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27/02/2015
12/11/2014
16/05/2014
4ª SEMANA DA FOTOGRAFIA NA FERREIRA
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Arte,
Aves,
Exposições,
Fotografia,
Língua Portuguesa
17/03/2014
VER e ESCREVER
Etiquetas:
Arte,
Boas Práticas,
Cinema,
Fotografia,
Literacia,
Literatura,
Ver e Escrever
Olhando a foto para «Ver e Escrever», chegamos a memórias
díspares e podemos questionar se é a realidade que motiva os afetos e as artes,
ou se são as artes e os afetos que desenham a realidade e a constroem para a
desconstruírem.
Na memória aparecem imagens do
filme “Gata em telhado de Zinco quente”, obra de Tenesse Williams que Richard
Brooks imortalizou. Surgem questões do valor dos afetos, como o amor –
permitido e usual e o outro, proibido e condenável, logo disfarçável. Surgem
questões sobre a ganância, o valor do dinheiro, a doença, as verdades e as
mentiras que desenham os dias como se estivéssemos sempre, quais gatos, em cima
de um telhado de zinco quente e a vitória fosse aguentar e lá permanecer.
Na memória, aparece o génio de
Gaudi. Estes gatos podiam, muito bem, ser as musas inspiradoras do artista para
os telhados da casa do Sr. Milá.
Não é difícil, mas apenas
desconcertante, a analogia deste telhado tecnológico e feio povoado de gatos
com a beleza dos deuses antropomórficos nos telhados em ‘La Pedrera’. Gaudi pensava o milagre da vida e da arte e sabia,
com certeza, que os gatos têm sete vidas e conseguem aguentar o feio cenário e
poiso, tal como Maggie conseguia aguentar a verdade escondida do filho falhado
do Big Daddy. E nós, que verdades conseguimos aguentar?
Foto:
Osvaldo Castanheira
Texto:
Maria dos Anjos Fernandes
07/02/2014
VER E ESCREVER
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Bibliotecas Escolares,
Boas Práticas,
Cinema,
Fotografia,
Leituras,
Literacia
A ler ou apenas a ver, estes jovens parecem felizes com a
contemplação dos olhos e da alma. Podemos fazer o exercício simples de imaginar
palavras de ‘Esses’, a condizer com o boné e que ilustrem a fotografia: super, sempre,
simpatia, sinceridade, silêncio, satisfação, simples, solidariedade, simplesmente,
sonhos, sorrisos.
Não
sabemos se houve premeditação nesta atividade para aprender o bem-estar, para
treinar o caminho da partilha, para
ajudar a ver ou a ler.
Não
sabemos.
Não
sabemos o conteúdo do livro (?) que seguram.
Vemos
dois jovens diferentes e iguais nas mãos que têm, com as quais seguram o
momento ímpar da ternura interpares.
Mas
o que vemos é suficiente para abrir o céu e lá colocarmos uma estrela que
sempre os ilumine.
Foto:
Prof. Osvaldo Castanheira
Texto:
Maria dos Anjos Fernandes
07/01/2014
VER E ESCREVER
Etiquetas:
Boas Práticas,
Cinema,
Fotografia,
Leituras,
Literacia
Muito pequenina é a
palavra ‘Paz’ que nos dizem para comemorar a partir do início de janeiro.
Maior é o significado que
anda nas bocas do mundo, apregoado com mais ou menos ênfase, conforme os
pregoeiros ou as audiências. Dentro de nós, primeiros guerreiros de nossos
pensamentos é onde se travam os maiores combates. No silêncio, em tanto
silêncio de nós, vamos conquistando os cumes da vida. E pensamos. E, tantas
vezes, quisemos e queremos mudar o mundo. Hercúlea tarefa. Gigantesco combate.
Tal como este
‘desenhador’, inventamos rodas imaginárias, como amuletos de caminhada.
E precisamos de palavras.
Palavras vertidas para algum suporte em que se desenhem, se escrevam. Precisamos
de alguém que diga, de alguém que lei, de alguém que ouça, de alguém que veja.
