18/04/2011
06/04/2011
ATREVE-TE A LER
E a crónica vencedora do mês de março é:
A INAUDITA GUERRA DA AVENIDA GAGO COUTINHO MÁRIO DE CARVALHO
Este livro de Mário de Carvalho conta-nos várias estórias.
Esta crónica, dá o título a tão interessante livro, que convido todos a ler. Mas o que se passa nesta estória? O autor começa por nos dizer que há poetas e deuses que, tal como os humanos, dormitam, mesmo sem querer. Clio, musa da História passou pelas brasas e, por causa disso, no tecido do tempo que costurava, entrelaçou o 4 de Junho de 1148 com o 28 de Setembro de 1984. Grande confusão se gerou! Tudo se passou na avenida lisboeta Gago Coutinho, aquela que vai do Relógio ao Areeiro. Os automobilistas que circulavam só tiveram tempo de travar a fundo e buzinar, tentando desviar-se das carroças e dos burros e cavalos que parecia terem aparecido do nada, vindos da Idade Média e que ali passavam. Mas se fosse só isso! Havia tropa árabe à mistura, vinham cercar Lixbuna!. O chefe, Ali-bem-Yussuf também não percebia nada, apeou-se do cavalo, clamava pela misericórdia de Alá, ajoelhado no chão. Outro chefe das tropas, talvez mais esclarecido bradou: ‘Que ninguém se mexa!’ Mas o que teria acontecido? O inferno teria mudado de lugar? Alá estaria zangado? As feitiçarias cristãs estariam ativas ou era tudo uma loucura e brincadeira que os tornava cegos? Para complicar mais as coisas, o agente da PSP de serviço na Avenida, comunicou para a central o insólito que observava. Da central comunicaram para o governador civil e este para o ministro. Todas as forças de segurança entraram em acção. Cenário hilariante. Na mesma Avenida estavam as tropas de Ibn-el-Muffar, que vinham conquistar Lixbuna, as forças de segurança e toda a proteção civil, mais os automobilistas, teimosos e curiosos que tinham saído dos automóveis para apreciarem a situação. Até pensaram que eram filmagens para um anúncio publicitário ou filme! Os mouros decidiram preparar-se para o combate: formaram-se esquadrões, esperando que, se fosse algum encantamento, havia de passar. Quem queria passar com o seu camião TIR carregado de cervejas era Manuel Lopes e não esteve de modas: apanhou o primeiro calhau que viu e atirou-a que nem uma seta, cabendo da sorte da pedrada ao beduíno Mamud. Começou a guerra. O árabe fez um sinal, os archeiros apontaram os arcos e eis uma chuvada de setas. Os automobilistas apressaram-se a entrar nos automóveis. O Comissário Nunes não gostou da brincadeira (só havia canalha a desafiar a polícia!) e mandou correr tudo à bastonada até ao Areeiro. O mouro irritou-se, deu ordens aos seus homens que ficaram frente a frente com os soldados do comissário Nunes. Estes não estavam preparados para tal e ei-los a correr, refugiando-se em todos os sítios até na cervejaria Munique. Os blindados dos Ralis não chegaram a tempo e, com os camiões TIR, entupiram o trânsito. O capitão Soares largou as viaturas na Av. Dos E.U.A. e ficou atónito ao olhar para a Gago Coutinho! Foi acenando com um pano branco, se bem não fizesse, mal não faria; o mouro pensou o mesmo. De repente, Clio acordou. Desfez a confusão dos fios do tempo, tudo desapareceu e voltou à normalidade, os soldados aos quartéis, os mouros desistiram de Lixbuna, Clio ficou sem beber ‘ambrósia’ 400 anos! Para o que poderia ter sido, o castigo foi levezinho. Os jornais ainda hoje falam na insólita batalha. Querem saber mais? Leiam a estória e o livro….
