?
Diria Ali-Bábá: Cresça o Menino e não desapareça o Mundo!

Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes


Postado por Carlos Cotter

05/02/2012

FOTOGRAFIA da SEMANA


Uma vez li algures que o Amor não tira férias, quando muito, faz horas extraordinárias….
Se olharmos e quisermos ver bem, parece que é o que acontece aqui.
Já o sol se foi deitar, já a noite vem de mansinho depois do entardecer e eles não arredam pé deste sítio que nos faz lembrar que por ali passou uma fada, patroa bondosa, que os aconselha a não tirar férias (não há périplos nem destinos ideais para o amor fora dos corações) e a continuarem as horas sempre extraordinárias da manifestação dos Afetos. A água da purificação lá está como que a batizá-los para o percurso da caminhada. E o céu também, qual estrada de Santiago, que os leva a superar as habituais regras.
Não se vê o sítio onde a Bela Adormecida descansava, não se vê o caminho que este Príncipe percorreu.
Apenas se veem as mãos que se enlaçam, se agradecem, se enobrecem.
Não se veem os ritmos cardíacos e a suavidade das promessas que fazem.
Não se ouvem os sussurros indizíveis e não nos é dado observar os sorrisos sagrados que trocam nos silêncios.
Mas podemos supor que relembram todos os pressupostos de qualquer Merlim, que são Lancelot e Guinevere, que já foram Romeu e Julieta.
Não tiram férias. Apenas tentam parar o tempo.
Afinal, para o Amor as horas são todas extraordinárias….

Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes




Postado por Carlos Cotter

31/01/2012

PROGRAMA da SEMANA da LEITURA








Durante toda a semana:
        --- exposição de trabalhos sobre a obra “O Principezinho”, elaborados por alunos do 9º ano da Profª Antónia Palmeiro na BE;
        --- exposição de trabalhos de  alunos do 3º Ciclo  das professoras Isabel Vieira e Margarida Costa no Átrio Principal.






Produzido e postado por Carlos Cotter

À VOLTA DO PAINEL



Postado por Carlos Cotter

28/01/2012

FOTOGRAFIA da SEMANA


Nesta pista não está ninguém. Nem de partida, nem de chegada. Já estiveram. Ou todos já partiram, ou ainda ninguém chegou.
É o que acontece com todas as pistas de atletismo. São lugares utópicos, bem estruturados, numerados, medidos, organizados, mas por cada centímetro preenchido há milhões que suspiram por ter a companhia dos atletas que são a sua razão de ser. Pistas e atletas fazem parte de um todo muito fugaz, muito veloz no tempo. Há uma diferença: enquanto as pistas permanecem estáticas, estruturadas e quase sempre vazias, esperando os companheiros, as camisolas, os fatos aerodinâmicos, as bandeirinhas, a assistência, os Carlos Lopes, as Rosinhas do nosso encanto, e as Fernandas e os Mamede e os estrangeiros que não são “Made in Portugal” e dos quais não falamos, os atletas, todos eles, encaram a pista como a miragem que não podem perder. É agora ou nunca, fogem, voam como as aves, ao som de um tiro de partida (oxalá não seja falsa…) para se agarrarem a todas as forças na memória de treinos consecutivos, dolorosos. E depois partem…. E quando chegam, não há uma baga de suor ou dor que não se transforme no prazer de vencer e no amor do receber…
Depois, as ovações merecidas!
Depois o silêncio na pista…..
Depois a solidão da pista, é assim que a vemos, é assim que ela está, à espera.
Nunca desiste.
Não desistas tu também.
Há tanto caminho a percorrer!!!!
        
Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes


                                                                                                                           Postado por Carlos Cotter

21/01/2012

FOTOGRAFIA da SEMANA

James Dean, ao contrário do habitual, não queria sair naquela noite. Algo lhe    dizia que as ruas da cidade estavam a abarrotar de insaciáveis, que não haveria lugar onde pudesse deixar parte da sua irreverência e, exceto a cerebral, a física tinha de ser arrumada nalgum lado…
Mas uma força interior, aquela que não lhe obedecia quase nunca, levou-o mesmo para o ar da noite, com alguma confiança no destino que os destemidos não temem. As Festas e algumas festas eram um álibi que não o deixava descansar a curiosidade do que poderia acontecer.
E saiu. Velozmente foi percorrendo destinos, o seu e de tantos outros… e as ruas apinhadas na Big Apple. Nada de novo!
De facto, tudo se confirmava. Que fazer? Levava-se a ele e à sua irreverência de volta a casa ou tentava o impossível?
Decidiu pela segunda hipótese e encontrou, vá-se lá saber porquê, um adorador de candeeiros que, encostado a um, ia desfiando um rosário de desabafos que só ele entendia, mas que lhe prometeu, a troco de uns minutos de uma loucura sã e partilhada, guardar-lhe a motinha….
Conversaram muito, trocaram tanta palavra, que descobriram ao fim de um par de horas que a noite tinha valido a pena.
James Dean não chegou a cumprir o programa das festas a que tencionava submeter-se. Extasiado com o despontar do amanhecer, decidiu voltar à terra dos seus sonhos….talvez dormir.
Quanto ao adorador de candeeiros, também decidiu regressar ao lugar de outros sonhos. Naquela noite, Vasco Santana deu por bem empregue, mesmo sem perceber quase nada de Inglês, ter saído do Parque Mayer e ter ido falar com um candeeiro a Nova Iorque.

Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes







  Postado por Carlos Cotter

15/01/2012

FOTOGRAFIA da SEMANA



        Estas duas janelas perderam  toda a essência de ser ‘janelas’.
      Por elas não entra luz, nem sol, nem calor, não há nenhum gato a espreitar-nos e a aquecer-se ao sol, não há ninguém que se debruce a ver passar o tempo e a mostrar que está lá e a janela é sua.
      De cada uma destas janelas, nada se consegue ver. Os tijolos são opacos. Nenhum olhar deixam sair, nenhum olhar deixam entrar.
      Podemos supor que estas janelas foram  a alma de casas-lares, por onde entraria o mundo. Podemos supor que seriam habitadas e haveria móveis e conversas sussurradas em volta de mesas sumptuosas…
        Também podemos supor mães a embalar os seus meninos que choravam  ou riam pela beleza de coisa nenhuma, apenas pelo afago do amor supremo.
       Depois veio o tempo de um futuro vazio e todos se foram. As mães e seus meninos, os pais e seus gatos.

       As conversas pararam e lá dentro ficaram hologramas fantasmas de coisa nenhuma.

       E tijolos vieram, e tijolos ficaram, e tijolos colaram.

      Por estas janelas já ninguém vê: nem de dentro para fora, com o mundo a espraiar-se, nem de fora para dentro, com o coração a bater, por querer saber, por querer saber….

Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes





Postado por Carlos Cotter

07/01/2012

FOTOGRAFIA da SEMANA



Este vestido é tão lindo ou emblemático que merece estar sem corpo. Segura-se sozinho, o corpo que vestiu não está lá mas ainda lhe dá o suporte das formas, da elegância, da cerimónia em que foram juntos: o vestido e o corpo dela.
Foi num baile de gala, em Viena, para dançar nos Salões de Sissi.
Foi no baile da Rosa, sem Grace, mas junto à triste e bela Carolina.
Foi num jantar na Ajuda, com embaixadores a elogiarem o estilismo nacional….
Foi no Moulin Rouge, num espetáculo de Can-Can que ele ofereceu a ela e a pediu em casamento (ela aceitou….).
Foi num jantar romântico, com som de violinos, e o vestido despiu-se sem se despedir dela…
Foi em Casablanca, quando o vestido e Ilsa (Ingrid Bergman) dançaram com Rick (Humphrey Bogart), ao som de ‘As time goes by’.
Mas isto é tudo uma grande metáfora para exercitar a nossa imaginação.
É que este vestido é o tal: Ícone que vestiu a fadista do FADO – português - , elevado Património Imaterial da Humanidade.

Então, vestimos o vestido?

Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes










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02/01/2012

FOTOGRAFIA da SEMANA


Na Bíblia é-nos dado um conselho tão simples, quanto sábio – divinamente: “Se tiveres olhos vê, se não puderes ver, repara.”