Que nos veja. Que nos escute. Que leia. Que interrogue. Que pense. Que
pacifique. Precisamos de gruas que nos sustenham. Precisamos de muitos canhões
a disparar palavras. Precisamos de amor. Precisamos de desentorpecer.
Precisamos de memórias. Precisamos de falar, de contar. Precisamos de lembrar.
Precisamos de lápis para escrever e coragem para os disparar com todas as
palavras.
Precisamos de paz.
Precisamos de amigos.
Precisamos de flores.
Foto: Prof. Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes
18/11/2013
VER E ESCREVER DE NOVEMBRO
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Boas Práticas,
Cinema,
Fotografia,
Leituras,
Literacia,
Walt Disney
‘Se
tiveres olhos, vê; se puderes ver, repara.’
Pois
então, sigamos o conselho do Livro dos Livros!
E
é neste exercício do ver e reparar que nos envolvemos
Nas
cores que um dia nos vestiram e exibiram a esperança de encontrar o Wally no
meio da barafunda. Aqui, o desafio é encontrar a lâmpada descendo do espaço
mas, para iluminar o quê? Na postura solitária de quem espera por pais e
meninos e vender tantos fatinhos, vamos supondo o que faria Walt Disney perante
tamanha concentração de desenhos seus e sonhos de todos nós.
Só
lhes falta falar (!!!!) diria um outro artista, a uma outra obra, personagem
mais sagrada e em mármore esculpida.
Nesse
tempo, naquele tempo, in illo tempore, ou
neste tempo, quem não se quedaria a olhar, ver e reparar em quem tudo faz,
fazendo nada?
Olhemos,
reparemos…
Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes
15/10/2013
VER E ESCREVER
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Boas Práticas,
Cinema,
Fotografia,
Jesus Cristo,
Kant,
Lei Moral,
Leituras,
Literacia,
Saussurre,
Semiótica
Há ícones culturais que não precisam de palavras significantes para expressarem o significado, mesmo sem a semiótica Saussurriana.
Aqui está representada uma tumba e convém não nos desagradarmos muito por quem debaixo dela mora agora.
Até
porque, com o exemplo dos outros, que foram passado e só memória são, vamos
antevendo o nosso, talvez sem passado de remonta e falida memória. Mas ainda cá
estamos!
Sinais
dos tempos. As urbes artificiais desapareceram, e não restou alternativa ao
engenho e arte de procurar o deserto para depositar os que já não têm préstimo.
Restou um sinal muito ténue de humanidade (humanista?), preservando o que já
não vive, de coiotes e outros animais de rapina. Porque desses, há agora
muitos….
No
entanto, não pensem que podem escapar à mentira humana. Será aquilo um cenário
hollyoodesco? Será mesmo uma lápide em homenagem a alguém sem nome?
E
se for o esconderijo para um psicopata manter em ‘vida artificial’ as suas
vítimas? Andará Haniball à procura de Clarice?
Não
se deixem enganar, quando prestam homenagem ao Soldado Desconhecido, há uma
lamparina e marchas e homens hirtos que nos olham fartos de ali estar (cá fora,
entenda-se…).
Consta
que Jesus, quando estava aborrecido dos homens ia até ao deserto. Orava,
pensava, com certeza.
Consta
que I. Kant quis ter em si a Lei Moral e, por cima de si, o céu estrelado.
O
céu aqui está, não se vêm estrelas, mas para que queremos a imaginação?
Foto: Prof. Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes
05/06/2013
02/04/2013
03/03/2013
04/12/2012
VER E ESCREVER
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Boas Práticas,
Ciência,
Cultura,
Filosofia,
Fotografia,
Galileu,
Literacia,
Literatura,
Poesia,
Religião
Se com olhos de um Índio Sioux olhássemos, ficávamos num
paradoxal dilema: se amar os cães – animais procedentes da Mãe Terra e do Espírito
Divino – ou se, pela ajuda à mortandade de outros seres vivos – as raposas – os
devíamos dizimar a eles, antes que tamanho disparate fizessem por capricho,
costume ou gáudio de alguns maníacos privilegiados.
