18/04/2011
06/04/2011
ATREVE-TE A LER
E a crónica vencedora do mês de março é:
A INAUDITA GUERRA DA AVENIDA GAGO COUTINHO MÁRIO DE CARVALHO
Esta crónica, dá o título a tão interessante livro, que convido todos a ler. Mas o que se passa nesta estória? O autor começa por nos dizer que há poetas e deuses que, tal como os humanos, dormitam, mesmo sem querer. Clio, musa da História passou pelas brasas e, por causa disso, no tecido do tempo que costurava, entrelaçou o 4 de Junho de 1148 com o 28 de Setembro de 1984. Grande confusão se gerou! Tudo se passou na avenida lisboeta Gago Coutinho, aquela que vai do Relógio ao Areeiro. Os automobilistas que circulavam só tiveram tempo de travar a fundo e buzinar, tentando desviar-se das carroças e dos burros e cavalos que parecia terem aparecido do nada, vindos da Idade Média e que ali passavam. Mas se fosse só isso! Havia tropa árabe à mistura, vinham cercar Lixbuna!. O chefe, Ali-bem-Yussuf também não percebia nada, apeou-se do cavalo, clamava pela misericórdia de Alá, ajoelhado no chão. Outro chefe das tropas, talvez mais esclarecido bradou: ‘Que ninguém se mexa!’ Mas o que teria acontecido? O inferno teria mudado de lugar? Alá estaria zangado? As feitiçarias cristãs estariam ativas ou era tudo uma loucura e brincadeira que os tornava cegos? Para complicar mais as coisas, o agente da PSP de serviço na Avenida, comunicou para a central o insólito que observava. Da central comunicaram para o governador civil e este para o ministro. Todas as forças de segurança entraram em acção. Cenário hilariante. Na mesma Avenida estavam as tropas de Ibn-el-Muffar, que vinham conquistar Lixbuna, as forças de segurança e toda a proteção civil, mais os automobilistas, teimosos e curiosos que tinham saído dos automóveis para apreciarem a situação. Até pensaram que eram filmagens para um anúncio publicitário ou filme! Os mouros decidiram preparar-se para o combate: formaram-se esquadrões, esperando que, se fosse algum encantamento, havia de passar. Quem queria passar com o seu camião TIR carregado de cervejas era Manuel Lopes e não esteve de modas: apanhou o primeiro calhau que viu e atirou-a que nem uma seta, cabendo da sorte da pedrada ao beduíno Mamud. Começou a guerra. O árabe fez um sinal, os archeiros apontaram os arcos e eis uma chuvada de setas. Os automobilistas apressaram-se a entrar nos automóveis. O Comissário Nunes não gostou da brincadeira (só havia canalha a desafiar a polícia!) e mandou correr tudo à bastonada até ao Areeiro. O mouro irritou-se, deu ordens aos seus homens que ficaram frente a frente com os soldados do comissário Nunes. Estes não estavam preparados para tal e ei-los a correr, refugiando-se em todos os sítios até na cervejaria Munique. Os blindados dos Ralis não chegaram a tempo e, com os camiões TIR, entupiram o trânsito. O capitão Soares largou as viaturas na Av. Dos E.U.A. e ficou atónito ao olhar para a Gago Coutinho! Foi acenando com um pano branco, se bem não fizesse, mal não faria; o mouro pensou o mesmo. De repente, Clio acordou. Desfez a confusão dos fios do tempo, tudo desapareceu e voltou à normalidade, os soldados aos quartéis, os mouros desistiram de Lixbuna, Clio ficou sem beber ‘ambrósia’ 400 anos! Para o que poderia ter sido, o castigo foi levezinho. Os jornais ainda hoje falam na insólita batalha. Querem saber mais? Leiam a estória e o livro….
