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09/01/2017

LER E APRECIAR


Com o início do segundo período letivo, recomeçamos a partilhar os textos que os alunos escrevem, a propósito da obra escolhida.
Como se devem lembrar, o objetivo é:
LER E APRECIAR.
Aqui fica o 4º texto.
Leiam e Apreciem.



Como se o mundo não tivesse Leste, escrito em 1975, por Ruy Duarte de Carvalho, e publicado em 1977, reúne três textos curtos de ficção que contextualizam a última fase do período colonial Angolano. Ruy Duarte de Carvalho começou o seu historial literário no ano de 1972 com a obra Chão de Oferta, somando, posteriormente a este, mais duas dezenas de livros de poesia, ficção, narrativa e ensaio.
A obra conta com três histórias sobre Angola, no período colonial, que se interligam pelas temáticas da seca, pela denúncia da violência colonial e, essencialmente, o trato do gado. Ruy Duarte de Carvalho aproveita o facto de ter trabalhado como regente agrícola, e abre um paralelismo entre o autor e o narrador devido a tal experiência.
Apesar das semelhanças temáticas e de conteúdo dos três textos que constituem a obra, estes diferenciam-se na escrita. A primeira história conta com um texto mais adjetivado e gramaticalmente saturante, levando ao distanciamento dos tópicos onde seria mais importante a maior percetibilidade do texto. A segunda história, por outro lado, parece escrita por outro autor, pelo facto de ser contada de uma forma mais clara e simples fácil de se ler, abrangendo uma maior vastidão de leitores de diversos gostos, e não se prendendo a leitores adeptos de leituras mais complexas. Na edição de 2003, e em determinadas partes da narrativa, o diálogo é reelaborado em versos, conferindo um toque mais relaxado e apelativo à leitura. A terceira história foca-se no carácter divino das coisas, assemelhando-se literariamente à primeira e afastando-se da agradável e mais acessível forma de escrita apresentada na segunda.
 Apesar das características que a diversificam literariamente, esta obra conduz definitivamente o leitor à época colonial em Angola, e é, sem dúvida, uma leitura complexa e para gostos específicos.

Texto 4, João Cardoso, 11º L2, Nº 12, 9 de janeiro de 2017

Como se o mundo não tivesse leste
CARVALHO, Ruy Duarte
Biblioteca Editores Independentes / Cotovia
164 Páginas
4ª Edição
 Preço: 6€
Género: Romance


12/12/2016

LER E APRECIAR

“LER & APRECIAR”
Título: O Último Cabalista de Lisboa
Autor: Richard Zimler
Editora: BIIS
Edição-reimpressão: 06-2016
Porto Editora

Número de páginas: 352
Preço: 12,40
Género: Romance


            Richard Zimler é um jornalista, escritor e professor norte-americano naturalizado português. Nasceu em Nova Iorque, a 1 de Janeiro de 1956. É formado em Religião Comparativa e mestre em Jornalismo. Veio para Portugal em 1990 e vive, atualmente, no Porto.
            O Último Cabalista de Lisboa, publicado em 1996, é baseado em factos verídicos, juntamente com ficção. O livro retrata os Zarco, uma família de cristãos-novos que, na verdade, são judeus, praticam, às escondidas, o judaísmo e têm como patriarca Abraão Zarco, um iluminador e membro respeitado na comunidade judaica. É também um cabalista de Lisboa. A personagem principal, assim como narrador deste romance, é o seu sobrinho, Berequias Zarco.
            A história decorre no progrom de Lisboa de 1506, durante as celebrações da Páscoa, em que muitos cristãos-velhos foram mortos numa fogueira no Rossio, após terem sido culpados pelo progrom. Berequias Zarco encontra morto nu o seu tio, Abraão, juntamente com uma jovem desconhecida, banhados em sangue, numa cave que servia de templo secreto desde que a Sinagoga fora encerrada pelos cristãos-velhos. Um manuscrito iluminado e recentemente terminado por Abraão tinha desaparecido do seu esconderijo secreto. O seu assassino é desconhecido, mas serão culpados um cristão-velho ou um cristão-novo.
            Obra confusa, difícil, para quem não compreende os aspetos do estudo da Cabala judaica e as controvérsias de uma época muito marcada por conflitos entre o poder religioso e as crenças das populações, num contexto político complexo em Portugal. Para quem não conhece o contexto sócio-histórico representado, a obra aparenta ser um romance policial histórico.