Não somos Sioux: olhamos e vemos uma bela matilha de cães de
não menos bela raça, mas…
Se com olhos pitagóricos olhássemos, ficávamos noutro
estranho dilema: serão estes cães o simulacro corpóreo de almas que estão a
fazer a escalada na sua purificação e ascensão para a Luz, num ciclo ascendente
de reencarnações rumo à perfeição, ou serão o repositório material de almas
que, por “males” fazerem, desceram na escala de Ser e, tal como os ‘Graves’ de
Galileu, vão caindo… caindo…
Terá dito Pitágoras ao enfurecido talhante que não batesse no
animal (cão) que lhe tinha suprimido a carne, pois no seu ladrar de dor
reconhecia a voz de um amigo seu!
Pelo que constatamos, estes cães calados estão! Nem do talho
vieram, nem roubaram, nem para lá vão!
Serão almas?
Serão gente?
Gente não são certamente!
E as almas, porque imateriais são, não se vêm neste chão.
Ou estarão todas ‘NAQUELE’ cão?
Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes
09/11/2012
VER E ESCREVER
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História
Já ninguém mora
aqui. Agora só nos resta imaginar e ver através do outro lado do tempo, entrar
no passado. E assim, facilmente , vemos um palácio das mil e uma noites, com
seus donos e convidados numa festa, a
celebrar o equinócio da primavera. A orquestra, com harpas, címbalos, cítaras e
pianolas toca uma balada que celebra as cantigas de amigo. Damas e gentis
homens rodopiam no salão, vestidos a preceito, num barroco de folhos, fivelas e
cabeleiras. Uns estão compenetrados nos passos de dança, outros servem-se do
bailado para que mãos e olhos vão dizendo outras palavras que devem emudecer
lábios mas não calar falas de coração. Esta tarefa ou jogo de sedução não quer
perder a magia e tornar explícito o encanto do implícito. Aios e pajens
fardados a rigor esperam perfilados e ladeando o salão, quase petrificados com
tanta beleza pensando se, caso ali estivesse, com quem dançaria a Cinderela.
Outras Cinderelas suspiram de alívio: umas porque o minuete acabou e se livram
do seu par algo bafiento, de mãos suadas e atrevidas; outras suspiram na
tristeza pela rapidez da música agora finda, a meio do encanto com que seu par,
garboso fidalgo/mancebo as encantou. São quase Cinderelas e quase ficam Mouras
Encantadas. Gostamos de ver este salão com estes personagens. Ao longe parecem
perfeitos hologramas que ali estão para nosso deleite e, a qualquer momento,
podem ficar suspensos num hiato temporal para fantasmas futuros serem. Num
outro tempo, chegaram o abandono, as intempéries, os vendavais que também
passaram por este monte. Reina o silêncio. O céu requisitou nuvens plúmbeas que
acautelam as ruínas do palácio que já foi e onde apenas as árvores verdes
continuam os ciclos da natureza. Chegam outros olhos para olharem o que restou.
Os passos ficam atrás do tempo, só os ouvidos atentos percebem, ao longe, o
toque de uma orquestra. Então, de repente, chegam até outros olhos espetros de
bailarinos que rodopiam suspensos em si próprios. E, quem olha e vê, conclui
que chegou ao presente de um idílico tempo passado, sempre irrepetível e sempre
ausente.
Foto de Osvaldo Castanheira
Texto de Maria dos Anjos Fernandes
08/10/2012
VER e ESCREVER
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Arte,
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Criatividade,
Cultura,
Fantasia,
Fotografia,
Leituras,
Literacia,
Literatura
Há horizontes de olhar que são
assim: reais e possíveis na realidade de ver, mas que parecem ideais onde
deambula o sonambulismo no despertar funcional do sonho.
O cavalinho, por ser de pau, não
cavalga as planícies; o menino, de infância estática, não tem esporas que
incentivem o seu transporte e o movam nem da terra, nem do sonho.
