18/04/2011
06/04/2011
ATREVE-TE A LER
E a crónica vencedora do mês de março é:
A INAUDITA GUERRA DA AVENIDA GAGO COUTINHO MÁRIO DE CARVALHO
Este livro de Mário de Carvalho conta-nos várias estórias.
Esta crónica, dá o título a tão interessante livro, que convido todos a ler. Mas o que se passa nesta estória? O autor começa por nos dizer que há poetas e deuses que, tal como os humanos, dormitam, mesmo sem querer. Clio, musa da História passou pelas brasas e, por causa disso, no tecido do tempo que costurava, entrelaçou o 4 de Junho de 1148 com o 28 de Setembro de 1984. Grande confusão se gerou! Tudo se passou na avenida lisboeta Gago Coutinho, aquela que vai do Relógio ao Areeiro. Os automobilistas que circulavam só tiveram tempo de travar a fundo e buzinar, tentando desviar-se das carroças e dos burros e cavalos que parecia terem aparecido do nada, vindos da Idade Média e que ali passavam. Mas se fosse só isso! Havia tropa árabe à mistura, vinham cercar Lixbuna!. O chefe, Ali-bem-Yussuf também não percebia nada, apeou-se do cavalo, clamava pela misericórdia de Alá, ajoelhado no chão. Outro chefe das tropas, talvez mais esclarecido bradou: ‘Que ninguém se mexa!’ Mas o que teria acontecido? O inferno teria mudado de lugar? Alá estaria zangado? As feitiçarias cristãs estariam ativas ou era tudo uma loucura e brincadeira que os tornava cegos? Para complicar mais as coisas, o agente da PSP de serviço na Avenida, comunicou para a central o insólito que observava. Da central comunicaram para o governador civil e este para o ministro. Todas as forças de segurança entraram em acção. Cenário hilariante. Na mesma Avenida estavam as tropas de Ibn-el-Muffar, que vinham conquistar Lixbuna, as forças de segurança e toda a proteção civil, mais os automobilistas, teimosos e curiosos que tinham saído dos automóveis para apreciarem a situação. Até pensaram que eram filmagens para um anúncio publicitário ou filme! Os mouros decidiram preparar-se para o combate: formaram-se esquadrões, esperando que, se fosse algum encantamento, havia de passar. Quem queria passar com o seu camião TIR carregado de cervejas era Manuel Lopes e não esteve de modas: apanhou o primeiro calhau que viu e atirou-a que nem uma seta, cabendo da sorte da pedrada ao beduíno Mamud. Começou a guerra. O árabe fez um sinal, os archeiros apontaram os arcos e eis uma chuvada de setas. Os automobilistas apressaram-se a entrar nos automóveis. O Comissário Nunes não gostou da brincadeira (só havia canalha a desafiar a polícia!) e mandou correr tudo à bastonada até ao Areeiro. O mouro irritou-se, deu ordens aos seus homens que ficaram frente a frente com os soldados do comissário Nunes. Estes não estavam preparados para tal e ei-los a correr, refugiando-se em todos os sítios até na cervejaria Munique. Os blindados dos Ralis não chegaram a tempo e, com os camiões TIR, entupiram o trânsito. O capitão Soares largou as viaturas na Av. Dos E.U.A. e ficou atónito ao olhar para a Gago Coutinho! Foi acenando com um pano branco, se bem não fizesse, mal não faria; o mouro pensou o mesmo. De repente, Clio acordou. Desfez a confusão dos fios do tempo, tudo desapareceu e voltou à normalidade, os soldados aos quartéis, os mouros desistiram de Lixbuna, Clio ficou sem beber ‘ambrósia’ 400 anos! Para o que poderia ter sido, o castigo foi levezinho. Os jornais ainda hoje falam na insólita batalha. Querem saber mais? Leiam a estória e o livro….