Texto 3, Ana Rita, Nº04, 11ºA2, 12 de dezembro de 2016



05/12/2016

LER E APRECIAR


“LER & APRECIAR”

As Viagens de Gulliver, de Swift, Jonathan
Género: Romance de aventura
Ano de Edição: 1984; reimpressão: 2010
Editor: Relógio D'Água
Nº. de páginas: 288
Preço atual: 13,50€

            O livro As Viagens de Gulliver narra a vida de um homem chamado Gulliver, que faz diversas viagens e que, por acidente, vai passar pelos mais estranhos países: no primeiro país, os habitantes são muito pequenos; no segundo, são gigantes. A terceira paragem é numa ilha onde os habitantes têm grandes conhecimentos matemáticos e vivem em harmonia. Por último, encontra um país onde quem governa são os cavalos.
            É uma obra bastante conhecida, mas não no seu todo, pois grande parte das pessoas apenas conhece a primeira viagem, Lilliput, desconhecendo completamente as três restantes.
            O texto é extremamente descritivo, especialmente em relação ao espaço, e muito preciso, quanto ao tempo. Jonathan Swift, ao criticar a política de cada país, está, no fundo, a criticar a sociedade inglesa do seu tempo, corrupta e gananciosa, sendo que cada viagem é utilizada para criticar diferentes entidades e instituições.
            A descrição minuciosa provoca no leitor o cansaço, facto de que o escritor se vai apercebendo, pedindo desculpas como forma de manter a atenção do leitor.
            Em conclusão, esta obra é das mais conhecidas internacionalmente, tendo sido adaptada várias vezes para crianças e para cinema. Agrada a pessoas que gostem de livros de aventura e/ou quem tenha apenas conhecimento da primeira viagem.

Texto 2, Pedro Tomé, Nº 22, 10ºC3, 5 de dezembro de 2016 





28/11/2016

LER E APRECIAR



“LER E APRECIAR”
A Brisa do Oriente, de Paloma Sánchez-Garnica
Volume 1: Prólogo e 12 cap.; volume 2: 6 cap. e espécie de epílogo com o título “A última viagem” e um ponto “Agradecimentos”. Tradução: Luís Miguel Coutinho.  Editor: Saída de Emergência, 2012.

Paloma Garnica, nascida em Madrid, é licenciada em direito e historia. O seu livro A Brisa do Oriente (2012) foi considerado um dos melhores romances históricos de 2012.
O tema é a viagem do personagem principal – Umberto de Quéribus - que descobre como o mundo realmente é na Europa medieval (1204).
Na sua viagem, Umberto vê as suas crenças contrariadas, do início ao fim, visto que todos aqueles com quem se encontra lhe mostram que o mundo não “é a preto e branco” e o fazem passar por sofrimentos os quais ele, de uma forma que parece, no mínimo, estranha, e, no máximo, irrealista, não tenta evitar, apenas deixando que os outros lhe façam oque bem entendem. No final, é uma história que dá pouco ou nenhum prazer ler, pois é desgraça após tragédia, da primeira à última página, com quase nenhuma felicidade pelo meio.
Como já dito, o livro fornece uma quantidade generosa de vezes cenas e momentos em que aquilo que Umberto pensa do mundo ou das pessoas é revelado errado da pior forma possível, mas um bom exemplo de que o personagem não revela muito da história é, logo no começo, o ataque e posterior saque a Constantinopla; nessa cena se descreve, claramente, o que o personagem espera - que os cavaleiros sigam as ordens; o que acontece, na verdade, é os cavaleiros ignorarem-nas completamente, saquearem tudo, matarem todos os que se metem na sua frente e ninguém, excetuando os infelizes que estão sendo mortos e Umberto, faz nada para o evitar.
Em nota final, este livro não é para todos, pois não é a típica história de época medieval em que os cavaleiros são o exemplo de coragem que não fazem nada de muito errado e, sim, uma história que mostra algo mais perto da infeliz realidade da época, narrando uma jornada marcada, praticamente, só por infelicidade.