Celeste Bruno- Assistente Operacional
Esta crónica, dá o título a tão interessante livro, que convido todos a ler. Mas o que se passa nesta estória? O autor começa por nos dizer que há poetas e deuses que, tal como os humanos, dormitam, mesmo sem querer. Clio, musa da História passou pelas brasas e, por causa disso, no tecido do tempo que costurava, entrelaçou o 4 de Junho de 1148 com o 28 de Setembro de 1984. Grande confusão se gerou! Tudo se passou na avenida lisboeta Gago Coutinho, aquela que vai do Relógio ao Areeiro. Os automobilistas que circulavam só tiveram tempo de travar a fundo e buzinar, tentando desviar-se das carroças e dos burros e cavalos que parecia terem aparecido do nada, vindos da Idade Média e que ali passavam. Mas se fosse só isso! Havia tropa árabe à mistura, vinham cercar Lixbuna!. O chefe, Ali-bem-Yussuf também não percebia nada, apeou-se do cavalo, clamava pela misericórdia de Alá, ajoelhado no chão. Outro chefe das tropas, talvez mais esclarecido bradou: ‘Que ninguém se mexa!’ Mas o que teria acontecido? O inferno teria mudado de lugar? Alá estaria zangado? As feitiçarias cristãs estariam ativas ou era tudo uma loucura e brincadeira que os tornava cegos? Para complicar mais as coisas, o agente da PSP de serviço na Avenida, comunicou para a central o insólito que observava. Da central comunicaram para o governador civil e este para o ministro. Todas as forças de segurança entraram em acção. Cenário hilariante. Na mesma Avenida estavam as tropas de Ibn-el-Muffar, que vinham conquistar Lixbuna, as forças de segurança e toda a proteção civil, mais os automobilistas, teimosos e curiosos que tinham saído dos automóveis para apreciarem a situação. Até pensaram que eram filmagens para um anúncio publicitário ou filme! Os mouros decidiram preparar-se para o combate: formaram-se esquadrões, esperando que, se fosse algum encantamento, havia de passar. Quem queria passar com o seu camião TIR carregado de cervejas era Manuel Lopes e não esteve de modas: apanhou o primeiro calhau que viu e atirou-a que nem uma seta, cabendo da sorte da pedrada ao beduíno Mamud. Começou a guerra. O árabe fez um sinal, os archeiros apontaram os arcos e eis uma chuvada de setas. Os automobilistas apressaram-se a entrar nos automóveis. O Comissário Nunes não gostou da brincadeira (só havia canalha a desafiar a polícia!) e mandou correr tudo à bastonada até ao Areeiro. O mouro irritou-se, deu ordens aos seus homens que ficaram frente a frente com os soldados do comissário Nunes. Estes não estavam preparados para tal e ei-los a correr, refugiando-se em todos os sítios até na cervejaria Munique. Os blindados dos Ralis não chegaram a tempo e, com os camiões TIR, entupiram o trânsito. O capitão Soares largou as viaturas na Av. Dos E.U.A. e ficou atónito ao olhar para a Gago Coutinho! Foi acenando com um pano branco, se bem não fizesse, mal não faria; o mouro pensou o mesmo. De repente, Clio acordou. Desfez a confusão dos fios do tempo, tudo desapareceu e voltou à normalidade, os soldados aos quartéis, os mouros desistiram de Lixbuna, Clio ficou sem beber ‘ambrósia’ 400 anos! Para o que poderia ter sido, o castigo foi levezinho. Os jornais ainda hoje falam na insólita batalha. Querem saber mais? Leiam a estória e o livro….
Celeste Bruno- Assistente Operacional
ILUSTRAÇÕES dos "CONTO do MÊS"
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Conto do Mês
Seguem-se 3 ilustrações dos "Conto do Mês" (autoria do professor António Pereira). Mais uma vez a Núria Freitas, do 9ºC, (com duas ilustrações), e a Inês Costa, do 9ºG, nos presentearam, com a sua interpretação pictórica dos referidos contos. Estes trabalhos foram selecionados como os melhores e avaliados com nível 5, pela professora Dalila Ribeiro, de Educação Visual.
SEMANA DA LEITURA 2011
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Literacia
Balanço da Semana da Leitura 2011.