Celeste Bruno- Assistente Operacional
ILUSTRAÇÕES dos "CONTO do MÊS"
SEMANA DA LEITURA 2011
SEMANA DA LEITURA
04/04/2011
FOTOGRAFIA da SEMANA
Quando Jorge Amado escreveu O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, estava sentado numa janela da Lua, a olhar para estes telhados, varandas, sacadas, escadas entrelaçadas, a torre da Igreja, as sardinheiras floridas. Como estava longe, não conseguiu ver nenhum gato, nem nenhuma andorinha. Mas como a Lua (sobretudo quando está cheia, é mágica) disse-lhe que, embora não fossem visíveis, os animais tão antagónicos, mamífero e ave, estavam lá e até tinham nome. O gato, como se calcula não faz migrações, vai permanecendo por cá todos os dias, estiraçado ao sol, saltando de varanda em varanda, aproveitando o calor das escadas, até daqueles telhados que, apesar de não serem de zinco, são acolhedores do calor que os gatinhos tanto apreciam. Além disso, os telhados são um refúgio seguro quando os donos se zangam, quando algum cão os persegue ou quando sentem o cheiro apetitoso de um ratinho mais destemido e vem averiguar como está o tempo fora do esconderijo.30/03/2011
JOSÉ LUÍS PEIXOTO
27/03/2011
FOTOGRAFIA DA SEMANA
Foto: Osvaldo Castanheira - Texto: Maria dos Anjos Fernandes
20/03/2011
FOTOGRAFIA da SEMANA

Não pode ser muito onírica a sensação de olhar e ver esta foto. Tem tudo para parecer normalizada, apresentando-nos o famosos e velhinho Globo Terrestre, mas também tem tudo para ser tenebrosa e causar-nos arrepios de um sólido tsunami. Se lermos o texto, percebemos que se trata de mostrar um trabalho feito para uma exposição e chocar, não pela exposição em si, mas pelo martírio artístico, obrigacional e sem qualquer prazer que deve ter provocado na artista. Presumo que depois de a realizar, se afastou de tal maneira do espaço (globo) terrestre, que desapareceu num qualquer cenário de alliens e não mais regressou.
Apesar de tudo parecer errado: o gosto – indiscutível – de imaginar o planeta conspurcado e entrapado, não desanimemos! Pensemos na bela imagem que a Apollo XI tirou da “nossa redondinha”, do nosso planeta azulinho a flutuar no espaço universal da Via Láctea que arrepiaria de emoção o velhinho Tales de Mileto e até Galileu. Depois colemos definitivamente nas prateleiras os globos e, quiçá, possamos emparedá-los juntamente com a menina-funcionária-sabe-se-lá-o-quê, para não nos assustarmos mais com tamanhas fealdades!
18/03/2011
CONCURSO JOVENS CIENTISTAS

O 19.º concurso Jovens Cientistas e Investigadores, organizado pela Fundação da Juventude, tem por objectivo estimular a cooperação e o intercâmbio entre jovens cientistas e investigadores, promovendo novos talentos nas áreas da ciência, tecnologia, investigação e inovação.
Destina-se a premiar projectos científicos realizados por alunos que frequentam os ensinos básico e secundário e o 1.º ano do ensino superior, com idades compreendidas entre os 15 e os 20 anos.
Podem ser apresentados trabalhos, individualmente ou em grupo, com o máximo de três elementos, numa das seguintes áreas científicas: biologia, ciências da Terra, ciências do ambiente, ciências médicas, ciências sociais, economia, engenharias, física, informática/ciências da computação, matemática e química.
A submissão dos projectos decorre, por via electrónica, até 16 de Abril. Os trabalhos premiados e outros projectos seleccionados para o efeito vão integrar a V Mostra Nacional de Ciência, a decorrer de 26 a 28 de Maio, no Museu da Electricidade, em Lisboa.
• A página da Fundação da Juventude – Concurso Jovens Cientistas e Investigadores:
http://www.fjuventude.pt/pagnoticias-143-19a-edicao-do-concurso-de-jovens-cientistas-e-investigadores
Informação fornecida pela professora Helena Freitas e disponível em :
http://www.min-edu.pt/
SEMANA INTERNACIONAL DO CÉREBRO

No âmbito da Semana Internacional do Cérebro e dinamizado pela turma 12º C1 – Projecto “ Aromaterapia e a Memória Declarativa” desenvolvido pelos alunos João Relvas, Pedro Mateus, Rosana Silva e Vanessa Tolentino e orientados pela professora Helena Freitas, deslocam-se à escola no dia 29 de Março de 2011 pelas 10.00 h dois neurocientistas do Programa de Neurociências da Fundação Champalimaud.
Esta iniciativa, organizada pela Sociedade Portuguesa de Neurociências em colaboração com a Sociedade Portuguesa de Bioquímica e a Ciência Viva, pretende divulgar os progressos e os benefícios da investigação científica na área do cérebro.
