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13/02/2017

LER E APRECIAR

Nova Semana se inicia.
Mais uma partilha.
Desta vez, a Apreciação Crítica recaiu sobre um livro de Jorge Amado.


Capitães da Areia
 Autor: Jorge Amado
 Editora: Planeta DeAgostini Edição/Reimpressão: 2001
 Páginas: 259
 Preço: 3,50€
Género: Romance

     Capitães da Areia é o livro de Jorge Amado mais vendido no mundo inteiro. Publicado em 1937, teve a sua primeira edição apreendida e queimada em praça pública pelas autoridades em Portugal.
      Jorge Amado descreve as dificuldades mas também as alegrias de um grupo de miúdos que vive nas ruas de S. Salvador da Baía, no Brasil. O autor narra acontecimentos da vida dos meninos abandonados, que têm lugar num contexto de muita pobreza e miséria em que são indispensáveis a amizade e o verdadeiro amor
     O livro, que retrata os anos 30 no Brasil, dá uma lição de amizade e força de vontade, numa escrita clara. É um romance incrível e, muitas vezes, comovente sobre o abandono de crianças, porque exprime emoções e as faz sentir.
    Capitães da Areia tem muito em comum com a atualidade noticiada nos meios de comunicação social, o que mostra que ainda hoje é realista.           


Texto 9, Tiago Coja Nº30, 10º L1



06/02/2017

LER E APRECIAR

No início da semana, mais uma crónica de leitura e respetiva apreciação.
Parabéns à aluna que faz a análise da obra, com uma interpretação realista e  nos lembra como são importantes os valores éticos e outros que são desnecessários...a vaidade, o orgulho...
Leiam!

Afinal, não custa nada!

O Retrato de Dorian Gray
Autor: Oscar Wilde
Tradução: Januário Leite
Data de edição: Dezembro de 2009
Nº de páginas: 288
Editora: Bertrand Editora
Preço: 8€
Género: Romance

O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde, é um romance tenebroso, que aborda o tema da exposição do artista na sua obra, e a vaidade em exagero na vida das pessoas, que as leva a deambular num mundo egoísta e hediondo. Pode-se dizer que a obra tem a finalidade de cativar o leitor, pela linguagem e pelos acontecimentos que são narrados.
                Através da personagem de Basil Hallawarde, Wilde mostra muito do seu ser, criando uma relação entre si e a personagem, em todos os sentidos explícitos nesta obra. O narrador focaliza através de Basil, que sente uma tremenda e caótica paixão por Dorian Gray, que inspira o que se vai tornar na mais bela obra de arte por si pintada e que se torna para o pintor o tesouro secreto da sua alma. Focaliza também através de Dorian, cuja vaidade é o pecado que o leva a tornar-se um ser humano apático que se dispõe a vender a sua própria alma em troca da imortalidade da sua beleza no retrato produzido.
Para concluir, O Retrato de Dorian Gray é um livro de uma das grandes figuras da literatura inglesa, que faz transparecer os pensamentos mais mórbidos que se geram na mente e representa aquilo a que é possível uma pessoa dispor-se para imortalizar a sua beleza. Wilde tem, assim, um olhar implacável sobre a imperfeição humana.

 Marta Gomes Nº17 11ºL2


30/01/2017

LER E APRECIAR

O Homem Que Matou Sherlock Holmes
Autor: Graham Moore
Editora: Suma de letras
1ª edição: julho 2016
Páginas: 448
Género: Romance policial
Preço: 19,50€

          Foi o primeiro romance de Graham Moore, escritor de sucesso e realizador,cujo guião de O Jogo da Imitação, para além de ter vencido um Óscar para melhor guião adaptado, foi nomeado para um BAFTA e um Globo de Ouro. Moore cruza uma investigação em Nova York, em 2010, com um ambiente lindamente descrito na era vitoriana, em Londres.
          É um thriller inteligente, emocionante e revelador dos notáveis contos de Sir Arthur Conan Doyle que têm Sherlock Holmes como figura central. Revela-se um ótimo exemplo da literatura policial que volta em força para mais um dos muitos misteriosos casos de Sherlock Holmes, que se revela como um ‘’adereço’’.
          Traduzido em 15 línguas, e objeto de enormes elogios por parte do público e crítica, O Homem Que Matou Sherlock Holmes tem tudo para ser lido com um enorme entusiasmo para entender e descobrir como é que o autor interliga as duas linhas temporais tão distanciadas mas unidas no intervalo de tempo em que Arthur Conan Doyle ‘’mata’’ Sherlock Holmes nas cataratas suíças em O Problema Final, e o seu regresso impressionante que deixa Arthur ansioso.
           É nos Alpes que se inicia a narrativa, com o homem que mata o querido Holmes; o resto é uma incógnita, transformada em duas, pois estes dois mistérios decorrem em paralelo, aproximando-se e desenvolvendo-se à medida que a história evolui, e em que reaparece a figura Bram Sroker, o criador de Drácula. No seguimento da história, inúmeras peculiaridades do melhor detetive são descritas por um médico medíocre.
          Na separação-ligação entre a realidade e a ficção, o autor produz o efeito de uma enorme confusão entre autores e personagens, obrigando o leitor a concentrar-se, para não se desorientar em termos cronológicos e espaciais. Para leitores que não estejam habituados a livros com esta organização, mas que estejam dispostos a ser sujeitos a tal desafio, aconselha-se este livro, porque proporciona agradáveis horas de entretenimento. É elementar, queridos leitores!

