Dia 5 de Março, a pequena-grande senhora, octogenária, a escritora Maria Almira Medina distribuiu sabedoria, alegria e carinho a todos aqueles que estiveram presentes.
12/03/2009
SEMANA da LEITURA
Na quarta-feira, dia 4, o Professor-poeta-escritor da nossa Escola, Fernando Eduardo Carita, com as suas serenas e belas palavras, encheu-nos de emoção.

SEMANA da LEITURA
Na terça-feira, à tarde, foi a vez do Duo de Guitarra Clássica e Guitarra Portuguesa nos oferecer o prazer da Música.
SEMANA da LEITURA
Na terça-feira, dia 3 de Março, foi o Dr. Sérgio Luís de Carvalho que nos presenteou com os mistérios do romance histórico.



SEMANA da LEITURA
E foi assim, no dia 2 de Março, que o Professor Doutor Jorge Buescu apresentou "O fascinante mistério dos números".
10/03/2009
Palavras salteadas… à minha moda!(7)
A de… Arco-Íris
Enquanto me questionava sobre a palavra a escolher para confeccionar a crónica que iria servir ao leitor, a memória, como um espelho diferido, devolveu-me a imagem de um fim de tarde chuvoso do mês de Fevereiro.
Vi-me no meu pequeno terraço a contemplar, na parte traseira da casa, o céu carregado de nuvens inquietas e prontas a lançarem-se sobre os prados precocemente verdes. E foi então que o vi, diáfano, colorido, mágico, como uma moldura a abraçar o pinhal: o arco-íris! Era uma ponte a ligar-me à infância no que ela teve de melhor: a liberdade conquistada, milímetro a milímetro, às limitações, interditos e severidades que o dia-a-dia da vida familiar me impôs sem tréguas. E como num poema, lido há muito, cresceram-me as asas para dentro. Estruturalmente diferentes do que é habitual, iam sendo o suficiente para manter viva a esperança em dias melhores. E é com elas que ainda hoje voo…
Nesse tempo (há cerca de cinquenta anos) e nesse espaço (monte perdido junto ao Ribatejo), chamavam ao arco-íris o arco-da-velha. E os trabalhadores sazonais, vindos do Norte, os “ratinhos”, costumavam dizer-me: “Olha o arco-da-velha, Toino! Vá, corre! Há lá um ninho de caminetes (sic) com as luzes a acender e a apagar!” E eu corria sem parar. A ilusão de que ia lá chegar era tão forte que só parava quando, cansado, decidia que ia voltar a tentar no próximo arco-da-velha. E à noite, nos meus sonhos (sempre fui um sonhador…), chegava finalmente junto ao arco e lá estavam a camionetas com as luzes a acender e a apagar…
E foi assim que ficou escolhida a palavra que iria ser a espinha dorsal da crónica. Arco-íris: palavra suculenta, recheada de emoções, link directo para o imaginário de cada um.
Esperando que a luz e as cores do arco-da-velha da minha infância alimentem a vossa imaginação, despeço-me na expectativa de nos encontrarmos no cenário da próxima palavra salteada.
A de… Arco-Íris
Enquanto me questionava sobre a palavra a escolher para confeccionar a crónica que iria servir ao leitor, a memória, como um espelho diferido, devolveu-me a imagem de um fim de tarde chuvoso do mês de Fevereiro.
Vi-me no meu pequeno terraço a contemplar, na parte traseira da casa, o céu carregado de nuvens inquietas e prontas a lançarem-se sobre os prados precocemente verdes. E foi então que o vi, diáfano, colorido, mágico, como uma moldura a abraçar o pinhal: o arco-íris! Era uma ponte a ligar-me à infância no que ela teve de melhor: a liberdade conquistada, milímetro a milímetro, às limitações, interditos e severidades que o dia-a-dia da vida familiar me impôs sem tréguas. E como num poema, lido há muito, cresceram-me as asas para dentro. Estruturalmente diferentes do que é habitual, iam sendo o suficiente para manter viva a esperança em dias melhores. E é com elas que ainda hoje voo…
Nesse tempo (há cerca de cinquenta anos) e nesse espaço (monte perdido junto ao Ribatejo), chamavam ao arco-íris o arco-da-velha. E os trabalhadores sazonais, vindos do Norte, os “ratinhos”, costumavam dizer-me: “Olha o arco-da-velha, Toino! Vá, corre! Há lá um ninho de caminetes (sic) com as luzes a acender e a apagar!” E eu corria sem parar. A ilusão de que ia lá chegar era tão forte que só parava quando, cansado, decidia que ia voltar a tentar no próximo arco-da-velha. E à noite, nos meus sonhos (sempre fui um sonhador…), chegava finalmente junto ao arco e lá estavam a camionetas com as luzes a acender e a apagar…
E foi assim que ficou escolhida a palavra que iria ser a espinha dorsal da crónica. Arco-íris: palavra suculenta, recheada de emoções, link directo para o imaginário de cada um.
Esperando que a luz e as cores do arco-da-velha da minha infância alimentem a vossa imaginação, despeço-me na expectativa de nos encontrarmos no cenário da próxima palavra salteada.
António Pereira
P.s.: Na minha infância, e até há pouco tempo, arco-íris era uma palavra composta por justaposição; hoje, e desde 2004, é uma palavra formada por composição morfossintáctica… Malhas que a gramática tece!
P.s.: Na minha infância, e até há pouco tempo, arco-íris era uma palavra composta por justaposição; hoje, e desde 2004, é uma palavra formada por composição morfossintáctica… Malhas que a gramática tece!
01/03/2009
19/02/2009
ASTÉRIX na ESCOLA - Clube de Francês
Olimpíadas da Astronomia - Alunos Seleccionados