Texto 1, Alexandre Torres, nº2, 10º L1, 28 de novembro 2016



03/11/2016

CONCURSO LITERÁRIO FERNANDO CARITA

Terceira Edição do Concurso Literário Fernando Carita.
Concurso promovido pelo Clube de Leitura em parceria com a Biblioteca Escolar.
As professoras Judite Morais e Ana Paula Cunha estão, mais uma vez, de parabéns, pela dinamização do concurso, junto dos alunos e da comunidade educativa.
Na cerimónia estiveram presentes, entre vários elementos da Comunidade Educativa, alunos e famílias, professores, o diretor da ESFD, o Presidente da Junta de Agualva-Mira Sintra, a representante do pelouro de educação da CMS, a coordenadora interconcelhia da RBE, o presidente da APEE.
A assistência foi brindada com um vídeo sobre a cidade de Agualva-Cacém, uma pequena encenação sobre esta cidade na história do tempo e vários alunos declamaram um poema da autoria da professora Judite Morais, sobre a cidade.
A todos os participantes no Concurso foram distribuídos certificados e os premiados receberam as respetivas medalhas.
Parabéns a todos os participantes, sobretudo aos vencedores.
Cerimónia bonita, que brilhou e nos deixou felizes.
Como alguém disse: " Um ser feliz é um ser que brilha!"






























27/10/2016

FRASES SOBRE A BIBLIOTECA ESCOLAR

      
Dia Internacional das Bibliotecas Escolares
24 de outubro de 2016

EIS UM TEXTO E FRASES SOBRE A “NOSSA” BE!


“Que bom seria se muitos dos nossos jovens dedicassem alguns minutos por dia à LEITURA de algumas páginas…
Talvez abdicassem de certos maus hábitos, evitando tantos problemas que deles advêm. Teríamos, assim, um futuro com homens e mulheres mais instruídos, responsáveis e seres humanos idóneos.

BIBLIOTECA… Um SPA com Livros, para os que querem adquirir conhecimento!”

Anabela Silva, A. O.



A Biblioteca para mim é como se fosse um sítio de alegria. Apesar de uns acharem secante eu adoro a Biblioteca porque é onde passo o meu tempo, leio estudo e adoro-a. Não há palavras para expressar.
                                                               Radija Injai, n.º24, 7ºF



A Biblioteca tem regras e ordenação, o que torna possível um bom estudo e um bom lugar de trabalho.
                                                    Anónimo 
A Biblioteca é silenciosa, calma, um lugar onde posso estar e desfrutar. A biblioteca é um lugar ligado ao saber, um lugar de bom lazer.
Anónimo



A Biblioteca é o melhor sítio para estudar, ler e aprender, com os livros que não temos em casa.                                               
                                                  Celmira Mendes, n.º 6, 10º S



A Biblioteca é um lugar “Fixe” porque é um lugar calmo, onde podemos estudar e relaxar, aprender e ter lazer, ajudar e ser solidários.
                                                                   Jéssica Fonseca, 12.º S



A nossa Biblioteca é um espaço onde se consegue aprender e ter momentos de lazer. É um lugar onde existem vários livros e temos oportunidade de os ler.
                                                       Daniela Silva, 12.º S



A Biblioteca é um espaço onde podemos estar sossegados e concentrados, é um sítio calmo e com bastantes livros interessantes, onde podemos adquirir mais conhecimentos.
        Ana Santos, 12.º S                                                                       

28/01/2014

Mãos que pintam... mãos que escrevem

MÃOS QUE PINTAM…MÃOS QUE ESCREVEM


     Contrariando inércias, há sempre lugar para a motivação, para a coragem de fazer diferente, para criar laços interpares.
     Partilhamos os trabalhos de escrita criativa a propósito de desenhos, numa turma do ensino profissional, Técnico de Mecatrónica, 10º MA, Mecânica Automóvel.
   Às capacidades artísticas da aluna Ana Rute, responderam os colegas com textos ilustrativos.
     Estes trabalhos estão patentes em exposição na Biblioteca Escolar. Atividade em conjunto com a professora de português, Laura Silva.
     Os alunos fizeram a escolha dos textos merecedores dos 1º, 2º e 3º prémios que, a título simbólico, foram atribuídos.
     Assim, SERENA, de Rodrigo Pinho, tem o 1º prémio; AMOR, de André Donato, 2º prémio e OS IRMÃOS DA MORTE, de André Pires, 3º prémio.
     Parabéns a todos os intervenientes que ajudam a dignificar a Escola, na melhoria constante das aprendizagens.




A PB

Maria dos Anjos Fernandes