Celeste Bruno- Assistente Operacional
Esta crónica, dá o título a tão interessante livro, que convido todos a ler. Mas o que se passa nesta estória? O autor começa por nos dizer que há poetas e deuses que, tal como os humanos, dormitam, mesmo sem querer. Clio, musa da História passou pelas brasas e, por causa disso, no tecido do tempo que costurava, entrelaçou o 4 de Junho de 1148 com o 28 de Setembro de 1984. Grande confusão se gerou! Tudo se passou na avenida lisboeta Gago Coutinho, aquela que vai do Relógio ao Areeiro. Os automobilistas que circulavam só tiveram tempo de travar a fundo e buzinar, tentando desviar-se das carroças e dos burros e cavalos que parecia terem aparecido do nada, vindos da Idade Média e que ali passavam. Mas se fosse só isso! Havia tropa árabe à mistura, vinham cercar Lixbuna!. O chefe, Ali-bem-Yussuf também não percebia nada, apeou-se do cavalo, clamava pela misericórdia de Alá, ajoelhado no chão. Outro chefe das tropas, talvez mais esclarecido bradou: ‘Que ninguém se mexa!’ Mas o que teria acontecido? O inferno teria mudado de lugar? Alá estaria zangado? As feitiçarias cristãs estariam ativas ou era tudo uma loucura e brincadeira que os tornava cegos? Para complicar mais as coisas, o agente da PSP de serviço na Avenida, comunicou para a central o insólito que observava. Da central comunicaram para o governador civil e este para o ministro. Todas as forças de segurança entraram em acção. Cenário hilariante. Na mesma Avenida estavam as tropas de Ibn-el-Muffar, que vinham conquistar Lixbuna, as forças de segurança e toda a proteção civil, mais os automobilistas, teimosos e curiosos que tinham saído dos automóveis para apreciarem a situação. Até pensaram que eram filmagens para um anúncio publicitário ou filme! Os mouros decidiram preparar-se para o combate: formaram-se esquadrões, esperando que, se fosse algum encantamento, havia de passar. Quem queria passar com o seu camião TIR carregado de cervejas era Manuel Lopes e não esteve de modas: apanhou o primeiro calhau que viu e atirou-a que nem uma seta, cabendo da sorte da pedrada ao beduíno Mamud. Começou a guerra. O árabe fez um sinal, os archeiros apontaram os arcos e eis uma chuvada de setas. Os automobilistas apressaram-se a entrar nos automóveis. O Comissário Nunes não gostou da brincadeira (só havia canalha a desafiar a polícia!) e mandou correr tudo à bastonada até ao Areeiro. O mouro irritou-se, deu ordens aos seus homens que ficaram frente a frente com os soldados do comissário Nunes. Estes não estavam preparados para tal e ei-los a correr, refugiando-se em todos os sítios até na cervejaria Munique. Os blindados dos Ralis não chegaram a tempo e, com os camiões TIR, entupiram o trânsito. O capitão Soares largou as viaturas na Av. Dos E.U.A. e ficou atónito ao olhar para a Gago Coutinho! Foi acenando com um pano branco, se bem não fizesse, mal não faria; o mouro pensou o mesmo. De repente, Clio acordou. Desfez a confusão dos fios do tempo, tudo desapareceu e voltou à normalidade, os soldados aos quartéis, os mouros desistiram de Lixbuna, Clio ficou sem beber ‘ambrósia’ 400 anos! Para o que poderia ter sido, o castigo foi levezinho. Os jornais ainda hoje falam na insólita batalha. Querem saber mais? Leiam a estória e o livro….
Celeste Bruno- Assistente Operacional
ILUSTRAÇÕES dos "CONTO do MÊS"
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Conto do Mês
Seguem-se 3 ilustrações dos "Conto do Mês" (autoria do professor António Pereira). Mais uma vez a Núria Freitas, do 9ºC, (com duas ilustrações), e a Inês Costa, do 9ºG, nos presentearam, com a sua interpretação pictórica dos referidos contos. Estes trabalhos foram selecionados como os melhores e avaliados com nível 5, pela professora Dalila Ribeiro, de Educação Visual.
SEMANA DA LEITURA 2011
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Literacia
Balanço da Semana da Leitura 2011.