“Ler é alcançar novos horizontes” e foi este o nosso lema na semana da Leitura. Tendo como objectivos fomentar o interesse dos jovens da ESFD pela leitura e pelas diversas actividades que lhe estão relacionadas, teve lugar na nossa escola uma semana completamente dedicada aos hábitos literários recheada de actividades interessantes. Os pontos de interesse foram muitos, mas falando do 9ºE em particular, há que dizer que o empenho foi imenso. O nosso percurso iniciou-se com a representação de uma cena do “Auto da Barca do Inferno”, a cena do Sapateiro. Com cenários alusivos à obra e com as “nossas actrizes” bem caracterizadas, a representação correu de forma brilhante todas estiveram muito bem e os aplausos comprovam este facto. Tivemos ainda oportunidade de assistir às actividades elaboradas pelos nossos colegas do 9ºA e 9ºC, que também estiveram à altura da ocasião recitando vários poemas, individualmente, a pares ou em grupo. Da mesma forma, também alunas de outras nacionalidades recitaram poemas. Mesmo com algumas dificuldades, conseguiram transmitir as mensagens dos poemas para o público. É de salientar ainda a participação de dois alunos do 12º ano, recitando dois poemas de forma fantástica, deixando toda a sala boquiaberta. Para terminar, resta apenas dizer que é de louvar a existência deste tipo de iniciativas, que enriquecem o dia-a-dia de todos os alunos propondo actividades de grande interesse. Todas as pessoas envolvidas na realização deste evento, estão de parabéns!
António Farracho Nº4 9ºE
Filipa Martins Nº 12 9ºE
SEMANA DA LEITURA
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Literacia
Balanço da Semana da Leitura.
A Semana da Leitura é um evento dedicado à Língua Portuguesa que ocorre na nossa escola todos os anos, onde os alunos de vários anos e turmas se juntam para apresentar diversos trabalhos de forma a promover a leitura. Este ano, Semana da Leitura decorreu na segunda semana do mês de Março, entre os dias 14 e 18. Como é habitual, muitas turmas foram agrupadas na Sala de Reuniões, durante os vários dias da semana, onde foram realizadas diversas actividades, nomeadamente dramatizações, declamações de poemas, entre outros. A nossa turma (9ºE) foi reunida com as turmas do 9ºA e 9ºC, na Sexta-feira, no último dia da Semana da Leitura. A primeira actividade apresentada foi uma dramatização da cena V (Sapateiro) do Auto da Barca do Inferno, realizada pela nossa turma. Os cenários, cortesia do 9ºE, estavam muito criativos e bem pintados, onde estavam retratadas as duas Barcas. O teatro foi bem representado, com muito humor. Os alunos gostaram bastante desta e da outra dramatização realizada pelo 9ºC, a cena VII (Alcoviteira), também do Auto da Barca do Inferno. De seguida foram declamados muitos poemas pelas três turmas. Os alunos também responderam positivamente a esta actividade. As últimas duas declamações foram feitas por alunos do 12º ano, turma C5. Estes alunos eram sem dúvida alguma muito talentosos e desinibidos, motivando os presentes na sala para a poesia. No geral, acredito que todos os alunos passaram um bom bocado, o que contribui para a promoção de hábitos literários.
Marcelino Saramago Nº21 9ºE
Joseline Mendes Nº19 9ºE
04/04/2011
FOTOGRAFIA da SEMANA
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Quando Jorge Amado escreveu O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, estava sentado numa janela da Lua, a olhar para estes telhados, varandas, sacadas, escadas entrelaçadas, a torre da Igreja, as sardinheiras floridas. Como estava longe, não conseguiu ver nenhum gato, nem nenhuma andorinha. Mas como a Lua (sobretudo quando está cheia, é mágica) disse-lhe que, embora não fossem visíveis, os animais tão antagónicos, mamífero e ave, estavam lá e até tinham nome. O gato, como se calcula não faz migrações, vai permanecendo por cá todos os dias, estiraçado ao sol, saltando de varanda em varanda, aproveitando o calor das escadas, até daqueles telhados que, apesar de não serem de zinco, são acolhedores do calor que os gatinhos tanto apreciam. Além disso, os telhados são um refúgio seguro quando os donos se zangam, quando algum cão os persegue ou quando sentem o cheiro apetitoso de um ratinho mais destemido e vem averiguar como está o tempo fora do esconderijo.Mas o Gato Malhado estava farto daqueles domínios, já sem segredos nem aventuras que o pudessem arrebitar.
Porém, há uma altura do ano com muitas novidades! Tal como agora, na primavera, tudo começa a nascer, a esbracejar na terra, a florir, a cheirar bem e chegam umas aves muito prazenteiras e destemidas que voam milhares de quilómetros para apreciarem tudo isto. Algumas conheciam aqueles telhados, aqueles beirais, aquela torre sineira, as chaminés, as melhores rotas da lama, dos mosquitos que um dia serviriam de alimento à sua descendência. Já eram clientes habituais. A propósito, chegaram ontem, de verdade, a 16 de março!