Só nós, que olhamos como donos da
imagem, podemos ter a veleidade de lhes traçar caminhos/rotas em mar de
deserto, de estepes, de pradarias ou até no ‘Crescente Fértil’…fértil de
colheitas históricas de passados impossíveis ou de cenários possíveis mas
improváveis.
Na natureza de duplicidade claro
(que brilha como se ouro fosse…)/escuro (sem brilho e que pode refrescar…)fica
perdido o nosso olhar ou a vontade de naquele cavalinho cavalgar. Para sermos
de eterna infância, para sermos de eternidade, para estarmos onde o sol ofusca
sem queimar, para sermos alma ou espírito que voa e busca, para desorganizarmos
tudo e sermos rio/destino/foz.
Ah, se este cavalinho fosse uma
bicicleta….
Ah, se este menino estático
tivesse um amigo…
Ah, se Spielberg os visse ou
imaginasse…
Foto de Osvaldo Castanheira
Texto de Maria dos Anjos Fernandes
27/05/2012
FOTOGRAFIA da SEMANA
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Sintra
Qualquer um de nós gostaria de voltar as costas ao mundo, por mais ou
menos tempo, e iniciar o percurso a este lugar se sentir.
Sintra acolhe este sítio esotérico, idealizado no sonho romântico,
mítico e mágico de Carvalho Monteiro e do arquiteto italiano Luigi Manini que o
consubstanciou para, hoje, nossos sentidos se apaziguarem.
Não sabemos se esta menina que sozinha ali caminha, pensará nos
estilos arquitetónicos do Palácio que se entrecruzam do gótico ao manuelino ou
renascença.
Não sabemos se estará interessada na história trágico-marítima que
esta Quinta de regalo (Regaleira) pretende evocar para enaltecer a giesta dos
andantes marítimos; não sabemos se estará interessada nas simbologias míticas,
místicas e iniciáticas que estão omnipresentes neste espaço sacralizado, diria
até profanamente sacralizado.
Mas se quisermos entrar na Quinta e neste ‘Palácio dos Milhões’,
através da fotografia, estejamos atentos. Podemos, de repente, entrar num
regresso ao passado e encontrar algum Templário conversando com um Rosa Cruz a
relembrarem outros combates. Podemos escutar fórmulas de juramentos secretos de
alguma reunião de Lojas Maçónicas. Podemos ser apanhados por seres invisíveis
que nos vendem os olhos e nos façam subir das trevas para a luz, na espiralada
escadaria do poço iniciático.
Devíamos avisar esta menina já nascida que, nesta Quinta e no Palácio
que a olha, poderá voltar a nascer. Se subir, desde qualquer uma das oito
pontas da estrela que embeleza o fundo do poço, não estará apenas a emergir do
ventre da Mãe Terra, não estará apenas a sair do Útero Primordial e a deixar a
proteção amniótica. Poderá também ter de perceber o percurso inverso, o caminho
heraclitiano, sempre o mesmo, mas diferente no subir e no descer! Aqui, ao
subir, deixará a segurança uterina de onde provém a vida, mas também poderá descer,
entrar de novo no ventre da Mãe Terra, a Sepultura onde tudo e ela têm de
regressar.
Também está lá a alquimia de qualquer rei Midas, o equilíbrio precário
que os visionários sonham, procuram, encontram, transformam e perdem para
poderem sempre transgredir!
Então, visitemos e sonhemos transgredir. Talvez assim possamos estar
dentro e fora de nós e das estrelas que o universo contém. E, se for noite, adormeceremos,
tarde ou cedo, mesmo que a alma não nos fique adormecida.
Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes
Postado por Carlos Cotter
20/05/2012
FOTOGRAFIA da SEMANA
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Há uma canção popular que nos ensina a ouvir e a cantar uma menina que
está à janela com o cabelo à lua.
Não é esta a menina. Nem das cantigas, nem dos ciclos astrais.
Esta estática menina está nas margens da galáxia e existe para nos
impressionar, numa qualquer idealização desmedida de Tim Burton.