 

Texto 7, Mariana Lopes Almeida, nº 16, 11 A2, 30 de janeiro de 2017



12/12/2016

LER E APRECIAR

“LER & APRECIAR”
Título: O Último Cabalista de Lisboa
Autor: Richard Zimler
Editora: BIIS
Edição-reimpressão: 06-2016
Porto Editora

Número de páginas: 352
Preço: 12,40
Género: Romance


            Richard Zimler é um jornalista, escritor e professor norte-americano naturalizado português. Nasceu em Nova Iorque, a 1 de Janeiro de 1956. É formado em Religião Comparativa e mestre em Jornalismo. Veio para Portugal em 1990 e vive, atualmente, no Porto.
            O Último Cabalista de Lisboa, publicado em 1996, é baseado em factos verídicos, juntamente com ficção. O livro retrata os Zarco, uma família de cristãos-novos que, na verdade, são judeus, praticam, às escondidas, o judaísmo e têm como patriarca Abraão Zarco, um iluminador e membro respeitado na comunidade judaica. É também um cabalista de Lisboa. A personagem principal, assim como narrador deste romance, é o seu sobrinho, Berequias Zarco.
            A história decorre no progrom de Lisboa de 1506, durante as celebrações da Páscoa, em que muitos cristãos-velhos foram mortos numa fogueira no Rossio, após terem sido culpados pelo progrom. Berequias Zarco encontra morto nu o seu tio, Abraão, juntamente com uma jovem desconhecida, banhados em sangue, numa cave que servia de templo secreto desde que a Sinagoga fora encerrada pelos cristãos-velhos. Um manuscrito iluminado e recentemente terminado por Abraão tinha desaparecido do seu esconderijo secreto. O seu assassino é desconhecido, mas serão culpados um cristão-velho ou um cristão-novo.
            Obra confusa, difícil, para quem não compreende os aspetos do estudo da Cabala judaica e as controvérsias de uma época muito marcada por conflitos entre o poder religioso e as crenças das populações, num contexto político complexo em Portugal. Para quem não conhece o contexto sócio-histórico representado, a obra aparenta ser um romance policial histórico.


Texto 3, Ana Rita, Nº04, 11ºA2, 12 de dezembro de 2016



05/12/2016

LER E APRECIAR


“LER & APRECIAR”

As Viagens de Gulliver, de Swift, Jonathan
Género: Romance de aventura
Ano de Edição: 1984; reimpressão: 2010
Editor: Relógio D'Água
Nº. de páginas: 288
Preço atual: 13,50€

            O livro As Viagens de Gulliver narra a vida de um homem chamado Gulliver, que faz diversas viagens e que, por acidente, vai passar pelos mais estranhos países: no primeiro país, os habitantes são muito pequenos; no segundo, são gigantes. A terceira paragem é numa ilha onde os habitantes têm grandes conhecimentos matemáticos e vivem em harmonia. Por último, encontra um país onde quem governa são os cavalos.
            É uma obra bastante conhecida, mas não no seu todo, pois grande parte das pessoas apenas conhece a primeira viagem, Lilliput, desconhecendo completamente as três restantes.
            O texto é extremamente descritivo, especialmente em relação ao espaço, e muito preciso, quanto ao tempo. Jonathan Swift, ao criticar a política de cada país, está, no fundo, a criticar a sociedade inglesa do seu tempo, corrupta e gananciosa, sendo que cada viagem é utilizada para criticar diferentes entidades e instituições.
            A descrição minuciosa provoca no leitor o cansaço, facto de que o escritor se vai apercebendo, pedindo desculpas como forma de manter a atenção do leitor.
            Em conclusão, esta obra é das mais conhecidas internacionalmente, tendo sido adaptada várias vezes para crianças e para cinema. Agrada a pessoas que gostem de livros de aventura e/ou quem tenha apenas conhecimento da primeira viagem.

