Ex-Olímpico vence o prémio Jovem do Ano . O Concurso foi promovido pelo Rádio Clube Português em conjunto com o jornal Metro
A concorrência não era fácil: Ricardo Araújo Pereira, do Gato Fedorento, Pacman, vocalista dos Da Weasel, e o jornalista João Pereira Coutinho. Ainda assim, o ex-olímpico João Guerreiro foi escolhido o jovem do ano pelos ouvintes do Rádio Clube Português e pelos leitores do jornal Metro.
João Guerreiro foi o vencedor da primeira medalha de ouro portuguesa nas Olimpíadas Ibero-Americanas de Matemática, que decorreram em Coimbra em Setembro passado. Actualmente é aluno de Matemática no Instituto Superior Técnico.
Notícia da Sociedade Portuguesa de Matemática - http://www.spm.pt/
26/11/2007
21/11/2007
E foi assim com Alice Vieira


Encontro com Alice VieiraAlice Vieira encontrou-se na Escola Secundária de Ferreira Dias com alunos do ensino básico.
Foi no dia 13 de Novembro que a escritora acedeu a um convite da Biblioteca para conversar sobre os seus livros e responder a perguntas dos alunos do oitavo ano. O encontro realizou-se na sala de reuniões da escola, que se encontrava repleta de jovens alunos, preparados para lhe colocarem as mais variadas perguntas: quando e como começou a escrever livros, como escolhe os títulos e nome das personagens, livros que gostou mais de escrever e os que lhe deram mais trabalho, que influências teve de outros escritores, quanto tempo do dia ocupa com a escrita, que suporte de escrita usa e, até, qual o clube desportivo da sua simpatia.
A tudo Alice Vieira respondeu com simpatia, estendendo-se a sessão de perguntas por quase duas horas. No final, ainda se disponibilizou para autografar os seus livros, trazidos de casa pelos alunos ou comprados numa mini feira do livro preparada para o efeito.
Este encontro, que faz parte do plano de actividades da Biblioteca, foi uma iniciativa realizada no âmbito do Plano Nacional de Leitura, com vista à promoção de hábitos de leitura junto das camadas mais jovens, e contou com a presença de um representante do presidente da Câmara Municipal de Sintra, José Fanha, de uma representante do vereador da Educação, Raquel Camacho, do presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação, Álvaro Silva, e do vice-presidente do Conselho Executivo da escola, Reis Martins.
15/11/2007
CONVITE À LEITURA
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Convite à leitura

CONVITE À LEITURA
convitealeitura@gmail.com
Onze mulheres filhas de reis, princesas de Portugal, entre 1165 e 1816, casaram com príncipes herdeiros ou reis e foram rainhas de Leão, Castela, Aragão ou Espanha.
Casavam sem conhecer o marido, partiam para um país desconhecido, nunca mais voltavam, tinham como obrigação ter um filho homem pois, se fossem estéreis ou parissem só filhas seriam consideradas mercadoria sem valor e muito certamente repudiadas. Não era nenhum conto de fadas.
Desde Urraca, filha de Afonso Henriques, casada com Fernando, rei de Leão, obrigada pelo Papa, a deixar marido e filho por conta de umas leis canónicas que já ninguém cumpria, até Maria Isabel de Bragança, que no início do século XIX, foi casada com Fernando de Espanha, notório frequentador de tabernas e prostíbulos, viveu desprezada pelo marido e morreu devido a uma cesariana a sangue frio ordenada pelo rei, encontramo-nos perante as vidas destas mulheres nascidas em berços de ouro, mas com percursos de vida muito sofridos.
Neste livro temos ainda a história da mais bela, inteligente e culta princesa que Portugal deu ao Mundo – Isabel de Portugal, imperatriz da Alemanha, rainha de Espanha, esposa do imperador Carlos V , que governou a Espanha durante vinte anos em nome do marido, que sempre gostou e confiou nela. Mas nem assim foi feliz.
Infantas de Portugal, Rainhas em Espanha
Marsilio Cassotti
a esfera dos livros
Biblioteca da Escola Secundária Ferreira Dias
08/11/2007
JOÃO BARREIROS lança novo livro
06/11/2007
Relembramos: ALICE VIEIRA na nossa Escola
26/10/2007
A Europa é incapaz de voltar a produzir "Platões, Mozarts ou Bachs" - afirma George Steiner