Por norma, as bonecas cumprem várias funções: são memórias que
preservam a infância, que fazem crescer, que ensinam a ser. São companheiras
dos sonhos e amigas solitárias de solitárias amigas. São um quarto, uma casa,
rua e bairro, são jardins de brincadeira. São os nomes e as partilhas de
fantasias. São as mães e as filhas, doentes e médicas, anfitriãs e convidadas,
professoras e alunas, juízes e assassinas. São o si-mesmo sem nada serem,
personificação mais banal ou mais intensa, quanto mais ou menos Barbies
povoarem o espaço de crescer.
Porém, esta boneca tem algo de diferente. É poética na ingenuidade de
existir para quem a brinque, é sinistra e personagem de filme para quem ali a
deixou a descansar dos esconjuros que as amigas – bruxas de Salém – lhe
provocaram.
Quem a vê, assim abandonada, não sente qualquer compaixão no
esquecimento.
Quem a olha, experimenta algum alívio por não ter de suportar, à
noite, algures no espaço onde se entrega ao sono e ao sonho, o olhar que destes
olhos estranhos sai, o cabelo que não voa, a janela sem menina e sem lua.
Perante este ícone, de força desmesurada e beleza negativa, só nos
resta pensar que Obélix dela se enamorou, dela se cansou e para ali a deixou.
Nem ele teve forças para tanto!!!
Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes
Postado por Carlos Cotter
13/05/2012
FOTOGRAFIA da SEMANA
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Literacia,
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Ao primeiro olhar
lembramos Milos Forman a pensar no seu “Amadeus”. Pensamos nós se foi ‘aquele’
menino a escrever a partitura que estes tocam.
Depois, como a beleza
não cansa os olhos, continuamos a olhar e a sentir. Ouvimos os sons deste mar a
refletir o céu, ouvimos o silêncio da criação maravilhosa de um reino
imaginário, ouvimos o voar mansinho das nuvens e ouvimo-los a eles.
Sentimo-nos a ser
levados pela música desta orquestra fantástica que os meninos tocam.
Ali chegaram e ficaram
no deslumbrante equilíbrio entre magia e realidade, como num sonho.
Não desviamos o olhar,
os sentidos continuam lá.
São os sentidos que
despertam para o pensar.
É o pensar que nos
leva a outro reino refletido nas águas, reino da Fada Morgana, de Viviane, das
protetoras de Guinevere, seus ‘Artures’ ou ‘Lancelotes’, em
Avalon de mágicos nevoeiros.
Estes sons, por belas
metáforas serem, propagam-se no vazio e, do reino das fadas, partem para
chegarem a paragens longínquas.
E uma multidão chega.
De nós e de outros.
É uma multidão que
está.
É uma multidão que vê.
É uma multidão que
ouve dentro de si o que o belo despertou.
Então, de repente,
ouvindo e olhando, deparamos com Brad Pitt, regressado de sete anos no Tibete,
na companhia de um menino.
Partiram do possível.
Deixaram as aprendizagens do caos. Conservaram as da Amizade e do Amor.
Sorriem e estão
felizes. Como diria Dalai Lama: Depara-se-nos o Nirvana!
Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes
Postado por Carlos Cotter
06/05/2012
FOTOGRAFIA da SEMANA
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Arte,
Boas Práticas,
Fotografia,
História,
Incentivo à Leitura,
Literacia,
Literatura
Sempre nos ensinaram que os Anjos não têm sexo e
as discussões infindáveis e anacrónicas acabam por levar o rótulo de ‘discutir
o sexo dos Anjos’, como conflito interminável quais ‘obras de Sta Engrácia’.
Mas os nomes que Lhes deram não nos podem deixar dúvidas de seres masculinos
serem. Nomes para seres incorpóreos e etéreos que nos vigiam e guardam. Até nos
dizem que cada um de nós tem Um particular e único.
Maria teve o Seu, Anjo Gabriel, mensageiro de
Vida, arauto da mais alta missão, a da Maternidade para o Filho de Deus.