Havia uma, a Sinhá, que se travou de amores por uma bola de pelo felpudinho que, nos voos rasantes, apreciava nos voos do seu céu azul.
Não se esqueçam que o nosso autor ainda está sentado na lua, espreitando à janela e observa tudo. Se a situação já era estranha para ele (tinha-se esquecido como tinha ido parar tão longe de casa, Zélia devia estar preocupada….), resolveu voltar o mundo de pernas para o ar: a lua vinha para o chão e ele podia descer, os telhados ficaram encantados, o Malhado apaixonou-se pela Sinhá, as sardinheiras ficaram floridas eternamente, desapareceram os ferozes cães e os donos arreliados, o sino começou a tocar a Primavera de Vivaldi, as casas branquearam com o luar, o sol brilhava devagar para não secar a lama com que Sinhá faria sua casinha, apareceriam muitos mosquitinhos e insetos curiosos e até desejosos de serem o futuro menu dos biquitos da prole da Sinhá. Como tudo estava encantado e mágico, o mais improvável aconteceu: o Malhado, movido pelas asinhas do Cupido atreveu-se a voar qual Ícaro e ajudava Sinhá nas suas tarefas, esta emprestou a sabedoria e a aerodinâmica ao Malhado e ensinou-o a voar.
Já observaram que não se vêm pessoas? Assustaram-se, foram embora para uma terra normalzinha, sem luas no chão, com o sol no seu lugar e a brilhar da forma habitual.
E Jorge Amado?
Esse, que era o Malhado, desceu da Lua, foi ter com Zélia que era a Sinhá e ainda hoje se estão a rir das estórias que nos contaram!
Foto: Osvaldo Castanheira - Texto: Maria dos Anjos Fernandes
30/03/2011
JOSÉ LUÍS PEIXOTO
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Fotografia
JOSÉ LUÍS PEIXOTO VOLTA À FERREIRA….
Leitura de excertos de obras do autor.
Diálogo com o escritor.
27/03/2011
FOTOGRAFIA DA SEMANA
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Lisboa,
Literacia
Então de que estávamos à espera?
Intacto, fica apenas o essencial. O belo arco, onde Gulliver já fez das suas num cenário dos liliputs. Tudo o resto está um caos. Valeu a D. Quixote o monte de terra para onde levou o seu jumento. Dali, (não é o Salvador…., é mesmo o sítio) tem uma vista privilegiada do Tejo que em Espanha já era seu, mas sem o encanto destas margens que levaram tantos Sanchos, não foi o Rei, já estava noutros domínios, coitado, mas os Panças, os espertos indigentes que se safaram de castigos, ou eram curiosos e partiram nas viagens de descoberta e navegaram para nos trazerem a canela e a pimenta. E depois o ouro, lá do Brasil, para que D. José, o verdadeiro cavaleiro do cavalo verde, que ninguém se atreveu a esconder, pudesse apreciar permanentemente o Tejo seu, a cidade bela de luz e, ao virar a cara, também apreciasse a cidade, com a esperança que o Marquês voltasse a pôr ordem e acelerasse obras que nenhum dos personagens desta estória mereciam.
Assim, quase tudo o que está escrito é mentira. A mentira dos marinheiros-ogres, dos moinhos de vento, dos Sanchos que não vieram ou partiram, de D. Quixote feito herói por Cervantes que não esteve em Lisboa e nunca viu ninfas nem Nereides da Ilha dos Amores. Só ficaram os Gulliveres, aqueles que conseguiram colocar e devolver, ao fim de muitos anos, o amarelo na Praça do Cais, chamada do Comércio, das belas Colunas, das pressas e dos encantos, dos encontros, dos olhares que já esqueceram o que talvez nunca vissem (só incomodava) e agora lá está D. José e a sua imponência, e o Marquês em linha recta, a conversarem, sobre Lisboa, sempre, sempre ‘Menina e Moça’!