O programa de Neurociências da Fundação Champalimaud contempla a área temática:
“Os Neurocientistas Vão à Escola”
em duas sessões de 45 min cada uma para as turmas 12º C1, 12º C3 , 12º C4 e 12º C6, asseguradas por investigadores da Sociedade Portuguesa de Neurociências.
Os Alunos do 12º C1 :
João Relvas
Pedro Mateus
Rosana Silva
Vanessa Tolentino
E a professora Coordenadora
Helena Freitas
16/03/2011
14/03/2011
ATREVE-TE A LER
A MENINA DO MAR – SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
CRÓNICA
Esta história de Sophia de Mello B. Andresen fala-nos de coisas fundamentais para a vida. Fala-nos da amizade, da partilha, da alegria, da tristeza e da saudade. Fala-nos também daquilo que podemos aprender uns com os outros, embora numa terra e num mar de faz-de-conta. Mas, com é um
a história, tudo tem de ser a fazer-de-conta.Há um rapaz que vive na terra, numa casa que até tem um jardim e flores, gosta do mar onde não pode viver, só olhar, nadar e aquecer-se na areia e nas rochas quando há sol.
Depois, num dia habitual, há coisas estranhas que aconteceram. Risos mágicos de um peixe, de um polvo, de um caranguejo e de uma menina muito, muito pequenina. Conheceram-se sem precisarem de saber os nomes, eram apenas o rapaz, a menina, o polvo, o peixe e o caranguejo. Tornaram-se amigos e partilharam os segredos e as coisas mais banais das suas vidas. O rapaz foi mostrando como na Terra existem épocas, estações do ano, com coisas que as diferenciam: na primavera há flores, no verão o calor do sol aquece como o fogo, no outono, as colheitas dos frutos, as vindimas, que permitem colher os frutos das videiras e fazer vinho que dá muita alegria quando se bebe em cálices muito pequeninos.
Foi então que o rapaz teve vontade de conhecer e viver no mar e a Menina teve vontade de conhecer e viver na Terra.
Mas a Menina era como uma sereia pequenina, não podia sair da água, ficava seca como uma folha de jornal e morria. O Rapaz não podia viver no mar, afogava-se e morria também.
Decidiram fugir os dois: o Rapaz colocava a Menina num balde com água e podia mostrar-lhe as maravilhas da Terra. Isto foi o que eles imaginaram. Não puderam fazê-lo. Outros polvos ouviram, foram contar à Raia, Rainha, para quem a Menina dançava nas festas marinhas e os amigos tiveram de separar-se. No mar, também há castigos, a Raia enviou a Menina para outros mares e outras praias. A partir daí, a alegrias transformou-se em tristeza, a saudade que fica nos corações quando aqueles de quem gostamos se vão embora. Viviam infelizes, um sem o outro.
Até que um dia, surgiu no céu uma gaivota com um presente estranho para o rapaz.
Querem saber o que era?
Leiam a história e fiquem a saber que, quando a amizade é verdadeira, Terra e Mar, são apenas lugares possíveis para que a felicidade aconteça.
Parabéns à vencedora Isabel Garcia
13/03/2011
FOTOGRAFIA DA SEMANA
Foto: Osvaldo Castanheira - Texto: Maria dos Anjos Fernandes
11/03/2011
02/03/2011
27/02/2011
FOTOGRAFIA DA SEMANA

Quando os deuses construíram o mundo, inventaram umas pedrinhas muito pequeninas a que chamamos ‘areia’, inventaram desertos e praias, inventaram formas estranhas com as quais o vento se vai divertindo, moldando as dunas conforme lhe apraz.
Mas os deuses também inventaram seres animados, diz-se à sua semelhança e, não sendo puros espíritos, têm de ter algo para os albergar.
Façamos apenas uma questão: serão as dunas que estão nuas perante o corpo que as usufrui ou será o corpo que está nu e se deleita nas dunas, imaginando que tiveram a mesma origem, que são almas gémeas e assim devem permanecer?