O crítico e ensaísta George Steiner considera que a Europa está a atravessar uma crise cultural tão profunda que será incapaz de voltar a produzir "Platões, Mozarts ou Bachs", que aparecerão noutros locais do planeta, como a Índia ou a China.
"A Europa está muito, muito cansada. Quando a crise do Kosovo começou a Europa teve de ir a correr para a América a pedir ajuda e a América teve de vir outra vez resolver esta pequena crise, porque nem teve vontade política de varrer a sua própria sujidade", disse Steiner à margem da conferência "A Ciência terá limites?", que ontem começou na Fundação Calouste Gulbenkian.
24/10/2007
Maria Almira Medina
21/10/2007
Dia Internacional da Biblioteca Escolar
10/10/2007
O NOSSO PATRONO
Ferreira Dias
(1900-1966)
José do Nascimento Ferreira Dias Júnior nasceu em Lisboa a 11 de Outubro de 1900 e morreu na mesma cidade, em 19 de Novembro de 1966.
Em 1924 concluiu o Curso de Engenheiro Electrotécnico e de Máquinas no Instituto Superior Técnico, onde passou a reger a cadeira de Máquinas Eléctricas.
Em 1936 assumiu a presidência da Junta de Electrificação Nacional. Foi o primeiro vice-presidente da Câmara Corporativa, Subsecretário de Estado do Comércio e Indústria entre 1940 e 1944 e Ministro da Economia.
Ferreira Dias foi Ministro da Economia de Salazar entre 1958 e 1962 e acumulou o cargo com o de Secretário de Estado da Indústria, que pertencia, também, ao seu ministério.
Foi um dos responsáveis governamentais pelo nascimento da Escola Industrial e Comercial de Sintra, daí a homenagem que lhe foi prestada, mais tarde, ao atribuir o seu nome a esta escola.
(1900-1966)
José do Nascimento Ferreira Dias Júnior nasceu em Lisboa a 11 de Outubro de 1900 e morreu na mesma cidade, em 19 de Novembro de 1966.
Em 1924 concluiu o Curso de Engenheiro Electrotécnico e de Máquinas no Instituto Superior Técnico, onde passou a reger a cadeira de Máquinas Eléctricas.
Em 1936 assumiu a presidência da Junta de Electrificação Nacional. Foi o primeiro vice-presidente da Câmara Corporativa, Subsecretário de Estado do Comércio e Indústria entre 1940 e 1944 e Ministro da Economia.
Ferreira Dias foi Ministro da Economia de Salazar entre 1958 e 1962 e acumulou o cargo com o de Secretário de Estado da Indústria, que pertencia, também, ao seu ministério.
Foi um dos responsáveis governamentais pelo nascimento da Escola Industrial e Comercial de Sintra, daí a homenagem que lhe foi prestada, mais tarde, ao atribuir o seu nome a esta escola.
09/10/2007
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José Eduardo Agualusa traz sempre até nós, com os seus livros, o cheiro de África. O cheiro só, não! A luz, a cor, os sons, as cidades, os homens e as mulheres. No livro “ As mulheres do meu pai”, a África de Luanda à ilha de Moçambique chega à nossa sala.Entre a realidade e a ficção, a primeira alimentando a segunda, quatro personagens e o autor partem de Luanda, atravessam Angola por Benguela, cruzam a Namíbia, entram na África de Sul em direcção a Cape Town e chegam a Maputo, depois a Quelimane e à ilha de Moçambique. Buscam as mulheres do pai de Laurentina ( o pai dava às filhas nomes de cervejas – Laurentina, Cuca,…) e todos os filhos que teve.
O autor faz a mesma viagem trabalhando para o enredo de um filme que tem, como personagem principal, uma rapariga que busca as famílias do pai. Realidade e ficção misturadas sob o sol vermelho de África surgem, nas casas do meio do deserto (o Kalahari é um deserto de fantasmas), nos homens de passado duvidoso, nas mulheres de vida misteriosa. O passado colonial, a descolonização, o presente da África dos nossos dias desliza perante nós, e coloca-nos muitas questões acerca da nossa identidade cultural. Neste livro fala-se do renascimento de África, continente afectado por problemas terríveis, mas abençoado pelo talento da música, o sempre renovado vigor das mulheres e o secreto poder de deuses muito antigos. Agualusa sente e ama África e faz com que quem o lê partilhe esses sentimentos.
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Num pequeno castelo de caça, construído há duzentos anos no coração da Hungria, dois velhos senhores sentam-se a jantar à luz de velas depois de quarenta e um anos sem se encontrarem.Tinham sido companheiros inseparáveis desde o colégio militar, nos gloriosos tempos da imperatriz Sissi, quase irmãos quando jovens oficiais do exército imperial do imperador Francisco José, na Viena que dançava ao som das valsas do jovem Strauss.
Então aconteceu aquele dois de Julho de mil oitocentos e noventa e nove, o da caçada seguida de jantar à luz das velas azuis… Depois Konrád partira para o Oriente longínquo, Henrik tinha-se tornado general dum exército que tinha perdido um Império e estava enclausurado no seu castelo há anos, Krisztina tinha morrido há muito.
Agora o cenário estava novamente montado, só faltava Kristina, nem o quadro com o seu retrato estava colocado na parede.
Os dois homens estarão frente a frente até ao amanhecer para olharem o porquê da traição, do fim da amizade, da partida.
Pela manhã Konrád partirá novamente, desta vez para sempre, e o espaço vazio entre quadros, “linha cinzenta que contornava o fundo branco”, terá novamente o retrato de Kriztina porque “já não tem importância - diz o general”.
Este é um livro apaixonante que fala da amizade, do amor, da traição, do orgulho e da honra num mundo que já não existe. Num tom de mistério tem um discurso intenso e reflexivo de busca da verdade e lê-se pela noite fora.
As velas ardem até ao fim – Sändor Márai – Publicações D. Quixote
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“Não era o homem mais honesto nem o mais piedoso mas era um homem valente…” Com estas palavras começa O Capitão Alatriste, a história de um soldado veterano dos campanhas da Flandres que sobrevive como espadachim a soldo, no Madrid do século XVII. As suas aventuras perigosas e apaixonantes mergulham-nos nas intrigas da Corte de uma Espanha corrupta e em decadência, as emboscadas em becos escuros entre o brilho do aço das espadas, as tabernas onde Francisco Quevedo compõe sonetos entre brigas e jarros de vinho, os pátios de teatro onde as representações de Lope de Vega terminam com facadas. Tudo isto pela mão de personagens fascinantes: o jovem pajem Íñigo, o implacável inquisidor frei Emílio Bocanegra, o perigoso assassino Malatesta, o diabólico secretário do rei, Luís Alquézar, e acima de todos, o todo poderoso valido de Filipe IV, o conde de Olivares.Acção, história e aventura encontram-se nestas páginas e nos próximos livros ( já saiu o segundo volume – Limpeza de Sangue).
O Capitão Alatriste – Arturo Pérez-Reverte
Edições ASA
03/10/2007
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"Espingardas e música clássica" vs "Amor de perdição".