Texto 2, Pedro Tomé, Nº 22, 10ºC3, 5 de dezembro de 2016 





28/11/2016

SEMANA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA

SEMANA DA CIÊNCIA & TECNOLOGIA 2016
24 e 25 de novembro
Nos últimos dias da ‘SEMANA’, os temas científicos abordados foram: “ENERGIA VAI À ESCOLA” e “ INDÚSTRIA 4.0”.
As palestras estiveram a cargo do Engenheiro David Loureiro, do LNEG e da Engenheira Patrícia Santos, da Empresa Multicontacto.
Tal como em todas as Palestras, para a Promoção as Literacias, do Livro e da Leitura, na rubrica ‘LITERATURA E CIÊNCIA’, no início de cada Sessão, os alunos leram excertos das seguintes obras:
João Tordo, O Livro dos Homens Sem Luz, D. Quixote, pp 84-85
e
Miguel Torga, Novos Contos da Montanha, Leya, p 131

Os textos são lidos, por alunos, no início de cada Sessão e oferecidos aos palestrantes.


A Professora Bibliotecária



















13/10/2016

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA

NOBEL DA LITERATURA 2016

É DE SE LHE TIRAR O CHAPÉU!


BOB DYLAN

24 de maio de 1941.   Americano

O músico, o primeiro a receber o Nobel da Literatura, foi distinguido "por ter criado novas formas de expressão poética no quadro da grande tradição da música americana".
É esta a base da notícia da Real Academia Sueca, que aumenta a justificação da escolha, dizendo que Bob Dylan é "um grande poeta na grande tradição poética inglesa".
Os vários órgãos de comunicação social referem: “ a representante da Academia Sueca lembrou ainda, quando questionada sobre a especificidade da poesia de Dylan, que foi escrita para ser cantada, que também Homero e Safo, há mais de 2000 anos, escreveram poesia que devia ouvir-se. "E ainda hoje lemos Homero e Safo".
Blowin’in the Wind é uma das suas músicas e Letras mais emblemáticas.

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA

NOBEL DA LITERATURA 1977

É DE SE LHE TIRAR O CHAPÉU!

DARIO FO


RIP.

24 de março de 1926, 13 de outubro de 2013. Italiano

Dario Fo, vencedor do prémio Nobel da Literatura em 1997.

 Na obra: "Somos macacos por parte do pai ou da mãe?, que ilustrou  com os seus desenhos, aborda questões sobre a origem da vida.
N’“O Amor e o Escárnio”, hereges, fanfarrões, transgressores deliberados ou involuntários, são os protagonistas das histórias de uma outra História.
Também no livro que publicou pouco antes de completar 90 anos, "Dario e Deus", Dario Fo reflete sobre a religião e a espiritualidade, sob um ponto de vista irónico e satírico, características que sempre definiram as suas obras.
O escritor destacou-se também pela pintura, sobretudo na última etapa da sua vida, com os seus "falso Picasso".

01/06/2016

NUNO JÚDICE NA ESCOLA

No dia em que se assinala o Dia da Criança, nenhuma graça podia ser maior do que o prazer de recebermos na Biblioteca Escolar, o poeta/escritor Nuno Júdice.
As turmas do 9ºE e 9ºG trabalharam poemas do autor nas aulas de Português e a professora Isabel Castilho remeteu esses trabalhos ao poeta, convidando-o para vir à escola.
A atividade envolveu ainda alunos do 10º C5 e as professoras Filomena Palhas, Judite Morais (do Clube de Leitura e que elaborou o Acróstico do autor) e Margarida Costa (Delegada de Português).
Que prazer enorme foi recebê-lo!
Os alunos puderam ler, fazer perguntas, ouvir conselhos de várias literacias, aprender.
Pudemos ouvir o poeta, que teve a gentileza de ler para nós um dos seus poemas.
Aqui, hoje, não aprendemos apenas a “Receita para fazer o Azul”.
Aqui, hoje, aprendemos que a generosidade da partilha está em cada gesto, em cada segundo de atenção dada a todas as palavras.
Aqui, hoje, aprendemos como um poeta de excecional valor tem a simplicidade magnífica dos ímpares.





























Muito, Muito Obrigada.


A Professora Bibliotecária