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19/02/2011
FOTOGRAFIA da SEMANA
Há muito tempo, apareceu na Terra um ser estranho, vindo de uma galáxia distante, que se perdeu na amizade por um menino a quem fez voar numa simples bicicleta. Que se saiba, Júlio Verne nada teve a ver com este fenómeno. Que se saiba, o aviador que encantou um príncipe, possuía apenas um avião que queria consertar, quando se despenhou no deserto. Que se saiba, o Evereste é muito alto para alpinistas de bicicleta sem qualquer acompanhamento ou formação de João Garcia. Que se saiba, o salto não é para o vazio mas, na força de vontade, engenho e arte deste “saltador/saltimbanco ou saltimbanco/salteador”, estarão em simultâneo um ‘allien’ bondoso e divertido, a vontade de saltar mil léguas aéreas, o desenho de uma ovelha num bolso e, se solicitados, os conselhos de João Garcia sobre superar o impossível!Foto: Osvaldo Castanheira - Texto: Maria dos Anjos Fernandes
15/02/2011
DIA dos NAMORADOS
Nunca devemos esquecer que gostamos uns dos outros e, se não gostamos, teremos de aprender a gostar, com os nossos defeitos e algumas virtudes.
Por isso, em jeito de homenagem (meio a brincar, mas de afectos a sério), partilhamos com toda a comunidade educativa os anexos escolhidos e elaborados para enfeitar a vitrina da BE, relativamente a este dia.
Em nome da Equipa da BE. Esperamos que se inspirem....

13/02/2011
FOTOGRAFIA DA SEMANA
As feiras mostram-nos de tudo um pouco, ali estão os vendedores e pregoeiros para nos venderem xailes e copos, cobres e casacos, gravatas e sapatos. Lá vamos nós, quais Fernão Mendes Pinto, peregrinando, procurando a melhor peça e que seja ao melhor preço. Aguardamos que a satisfação do vendedor se pacifique na nossa própria satisfação: uns e outros achamos que fizemos óptimo negócio e ficamos felizes. Que belo fim e que belo final….Mas há feiras onde se encontram artigos muito especiais, com bancas mágicas, saídas de um qualquer Éden iraquiano (consta que o original lá ficava…) em que se oferecem verdadeiras pechinchas.
Fomos a esta feira e, nem mais nem menos, ofereciam-nos um pedaço de céu pintadinho de azul por algum Leonardo e com ilustrações de Paula Rego. Estava tudo encaixadinho numa moldura muito ‘naif’, sem acréscimo de preço. O vendedor apenas queria fazer negócio com a moldura, é que pedaços de céu não se esgotam assim de repente, Leonardo pintor nunca tinha conhecido nenhum e Paula Rego não era nome nem pessoa que lhe sugerisse pinturas estranhas de árvores personificadas em meninas que, transmutadas em Capuchinho Vermelho, nada queriam saber duma avó esfomeada e que morava longe.
Não comprámos a moldura: primeiro olhamos extasiados para o que o espelho reflectia, depois, fomos andando e, de graça, olhamos o céu e as árvores que lá ficaram para as feiras seguintes.
Foto: Osvaldo Castanheira - Texto: Maria dos Anjos Fernandes
11/02/2011
ATREVE-TE A LER
Depois a ida para França, como tantos outros nesse tempo na luta pela sobrevivência, as peripécias, a aventura, os desencontros com Adelaide, também ela emigrante.
Mas, de repente, é já Abril de 1974, é tempo de regresso e de reencontro com um mundo que já não é o mesmo. Agora, a história deixa o tom lento e magoado e acelera, toma um tom de festa.
E entra-se na segunda parte, mais curta, inesperada e desconcertante.
O tema escolhido para este livro é explicado pelo próprio autor: «Existe uma relação pessoal com esse tema, baseada no facto dos meus pais terem emigrado para França e de eu ter crescido com essa mitologia de ouvir falar do que era a emigração e do que tinha sido a experiência deles, sem que eu nunca a tivesse vivido».
E o título?
Quanto ao título, ele é explicado em vários momentos ao longo da obra.
Leia e descubra.
Parabéns à vencedora Ana Brito da Luz
06/02/2011
FOTOGRAFIA DA SEMANA
Presumo que esta quantidade de água é mesmo um lago de há muitos anos; Tiberíades, na Galileia.
Apesar de não haver redes de pesca visíveis, coisa usual naquele tempo, alguns adiantados no tempo já usavam instrumentos modernos para retirar os peixinhos do seu ecológico e natural ambiente.
Mesmo esses foram descuidados ou curiosos.
Ouviram a história de um Homem Especial que por ali andava, procurando pescadores de outros elementos.
Então tiveram uma ideia brilhante: deixaram as canas do futuro que, por acaso, estavam deslocadas no passado, e também eles partiram, em busca de outras pescarias.