E se um dia lhe viesse parar às mãos um livro cuja acção se passasse em 1961, com personagens chamadas Simão Botelho e Teresa de Albuquerque? Simão e Teresa no século XX? Deve ser engano! Tem razão em achar estranho pois estes são os nomes das personagens do Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco, mas o livro existe e a história é engraçadíssima.
Trata-se do romance Espingardas e Música Clássica, de Alexandre Pinheiro Torres (1921-1999), cuja acção se passa em Ribatâmega, nos locais por onde Camilo andou e que retratou nos seus romances. Estamos em plena ditadura de Salazar, a chamada Índia Portuguesa acaba de ser ocupada pelas tropas da União Indiana e a nossa rádio não tinha autorização para noticiar o assunto, passando apenas música clássica. Entretanto, os operários da fábrica do juiz aposentado Tadeu de Albuquerque, pai de Teresa, atreviam-se a fazer greve, sendo necessário chamar a GNR para impor a ordem e prender os agitadores. Adivinham agora quem era o cabecilha da revolta? Simão Botelho, pois claro, que irá parar aos calabouços, acompanhado de mais dois Simão Botelho, para grande espanto do leitor e confusão das autoridades.
A explicação é simples: nas terras de Camilo, todas as famílias Botelho têm um filho Simão em homenagem ao escritor, porque, como explica o caseiro Serafim, pai de Simão, «todos nós, os de poucas letras, só lemos até hoje o catecismo e o Amor de Perdição».
É, portanto, um romance cheio de ironia, onde reencontramos personagens do Amor de Perdição encaixadas numa história em que se critica o salazarismo. Vale a pena lê-lo e, já agora, reler também o romance de Camilo Castelo Branco.

E se um dia lhe viesse parar às mãos um livro cuja acção se passasse em 1961, com personagens chamadas Simão Botelho e Teresa de Albuquerque? Simão e Teresa no século XX? Deve ser engano! Tem razão em achar estranho pois estes são os nomes das personagens do Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco, mas o livro existe e a história é engraçadíssima.
Trata-se do romance Espingardas e Música Clássica, de Alexandre Pinheiro Torres (1921-1999), cuja acção se passa em Ribatâmega, nos locais por onde Camilo andou e que retratou nos seus romances. Estamos em plena ditadura de Salazar, a chamada Índia Portuguesa acaba de ser ocupada pelas tropas da União Indiana e a nossa rádio não tinha autorização para noticiar o assunto, passando apenas música clássica. Entretanto, os operários da fábrica do juiz aposentado Tadeu de Albuquerque, pai de Teresa, atreviam-se a fazer greve, sendo necessário chamar a GNR para impor a ordem e prender os agitadores. Adivinham agora quem era o cabecilha da revolta? Simão Botelho, pois claro, que irá parar aos calabouços, acompanhado de mais dois Simão Botelho, para grande espanto do leitor e confusão das autoridades.

A explicação é simples: nas terras de Camilo, todas as famílias Botelho têm um filho Simão em homenagem ao escritor, porque, como explica o caseiro Serafim, pai de Simão, «todos nós, os de poucas letras, só lemos até hoje o catecismo e o Amor de Perdição».
É, portanto, um romance cheio de ironia, onde reencontramos personagens do Amor de Perdição encaixadas numa história em que se critica o salazarismo. Vale a pena lê-lo e, já agora, reler também o romance de Camilo Castelo Branco.
30/09/2007
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