Foto: Osvaldo Castanheira - Texto: Maria dos Anjos Fernandes
20/03/2011
FOTOGRAFIA da SEMANA
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Não pode ser muito onírica a sensação de olhar e ver esta foto. Tem tudo para parecer normalizada, apresentando-nos o famosos e velhinho Globo Terrestre, mas também tem tudo para ser tenebrosa e causar-nos arrepios de um sólido tsunami. Se lermos o texto, percebemos que se trata de mostrar um trabalho feito para uma exposição e chocar, não pela exposição em si, mas pelo martírio artístico, obrigacional e sem qualquer prazer que deve ter provocado na artista. Presumo que depois de a realizar, se afastou de tal maneira do espaço (globo) terrestre, que desapareceu num qualquer cenário de alliens e não mais regressou.
Depois temos a tenebrosa guardiã da exposição: foi ‘escolhidinha a dedo’, não disfarça o frete de não saber os males que terá feito em vidas anteriores, para lhe atribuírem tão despropositada tarefa. Não disfarça a malvadez, nem a cara carrancuda esconde o horror de assustar o visitante. Se querem um conselho, não vão lá, fujam a sete pés, se não dela (mefistofélica, que até colocou uma tabuleta a dizer que podemos levar tudo, prontinho, como se de ‘comidinha a peso’ se tratasse), de tudo o resto….
E se a exposição já estiver noutra dimensão, de regresso ao futuro, sem sabermos? Não será ela a autora dos globos cheios de terra ou fita-cola a disfarçar (que será aquilo castanho?) que, arrependida por tão má escolha, nos esteja a chocar ainda mais, fazendo da sua cara outro globo monstruoso?
Apesar de tudo parecer errado: o gosto – indiscutível – de imaginar o planeta conspurcado e entrapado, não desanimemos! Pensemos na bela imagem que a Apollo XI tirou da “nossa redondinha”, do nosso planeta azulinho a flutuar no espaço universal da Via Láctea que arrepiaria de emoção o velhinho Tales de Mileto e até Galileu. Depois colemos definitivamente nas prateleiras os globos e, quiçá, possamos emparedá-los juntamente com a menina-funcionária-sabe-se-lá-o-quê, para não nos assustarmos mais com tamanhas fealdades!
Apesar de tudo parecer errado: o gosto – indiscutível – de imaginar o planeta conspurcado e entrapado, não desanimemos! Pensemos na bela imagem que a Apollo XI tirou da “nossa redondinha”, do nosso planeta azulinho a flutuar no espaço universal da Via Láctea que arrepiaria de emoção o velhinho Tales de Mileto e até Galileu. Depois colemos definitivamente nas prateleiras os globos e, quiçá, possamos emparedá-los juntamente com a menina-funcionária-sabe-se-lá-o-quê, para não nos assustarmos mais com tamanhas fealdades!
Foto - Osvaldo Castanheira - Texto: Maria dos Anjos Fernandes
18/03/2011
CONCURSO JOVENS CIENTISTAS

O 19.º concurso Jovens Cientistas e Investigadores, organizado pela Fundação da Juventude, tem por objectivo estimular a cooperação e o intercâmbio entre jovens cientistas e investigadores, promovendo novos talentos nas áreas da ciência, tecnologia, investigação e inovação.
Destina-se a premiar projectos científicos realizados por alunos que frequentam os ensinos básico e secundário e o 1.º ano do ensino superior, com idades compreendidas entre os 15 e os 20 anos.
Podem ser apresentados trabalhos, individualmente ou em grupo, com o máximo de três elementos, numa das seguintes áreas científicas: biologia, ciências da Terra, ciências do ambiente, ciências médicas, ciências sociais, economia, engenharias, física, informática/ciências da computação, matemática e química.
A submissão dos projectos decorre, por via electrónica, até 16 de Abril. Os trabalhos premiados e outros projectos seleccionados para o efeito vão integrar a V Mostra Nacional de Ciência, a decorrer de 26 a 28 de Maio, no Museu da Electricidade, em Lisboa.