Nunca se chegou a saber se houve peixe que acedesse ao isco, ou se as canas cristalizaram e ficaram imóveis para nos lembrar que o tempo do passado se pode repetir no futuro.
O que é certo, é que lá continuam, como memória dos afazeres praticados naquelas bandas.
Os seus donos correram mundo, esqueceram-nas e nas pescarias tiveram outras sortes.
As canas são como a Excalibur. Apenas o Rei Artur a conseguiu retirar da rocha. Estas, das águas também não saem, a não ser que Pedro e Simão ou João ou Tomé, quem sabe Tiago, regressem e as resgatem, mais aos peixinhos que a esta hora talvez tenham ido juntar-se ao Nemo e procurem, procurem....
E nós, só recebemos as estórias e a foto de quem lá esteve e registou, ou não esteve e apenas sonhou.
Sonhemos também. Tudo é real e, quando queremos, o milagre acontece!
Foto: Osvaldo Castanheira - Texto: Maria dos Anjos Fernandes
02/02/2011
"ÚLTIMA" AULA da NOSSA QUERIDA ANA BELA
A 20 de Janeiro, na sala de reuniões da Ferreira Dias, por iniciativa do CLIO, Clube de História e Património e dos professores de História, a professora Ana Bela Castelo, que agora se aposentou ao fim de 38 anos na nossa escola, deu a sua “última lição”, cujo tema foi – “História, Cultura e Arte”.
Antigos e actuais alunos, antigos e actuais professores e antigos alunos hoje professores, seguiram atentos uma palestra onde se ouviu música ( Vivaldi, Mozart, Handael) para ilustrar as fases da Vida e as épocas da História; se aconselharam romances que, recriando personagens e factos históricos, nos fazem “viver” ao ritmo das suas personagens; se viajou pela Arte de Picasso e por espaços de Siza Vieira e Souto Moura, tão diferentes como o podem ser uma Casa de Chá, uma Igreja e um Estádio de Futebol.
Da diversidade de tudo o que foi dito e mostrado, de muitas histórias e memórias, de um enorme orgulho na sua profissão/missão e de uma grande empatia com o seu público – desta vez composto não apenas por jovens - assim se fez uma excelente lição de uma grande professora, que não só encantou como...cantou!
O poema era de Fernando Pessoa e não podia vir mais a propósito – “Tudo vale a pena se a alma não é pequena!”
31/01/2011
BIGODES E CHAPÉUS
No âmbito das comemorações do Centenário da República, o Clio, Clube de História e Património, promove o concurso “Bigodes e Chapéus Republicanos na Ferreira”.
Qualquer aluno, independentemente do seu ano de escolaridade, poderá concorrer, devendo para isso:
• Inscrever-se provisoriamente na Biblioteca da escola, até dia 23 de Fevereiro, indicando em qual das vertente pretende concorrer – Bigode (masculno) ou Chapéu (feminino).
• Confeccionar no material que entender (tecidos, lãs, arame, papel...) um bigode ou um chapéu inspirados nos usados no tempo da 1ª República e apresentá-lo no dia 3 de Março de 2011 em hora e local a determinar, ao júri entretanto constituído e aos restantes elementos da comunidade educativa (desfile de todos os concorrentes).
• O júri será constituído por professores de História e de Artes Visuais e representantes dos alunos e a escolha será feita com base na verosimilhança relativamente à época e na imaginação e capacidade de confecção dos concorrentes.
• O prémio será um Cheque FNAC no valor de 50 euros para cada uma das modalidades – melhor bigode e melhor chapéu.
Mais informações no placard do CLIO, átrio do piso 1.
Mãos à obra – inicia a tua pesquisa e dá asas à imaginação!
29/01/2011
"LUSÍADAS" e "MENSAGEM"
Para quem ainda tem, à flor da pele, a alma portuguesa, estas duas palavras, como títulos, lembram-nos algo grandioso do passado deste povo, que à deriva partiu e novos mundos encontrou.
À primeira vista, parece nada terem em comum um com o outro, nem na cronologia temporal, nem no conteúdo.
No entanto, várias turmas de 12º ano da nossa escola, tiveram o privilégio de ouvir a palestra do Dr. António Carlos Cortez e perceberem a simbiose das obras. Sebastião, ‘o desejado’, é apenas um dos pormenores do livro das ninfas e dos amores, assim como D. Dinis também aparece na Mensagem (Portugal) e deseja um bom futuro, brilhante, pleno de caravelas e naus futuras, que não viu, mas anteviu.