No dia 11 de Fevereiro de 2009, pelas 13Horas e trinta minutos, realizou-se a prova de selecção para a fase regional das Olimpíadas da Astronomia.
Alunos seleccionados para representar a Escola Secundária Ferreira Dias:
Rosana Isabel Silva, 10ºC3
Daniel André Correia Almeida, 10º C3
João Henrique Ribeiro, 12ºC5
Miguel Freitas Costa, 10ºC3
César Nunes Costa, 10ºC3
Olimpíadas da Química - Alunos seleccionados
18/02/2009
Concurso de Fotografia - Dia da Terra - Lab. FQ/BG

Está aberto o Concurso de Fotografia do Laboratório de Físico- Química/Biologia-Geologia.
Inscrições até ao dia 20 de Março, na Sala 1.10.
As fotografias devem contemplar um dos três temas: “Ambiente(s) Degradado(s)”; “Ambiente Verde” ; “A minha Escola- ESFD”.
Para cada tema será atribuído um prémio. A atribuição dos prémios será no dia 22 de Abril- Dia da Terra.
Palavras salteadas… à minha moda!(6)
E de… Espelho (do latim – “speculu”)
E de… Espelho (do latim – “speculu”)
Hoje, de manhãzinha, ao olhar para o espelho, dei por mim a murmurar: “Espelho meu, espelho meu, há alguém mais infeliz do que eu?” Claro que há muita gente com boas razões para se sentir mais infeliz do que eu… No entanto, a perspectiva de só regressar ao conforto do lar e às manifestações fidelíssimas da Ginja e da Pipoca (as cadelas mais loucas que há em Azeitão!), cerca de 14 horas depois (afinal, foram 15…) fez-me ficar assim (absurdamente infeliz).
E se os olhos são o espelho da alma, os meus, sendo castanhos, deviam estar bem desfocados, descoloridas, tal era o meu desejo de voltar ao quentinho dos lençóis de flanela.
Já no comboio (o primeiro dos dois que apanho diariamente), pensei: “E se a escolhida para alimentar esta crónica fosse a palavra espelho?” “Nada mal pensado!”, respondi a mim mesmo.
Ao entrar no segundo comboio, em Sete Rios, a crónica estava quase pronta. Depois de me ter questionado se partir um espelho dá realmente sete anos de azar (para o espelho, o azar é óbvio…), pensei na relação que (man)temos com o espelho.
Para uns, a sua presença é uma necessidade imperiosa, esteja ele na mala de mão, na pala do automóvel, no elevador ou numa qualquer casa de banho… O espelho, aqui, reflecte o que queremos mostrar ou até o que queremos ver (ou pensamos que vemos…).
Para outros, é uma invenção amaldiçoada, estigmatizada, culpada de tudo que o vemos (ou julgamos ver…) reflectido na sua face “implacável”.
O espelho sempre esteve na boca do povo e dos grandes pensadores, associando-o à nossa forma de ser e de estar, de ver a vida, de sermos (in)felizes, de nos projectarmos em todas as dimensões temporais: passado, presente e futuro. Eis alguns exemplos:
A memória é o espelho onde observamos os ausentes. (Joseph Joubert)
Os espelhos fariam bem em reflectir um pouco antes de nos devolverem as imagens. (Cocteau)
O comportamento é um espelho no qual todos mostramos o que somos. (Alfred Montapert)
Não ir ao teatro é como fazer a toilette sem espelho. (Arthur Scopenhauer)
Os homens gostam de se ver reflectidos em espelhos pouco transparentes. (Par Lagerkvist)
O mundo é um espelho, pois se sorrires para ele, ele sorrirá para ti. (Gustave Le Bon)
A arte não é um espelho para reflectir o mundo, mas um martelo para forjá-lo. (Maiakovski)
Se não quiseres ver tolos, deves primeiro quebrar o teu espelho. (Juan Vives)
Nenhum espelho reflecte melhor a imagem do homem do que as suas palavras. (Juan Vives)
A sátira é uma espécie de espelho, onde aqueles que o fitam descobrem a cara de toda a gente menos a sua. (Jonathan Swift)
A consciência é como um espelho, às vezes embacia. (provérbio)
A culpa não é do espelho, se mostra à virgem que está grávida. (provérbio)
E foi na viagem até ao Cacém que os retoques finais foram dados. Depois, foi só imprimir e divulgar (ver http://bbteca.blogspot.com/).
Um bom Carnaval e portem-se bem!
António Pereira
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