Para mais informações, consultar:
• A página da Fundação da Juventude – Concurso Jovens Cientistas e Investigadores:
http://www.fjuventude.pt/pagnoticias-143-19a-edicao-do-concurso-de-jovens-cientistas-e-investigadores
Informação fornecida pela professora Helena Freitas e disponível em :
http://www.min-edu.pt/
• A página da Fundação da Juventude – Concurso Jovens Cientistas e Investigadores:
http://www.fjuventude.pt/pagnoticias-143-19a-edicao-do-concurso-de-jovens-cientistas-e-investigadores
Informação fornecida pela professora Helena Freitas e disponível em :
http://www.min-edu.pt/
SEMANA INTERNACIONAL DO CÉREBRO
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Cérebro,
Ciência,
Neurologia

No âmbito da Semana Internacional do Cérebro e dinamizado pela turma 12º C1 – Projecto “ Aromaterapia e a Memória Declarativa” desenvolvido pelos alunos João Relvas, Pedro Mateus, Rosana Silva e Vanessa Tolentino e orientados pela professora Helena Freitas, deslocam-se à escola no dia 29 de Março de 2011 pelas 10.00 h dois neurocientistas do Programa de Neurociências da Fundação Champalimaud.
Esta iniciativa, organizada pela Sociedade Portuguesa de Neurociências em colaboração com a Sociedade Portuguesa de Bioquímica e a Ciência Viva, pretende divulgar os progressos e os benefícios da investigação científica na área do cérebro.
O programa de Neurociências da Fundação Champalimaud contempla a área temática:
“Os Neurocientistas Vão à Escola”
em duas sessões de 45 min cada uma para as turmas 12º C1, 12º C3 , 12º C4 e 12º C6, asseguradas por investigadores da Sociedade Portuguesa de Neurociências.
Os Alunos do 12º C1 :
João Relvas
Pedro Mateus
Rosana Silva
Vanessa Tolentino
E a professora Coordenadora
Helena Freitas
16/03/2011
14/03/2011
ATREVE-TE A LER
E a crónica vencedora do mês de Fevereiro, é:
A MENINA DO MAR – SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
CRÓNICA
Esta história de Sophia de Mello B. Andresen fala-nos de coisas fundamentais para a vida. Fala-nos da amizade, da partilha, da alegria, da tristeza e da saudade. Fala-nos também daquilo que podemos aprender uns com os outros, embora numa terra e num mar de faz-de-conta. Mas, com é um
a história, tudo tem de ser a fazer-de-conta.
Há um rapaz que vive na terra, numa casa que até tem um jardim e flores, gosta do mar onde não pode viver, só olhar, nadar e aquecer-se na areia e nas rochas quando há sol.
Depois, num dia habitual, há coisas estranhas que aconteceram. Risos mágicos de um peixe, de um polvo, de um caranguejo e de uma menina muito, muito pequenina. Conheceram-se sem precisarem de saber os nomes, eram apenas o rapaz, a menina, o polvo, o peixe e o caranguejo. Tornaram-se amigos e partilharam os segredos e as coisas mais banais das suas vidas. O rapaz foi mostrando como na Terra existem épocas, estações do ano, com coisas que as diferenciam: na primavera há flores, no verão o calor do sol aquece como o fogo, no outono, as colheitas dos frutos, as vindimas, que permitem colher os frutos das videiras e fazer vinho que dá muita alegria quando se bebe em cálices muito pequeninos.
Foi então que o rapaz teve vontade de conhecer e viver no mar e a Menina teve vontade de conhecer e viver na Terra.
Mas a Menina era como uma sereia pequenina, não podia sair da água, ficava seca como uma folha de jornal e morria. O Rapaz não podia viver no mar, afogava-se e morria também.
Decidiram fugir os dois: o Rapaz colocava a Menina num balde com água e podia mostrar-lhe as maravilhas da Terra. Isto foi o que eles imaginaram. Não puderam fazê-lo. Outros polvos ouviram, foram contar à Raia, Rainha, para quem a Menina dançava nas festas marinhas e os amigos tiveram de separar-se. No mar, também há castigos, a Raia enviou a Menina para outros mares e outras praias. A partir daí, a alegrias transformou-se em tristeza, a saudade que fica nos corações quando aqueles de quem gostamos se vão embora. Viviam infelizes, um sem o outro.
Até que um dia, surgiu no céu uma gaivota com um presente estranho para o rapaz.
Querem saber o que era?
Leiam a história e fiquem a saber que, quando a amizade é verdadeira, Terra e Mar, são apenas lugares possíveis para que a felicidade aconteça.