Os alunos escutaram com muita atenção e todos agradecemos a possibilidade de saberes que nos levaram do misticismo bíblico aos conselhos do esforço e trabalho necessários para, de forma científica, haver a capacidade de triunfo no estudo e comentário científico das obras estudadas.
Só podemos, como professores, em nome de toda a escola e dos alunos, agradecer a partilha tão séria, mas comunicada de forma brilhante, que não cansou, mas encantou.
Obrigada Dr. António C. Cortez
FOTOGRAFIA DA SEMANA
O título da foto leva-nos a subverter.
Costumamos dizer que, por vezes, se fala a verdade a mentir.
Neste caso, apresentamos uma mentira, absoluta, e mentimos mesmo…. Deliberadamente.
Mas o trabalho da razão pode ser tão enfadonho que, contrariando o filósofo Descartes, devemos usar e abusar da imaginação.
Não estão lá os marcianos verdinhos? Quem disse? Já olharam bem?
Então, quem manobra a tecnologia amarela? Quem a colocou lá? Quem viajou com ela às costas, sem o peso da gravidade? Quem a abastece de combustível?
Não os vêm, a trabalhar afanosa e meticulosamente, tão bem organizados?
Olhem, olhem, porque eles olham melhor.
Nós só os vemos na imaginação e, de concreto, temos o testemunho do desbaste de tanta pedra!
Mas eles observam-nos através do seu olhar ciclópico e perscrutam-nos os pensamentos mais profundos e arrecadados. Nada lhes escapa!
Eles lá….
Nós cá….
A razão nos terráqueos…
A ilusão nos marcianos…
A imaginação na Via Láctea….
Agradeçamos ao Universo!
Foto: Osvaldo Castanheira - Texto: Maria dos Anjos Fernandes
24/01/2011
FOTOGRAFIA da SEMANA
Que seria do alfaiate se não fosse a Virgem?
Que seria de um candeeiro, sem o outro candeeiro?
Que seria do esquadro se não fossem os moldes?
Que seria da tesoura se não fossem os tecidos?
Que seria da máquina se não fosse a fita métrica?
Que seria do quartinho branco se não fossem os fatos negros?
Que seria da parede se não fosse o espelho?
Que seria do espelho se não fosses tu?
Foto: Osvaldo Castanhareira - Texto: Maria dos Anjos Fernandes
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21/01/2011
Aromaterapia e a Memória Declarativa

- Qual a Relação entre a Aromaterapia e a Memória Declarativa?
A aromaterapia é considerada uma terapia alternativa ou complementar, embora seja um tratamento bastante antigo, que surgiu da fitoterapia (prática terapeuta baseada em preparados derivados de plantas). Aromaterapia é, tal como o próprio nome indica, uma terapia baseada em aromas – óleos extremamente concentrados, extraídos de flores, raízes, folhas, sementes, ervas, madeira e resinas. Esses extractos, chamados essências ou óleos essenciais, contêm as substâncias que dão perfume às plantas, sendo que o seu odor é a característica potencializada. São utilizados na prevenção e no tratamento de doenças físicas e psicológicas.
No entanto, a Aromaterapia deve ser sempre empregue com cautela e de preferência, guiada por um profissional especializado, que saberá verificar as contra-indicações, além de dosagens indicadas e formas de uso.
A memória surge como um processo de retenção de informações no qual experiências, vivências e conhecimento são arquivados e recuperados quando são necessárias. É uma função cerebral superior relacionada com o arquivo de informações obtidas em experiências vividas e conhecimentos adquiridos.
O termo memória tem sua origem semântica no latim e significa a faculdade de reter e/ou readquirir ideias, imagens, expressões e conhecimentos adquiridos anteriormente.
A memória é uma faculdade cognitiva extremamente importante, dado que forma a base que possibilita a aprendizagem. Se esta base não existisse, não teríamos forma de tirar proveito da experiência passada.
Assim, aprendizagem e a memória são o suporte para todo o nosso conhecimento, assim como habilidades e planeamento, possibilitando a recordação do passado, a vivência do presente e a previsão do futuro.
Se quer saber mais sobre este projecto, sobre os elementos constituem o grupo SNIFF ou sobre a ESFD, visite-nos clicando no nosso logótipo, no fim da barra lateral.
