Não sei qual o preferível:
-  Se ser a suposta Mãe que dá a ver a lista quase infindável  de explicações e motivos que representaram uma Guerra Mundial que dizimou milhões de corações a bater e corpos torturados e mortos, se ser o suposto filho que só pode ainda reparar naquela imensidão de frases, sem poder ainda perceber a dimensão horrenda da barbárie.
Quase podemos ouvir as explicações pedagógicas da Mãe.
Não será difícil aceitar apenas uma leitura simples, pautada aqui e ali, por alguma explicação mais realista. Mas só isto já é terrível, não haverá tempo no passeio para falar da insanidade dos senhores de braço estendido, dos medos de Anne Frank, na desobediência audaciosa de Aristides de Sousa Mendes, numa cruz suástica bem explicadinha….
Quase podemos ouvir os ‘Ah!’ do menino, filho aprendiz da memória dos horrores. Talvez na sua imaginação vá pensando: “que bom  eu ainda não ter nascido, que bom só ouvir falar a Mãe, que bom apenas saber que houve outros meninos com outros nomes que estiveram lá e agora já não estão aqui, e eu não sei muito bem porque lhe fizeram mal”. Mas fico triste.
Porquê Mãe? Também não sei muito bem Mãe, porque estas palavras que falam da Guerra (Como é uma Guerra Mãe? Os filhos ficam sem pais ou são os pais que ficam sem filhos?), têm de ser arte e porque estas explicações se chamam ‘A Arte da Guerra’!
É a brincar Mãe?

Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes

11/12/2011

FOTOGRAFIA da SEMANA


Às vezes a solidão tem rosto e forma. Também tem contexto e estórias. Às vezes a solidão pode lembrar-nos, de forma tão triste quanto real, a nossa incapacidade em transformá-la. Qual será a cor da solidão? Parece estar sol, vemos o colorido da camisola, do verde das árvores que beijam o azul celeste, vemos as telhas que abrigaram outros telhados em tempo de vendavais e depois…. vemos a obrigação de parar por ali. Parar de sorrir, parar de passar, parar de sonhar. Parar. Esperar. Solidão, vazio que enche o espaço de coisa nenhuma. Solidão, ausência de sons. Solidão, solitária espera de ninguém. Solidão, bengala muda que só ampara. Solidão no olhar, solidão no estar. Solidão de sol nas gripes de inverno. Solidão de passos, solidão de estórias, solidão sem cor, solidão de dor. 

Foto: Osvaldo Castanheira 
Texto: Maria dos Anjos Fernandes







03/12/2011

FOTOGRAFIA da SEMANA


Na Negra Praça que não está lá, existe uma mulher que não se vê, nem dela se tem qualquer perspetiva. 
Na Negra Praça está um andróide vindo do espaço e regressa ao passado para nos olhar. 
Na Negra Praça podemos ver o espelho que estilhaçou e nesta caixa de letras se transformou. 
A Negra Praça é um jornal de vidro, cheiinho de letras e nos confronta com aquilo que se não lê. 
Na Negra Praça estamos todos nós, perdidos num espaço cúbico e fechado. 
A Negra Praça é a morada da humanidade, estás tu e eu e Madre Teresa e Lady Di e Picasso e Delacroix e David Hume, também Dali. Já partiu Freud das ‘esquisitices’ e James Joyce foi a Paris. Simone namorou lá Sartre e Alexandre Magno inventou batalhas. E vieram tribos, ciganos e nómadas, astecas e maias, todos lá ficaram. 
E a Negra Praça encheu-se de gente que nunca lá esteve, porque não podia. 
Num jornal de vidro só cabem fantasmas e notícias cruas de obituários. 
Nesta Negra Praça tão transparente, cabe a humanidade, tu e eu e eles e toda a gente….

Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos  Fernandes

27/11/2011

FOTOGRAFIA da SEMANA


Este cinzento é triste. É triste na água metálica, é triste na falésia arenosa, é triste nas margens, é triste nos passos que ficaram. 
Foi este o caminho que fez a menina que visitava a avó com a sua merendinha. 
Não pensava ela haver outros, lobos que inventaram maus, e a perseguiam. 
E seguiu em frente, chamando a avozinha muito doentinha, para lhe dar a sua merendinha.
Coitadinha da avozinha. 
Coitadinha da menina. 
Nem imaginava que lobos havia e que falavam, e por praias andavam. 
Cumpriu a tarefa. 
Estranhou a doença da pobre avozinha que nem sequer queria a tal merendinha. 
Quis voltar para casa pelo mesmo caminho, mas deparou com maré tão alta que inundava os passos do seu destino. 
Voltou para trás, perdida e sem rumo, andando em círculos com a sua cestinha. Fugia dos lobos, inventava afetos e calava os gritos. 
Correu no cinzento como em pradaria, não havia nada e ninguém ouvia. 
Renasceu a avozinha. 
Caminhou a menina sozinha na praia. 
Não se matam lobos na nossa magia.