Parabéns à vencedora Isabel Garcia
A MENINA DO MAR – SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
CRÓNICA
Esta história de Sophia de Mello B. Andresen fala-nos de coisas fundamentais para a vida. Fala-nos da amizade, da partilha, da alegria, da tristeza e da saudade. Fala-nos também daquilo que podemos aprender uns com os outros, embora numa terra e num mar de faz-de-conta. Mas, com é um
a história, tudo tem de ser a fazer-de-conta.Há um rapaz que vive na terra, numa casa que até tem um jardim e flores, gosta do mar onde não pode viver, só olhar, nadar e aquecer-se na areia e nas rochas quando há sol.
Depois, num dia habitual, há coisas estranhas que aconteceram. Risos mágicos de um peixe, de um polvo, de um caranguejo e de uma menina muito, muito pequenina. Conheceram-se sem precisarem de saber os nomes, eram apenas o rapaz, a menina, o polvo, o peixe e o caranguejo. Tornaram-se amigos e partilharam os segredos e as coisas mais banais das suas vidas. O rapaz foi mostrando como na Terra existem épocas, estações do ano, com coisas que as diferenciam: na primavera há flores, no verão o calor do sol aquece como o fogo, no outono, as colheitas dos frutos, as vindimas, que permitem colher os frutos das videiras e fazer vinho que dá muita alegria quando se bebe em cálices muito pequeninos.
Foi então que o rapaz teve vontade de conhecer e viver no mar e a Menina teve vontade de conhecer e viver na Terra.
Mas a Menina era como uma sereia pequenina, não podia sair da água, ficava seca como uma folha de jornal e morria. O Rapaz não podia viver no mar, afogava-se e morria também.
Decidiram fugir os dois: o Rapaz colocava a Menina num balde com água e podia mostrar-lhe as maravilhas da Terra. Isto foi o que eles imaginaram. Não puderam fazê-lo. Outros polvos ouviram, foram contar à Raia, Rainha, para quem a Menina dançava nas festas marinhas e os amigos tiveram de separar-se. No mar, também há castigos, a Raia enviou a Menina para outros mares e outras praias. A partir daí, a alegrias transformou-se em tristeza, a saudade que fica nos corações quando aqueles de quem gostamos se vão embora. Viviam infelizes, um sem o outro.
Até que um dia, surgiu no céu uma gaivota com um presente estranho para o rapaz.
Querem saber o que era?
Leiam a história e fiquem a saber que, quando a amizade é verdadeira, Terra e Mar, são apenas lugares possíveis para que a felicidade aconteça.
Parabéns à vencedora Isabel Garcia
13/03/2011
FOTOGRAFIA DA SEMANA
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Fotografia
Dizia Victor Hugo que ‘a vida não passa de uma oportunidade de encontro’. Mas o passado nem Victor Hugo não voltam e não podem imaginar que há na vida coisas, muitas, que nunca se podem encontrar. Olhemos esta ilha de árvores, paradoxalmente uma rotunda (será mesmo ou não será, sendo apenas uma apertada curva de uma qualquer serra ou montanha do nosso “des-contentamento”?- Imaginemos o que os nossos olhos quiserem, em qualquer dos casos é um deslumbramento em nenhures….) que cumpre as devidas funções que os senhores do Código da Estrada determinaram, numa moda às vezes carnavalesca. Bem, estas árvores encontram-se num espaço, próximas como aqueles amigos que estão ali sempre connosco, aconteça o que acontecer. E como é bom e nós gostamos e ficamos felizes. Mas depois, olhamos melhor e observamos (sim, nós somos pessoas atentas) que aquele morrozinho veio mesmo a calhar! Transformaram-no em rotunda (pois assim seja e assim fique!), mas não deram conta que as árvores já não sorriem, estão sós e projectadas num vazio onde têm apenas o céu e as estrelas, quiçá a lua e o sol quando brilha. Terão a chuva a escoar-se por ali abaixo para o asfalto que não a absorve e para nada lhe serve. Se não a beberem pelas folhas, morrerão desidratadas e só ficará o morro/rotunda a cumprir as suas magníficas funções…..