Mundividência cultural católica que preservamos
para que a proteção no masculino (a mais forte?) não nos abandone. É bem mais
confortável pensar que os Anjos que aprendemos como imateriais Seres de Luz, são
heróis corajosos que nos protegem do Mal cuja paternidade está a cargo de outro
Anjo – Lucifer – , Mal nascido da mais
nefasta, perigosa e definitiva desobediência. Dan Brown também nos avisa, há
Anjos/Anjos e há Anjos/Demónios…
Ocidentais e velhas referências que não são agora
objeto de contraditório.
Por isso, é na suposição de uma saudável
androginia que olhamos esta Menina–Anjo, outsider
de todos os pressupostos. E ela, Anjo–Menina, todas as funções e missões já
desempenhou. Anunciou, protegeu, guardou. Agora, apenas descansa num qualquer
cantinho do Universo, que pode ser a casa, morada de nós próprios.
Obrigada Menina – Anjo.
Obrigada por tua guarda.
Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes
Postado por Carlos Cotter
28/04/2012
FOTOGRAFIA da SEMANA
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25 de abril,
Arte,
Boas Práticas,
Fotografia,
História,
Incentivo à Leitura,
Literacia,
Literatura
…Mesmo sem Dali, ainda
temos as memórias que persistem…
Escrevi e assim pensei,
sobre a foto icónica dos símbolos de um País pobre e longínquo.
Mas a frase pode servir
de ligação para outras recordações que também devem persistir. Estas, de abril
florido em cravos que transformaram uma revolução num dia de poesia. Parecem
tão longe os tempos, parecem tão inúteis as intenções de liberdade, quanto nos
parece difícil e anacrónico este cravo florir de uma terra de papel, no claro
desespero de rasgar a metálica folha que o preserva do ‘non sense’ sem o
oxidar.
Quando os caminhos dos
militares, Salgueiros e tantos Maias (…‘Somos Todos Capitães…’) se cruzaram com
o povo que cantava em toda e qualquer Vila Morena e Depois do Adeus se
trauteavam corridas em sorrisos empoleiradas, então foi a vez dos meninos se
tornarem gigantes, chegarem com cravos arrebatados em rossios e praças, molhos
e molhos de revoluções fazerem, daqui e dali…
E, mesmo sem Dali, mas
aqui, temos de ter memórias que persistem, memórias que resistem…
Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes
Postado por Carlos Cotter
21/04/2012
FOTOGRAFIA da SEMANA
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Arte,
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Cultura,
Fotografia,
História,
Incentivo à Leitura,
Literacia,
Literatura
Não estamos a ver nem a olhar para ‘A Persistência da Memória’ de Dali e,
no entanto, a memória persiste.
Tantos de nós observamos e vemos, através desta imagem, um tempo de
infância em que fomos meninos de muitos porquês, de muitos gestos repetidos, de
palavras ensonadas, de ‘respeitosos medos’, de tantos ‘Dá licença, Minha
Senhora?’, de silêncios sem respostas.
Símbolos e ícones de um País, num tempo parado e tristonho, ritmado por
rotinas feitas valores inquestionáveis. Jesus, crucificado, Símbolo dos
Símbolos, era contado como o Salvador de todos os males que as nossas almas já
tinham feito, nos primórdios da, ainda, não existência…
Depois lá estavam os outros salvadores e garantes das nossas vidinhas. Os
Chefes da Nação. Comandavam e todos (quase todos…) obedeciam; até o relógio marcava
generosamente um tempo certinho, de dez e dez. Capicua e harmonia perfeita.
Esta composição tão certinha até deixa espaço à imaginação para
desenharmos triângulos maçónicos, secretos, perturbados pelo quadro negro onde,
à força de mais ou menos palmatórias íamos desfilando o rosário do saber ler,
escrever e contar. Líamos, escrevíamos, contávamos. Depois…..
Não podemos ignorar…..
Mesmo sem Dali, ainda temos as memórias que persistem.
Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes
Postado por Carlos Cotter
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