Foto: Osvaldo Castanheira   -   Texto: Maria dos Anjos Fernandes

20/11/2011

FOTOGRAFIA da SEMANA


Olhamos e vemos estas portas geométricas que parecem cortar o céu para encaixar o mundo! 
Se olharmos bem, vemos que as portas têm a forma de corações, são “ELE” e “ELA” que ao jardim foram passear e por ali ficaram a contemplar. 
Se olharmos bem, ELE e ELA estão de mãos dadas e a conversar. 
Se ouvirmos bem, percebemos que os silêncios naquilo que não dizem são os melhores sons. Sons que ecoam nos corações d’ELE e d’ELA. 
Sons que fazem as flores florescerem e transformam nuvens em carneirinhos que nós, deitados no escuro, imaginamos e contamos – sonhando, para adormecer.

Foto: Osvaldo Castanheira   -   Texto: Maria dos Anjos Fernandes

12/11/2011

FOTOGRAFIA da SEMANA


Nada existe de seguro nesta vida. Nadapermanece. A lei da química, que Lavoisier nos deixou leva-nos a entender asubversão da matéria que não está nos sítios certos porque terrena, de repente,se põe a navegar.
Transforma-se, é, e deixa de ser.
Supomos velhinhos discos de vinil que umqualquer dono, num qualquer dia, decidiu silenciar, pensando com eles construirpontes para outras margens. Margens do absurdo, poluindo águas que cantam aosol e embelezam margens. E barquinhos vão os barquinhos que não são.
Jánão tocam, não se ouvem, não se dançam, não encantam ….

Foto: Osvaldo Castanheira - Texto: Maria dos Anjos Fernandes

06/11/2011

FOTOGRAFIA DA SEMANA


Iemanjá, como deusa sincrónica da união entre terra e mar, zela por estes barquinhos.

Um dia um português, poeta visionário e sonhador, decidiu dizer “Venham mais cinco…”.
Iemanjá não se importaria. Senhora dos mares, sonharia dar vida ao cimo das águas, porque as profundezas pertencem a outros deuses, quiçá mais tenebrosos e temíveis.
Mas Iemanjá também é poeta e vive nos sonhos, comanda-nos a vida a partir deles, faz-nos felizes quando acreditamos que vela por nós, nas nossas uniões de seres algo anfíbios que ao mar vamos, terras descobrimos, do mar vimos e para terra voltamos.
Foi há muito tempo, iam mais que cinco, e cinco não vinham ou cinco voltavam ou esquecidos, cinco ficavam.
Por isso o poeta, sonhador real, invocou a deusa, em Pã se tornou e a cantiga/música para nós ficou.

Foto: Osvaldo Castanheira - Texto: Maria dos anjos Fernandes

25/10/2011

FOTOGRAFIA DA SEMANA (parte II)


E FORAM FELIZES PARA SEMPRE….



Supõe-se sempre que palácios e castelos pertencem ao mundo de encantar, onde as fadas mágicas descansam do seu bem fazer e, em cujas paredes de duras e intransponíveis pedras, esbarram as bruxas más quando perseguem príncipes e princesas.

Neste castelo, que é palácio e casa e lar, condomínio fechado, lá estão eles. Todos e todas. E um príncipe e uma princesa, sozinhos, ouvem-se ao longe. Cantam canções de embalar. Embalam a vida, embalam as pedras. E o vento embala as árvores, que embala o castelo, que embala os príncipes.

E os príncipes esperam os príncipes que um dia os hão-de embalar.

E para sempre felizes hão-de ficar.




Foto: Osvaldo Castanheira - Texro: Maria dos Anjos Fernandes

18/10/2011

FOTOGRAFIA DA SEMANA


CASARAM

Esta notícia, acompanhada de foto a condizer, está desencontrada de tudo.
Eles ainda não casaram….
Eles ainda não estão certinhos dos afetos….
Eles estão apenas a treinar a compatibilidade das feromonas….
Não querem saber de convenções,
Não querem saber de papéis nem burocracias…
Porque os embrulhos dos corpos que aprisionam os corações e os beijos aprimoram-se
com o tempo.
Esta foto, desencontrada de tudo, diz-nos o passado que aconteceu no futuro.


Foto: Osvaldo Castanheira - Texto: Mª dos Anjos Fernandes