Mas o que desvirtua mais o sábio Victor Hugo é o último olhar, aquele que nos revela que há coisas na vida que nunca têm oportunidades de se encontrarem. A fazer fé no sentido que os automóveis seguem e pensando que nenhum dos condutores é um sábio louco que resolve fazer uma inversão de marcha, aí os temos, na mesma direcção seguida, cada qual com seu destino, comum no passado de se depararem com um monte de árvores a servir de obrigação ao percurso do qual nenhum sabe, nem sequer que o outro existe e também está lá e vai, e segue…
Mas será que se encontram? Será que conseguirão a oportunidade irrepetível de se encontrarem numa estrada que segue, segue em frente, o caminho que lhe fizeram, de ida e volta, sem qualquer conhecimento dos mistérios insondáveis daqueles que se querem encontrar no mesmo caminho? Coitado do morro que, sem qualquer culpa, é a antítese de Victor Hugo!
E este? Teria razão?
Será mesmo a vida uma oportunidade de encontros ou desencontros? Os verdadeiros encontros não serão tão mágicos como a quadratura do círculo e este morro não será tão só um quadrado circular?
Foto: Osvaldo Castanheira - Texto: Maria dos Anjos Fernandes
11/03/2011
02/03/2011
27/02/2011
FOTOGRAFIA DA SEMANA
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Quando os deuses construíram o mundo, inventaram umas pedrinhas muito pequeninas a que chamamos ‘areia’, inventaram desertos e praias, inventaram formas estranhas com as quais o vento se vai divertindo, moldando as dunas conforme lhe apraz.
Mas os deuses também inventaram seres animados, diz-se à sua semelhança e, não sendo puros espíritos, têm de ter algo para os albergar.
Então, aí estão os corpos, criações de muitas explicações, mas também nascidos e que crescendo, podem fazer muitas coisas que lhe vão apetecendo. Não se vestir e deitar nas tais pedrinhas pequeninas, confundindo as suas com as outras dunas. Umas e outras são belas.
Façamos apenas uma questão: serão as dunas que estão nuas perante o corpo que as usufrui ou será o corpo que está nu e se deleita nas dunas, imaginando que tiveram a mesma origem, que são almas gémeas e assim devem permanecer?
Façamos apenas uma questão: serão as dunas que estão nuas perante o corpo que as usufrui ou será o corpo que está nu e se deleita nas dunas, imaginando que tiveram a mesma origem, que são almas gémeas e assim devem permanecer?
Foto: Osvaldo Castanheira - Texto: Maria dos Anjos Fernandes
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19/02/2011
FOTOGRAFIA da SEMANA
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Há muito tempo, apareceu na Terra um ser estranho, vindo de uma galáxia distante, que se perdeu na amizade por um menino a quem fez voar numa simples bicicleta. Que se saiba, Júlio Verne nada teve a ver com este fenómeno. Que se saiba, o aviador que encantou um príncipe, possuía apenas um avião que queria consertar, quando se despenhou no deserto. Que se saiba, o Evereste é muito alto para alpinistas de bicicleta sem qualquer acompanhamento ou formação de João Garcia. Que se saiba, o salto não é para o vazio mas, na força de vontade, engenho e arte deste “saltador/saltimbanco ou saltimbanco/salteador”, estarão em simultâneo um ‘allien’ bondoso e divertido, a vontade de saltar mil léguas aéreas, o desenho de uma ovelha num bolso e, se solicitados, os conselhos de João Garcia sobre superar o impossível!Foto: Osvaldo Castanheira - Texto: Maria dos Anjos Fernandes
15/02/2011
DIA dos NAMORADOS
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Dia dos Namorados
Estamos no Dia dos Afectos: Faz de conta, convenção social ou não, consumismo e blá...., blá, o que interessa são os afectos e preservarmos a importânciia deles e das emoções.
Nunca devemos esquecer que gostamos uns dos outros e, se não gostamos, teremos de aprender a gostar, com os nossos defeitos e algumas virtudes.
Por isso, em jeito de homenagem (meio a brincar, mas de afectos a sério), partilhamos com toda a comunidade educativa os anexos escolhidos e elaborados para enfeitar a vitrina da BE, relativamente a este dia.
Em nome da Equipa da BE. Esperamos que se inspirem....

Nunca devemos esquecer que gostamos uns dos outros e, se não gostamos, teremos de aprender a gostar, com os nossos defeitos e algumas virtudes.
Por isso, em jeito de homenagem (meio a brincar, mas de afectos a sério), partilhamos com toda a comunidade educativa os anexos escolhidos e elaborados para enfeitar a vitrina da BE, relativamente a este dia.
Em nome da Equipa da BE. Esperamos que se inspirem....

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