“Ler é alcançar novos horizontes” e foi este o nosso lema na semana da Leitura. Tendo como objectivos fomentar o interesse dos jovens da ESFD pela leitura e pelas diversas actividades que lhe estão relacionadas, teve lugar na nossa escola uma semana completamente dedicada aos hábitos literários recheada de actividades interessantes. Os pontos de interesse foram muitos, mas falando do 9ºE em particular, há que dizer que o empenho foi imenso. O nosso percurso iniciou-se com a representação de uma cena do “Auto da Barca do Inferno”, a cena do Sapateiro. Com cenários alusivos à obra e com as “nossas actrizes” bem caracterizadas, a representação correu de forma brilhante todas estiveram muito bem e os aplausos comprovam este facto. Tivemos ainda oportunidade de assistir às actividades elaboradas pelos nossos colegas do 9ºA e 9ºC, que também estiveram à altura da ocasião recitando vários poemas, individualmente, a pares ou em grupo. Da mesma forma, também alunas de outras nacionalidades recitaram poemas. Mesmo com algumas dificuldades, conseguiram transmitir as mensagens dos poemas para o público. É de salientar ainda a participação de dois alunos do 12º ano, recitando dois poemas de forma fantástica, deixando toda a sala boquiaberta. Para terminar, resta apenas dizer que é de louvar a existência deste tipo de iniciativas, que enriquecem o dia-a-dia de todos os alunos propondo actividades de grande interesse. Todas as pessoas envolvidas na realização deste evento, estão de parabéns!
António Farracho Nº4 9ºE
Filipa Martins Nº 12 9ºE
SEMANA DA LEITURA
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Literacia
Balanço da Semana da Leitura.
A Semana da Leitura é um evento dedicado à Língua Portuguesa que ocorre na nossa escola todos os anos, onde os alunos de vários anos e turmas se juntam para apresentar diversos trabalhos de forma a promover a leitura. Este ano, Semana da Leitura decorreu na segunda semana do mês de Março, entre os dias 14 e 18. Como é habitual, muitas turmas foram agrupadas na Sala de Reuniões, durante os vários dias da semana, onde foram realizadas diversas actividades, nomeadamente dramatizações, declamações de poemas, entre outros. A nossa turma (9ºE) foi reunida com as turmas do 9ºA e 9ºC, na Sexta-feira, no último dia da Semana da Leitura. A primeira actividade apresentada foi uma dramatização da cena V (Sapateiro) do Auto da Barca do Inferno, realizada pela nossa turma. Os cenários, cortesia do 9ºE, estavam muito criativos e bem pintados, onde estavam retratadas as duas Barcas. O teatro foi bem representado, com muito humor. Os alunos gostaram bastante desta e da outra dramatização realizada pelo 9ºC, a cena VII (Alcoviteira), também do Auto da Barca do Inferno. De seguida foram declamados muitos poemas pelas três turmas. Os alunos também responderam positivamente a esta actividade. As últimas duas declamações foram feitas por alunos do 12º ano, turma C5. Estes alunos eram sem dúvida alguma muito talentosos e desinibidos, motivando os presentes na sala para a poesia. No geral, acredito que todos os alunos passaram um bom bocado, o que contribui para a promoção de hábitos literários.
Marcelino Saramago Nº21 9ºE
Joseline Mendes Nº19 9ºE
04/04/2011
FOTOGRAFIA da SEMANA
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Literacia
Quando Jorge Amado escreveu O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, estava sentado numa janela da Lua, a olhar para estes telhados, varandas, sacadas, escadas entrelaçadas, a torre da Igreja, as sardinheiras floridas. Como estava longe, não conseguiu ver nenhum gato, nem nenhuma andorinha. Mas como a Lua (sobretudo quando está cheia, é mágica) disse-lhe que, embora não fossem visíveis, os animais tão antagónicos, mamífero e ave, estavam lá e até tinham nome. O gato, como se calcula não faz migrações, vai permanecendo por cá todos os dias, estiraçado ao sol, saltando de varanda em varanda, aproveitando o calor das escadas, até daqueles telhados que, apesar de não serem de zinco, são acolhedores do calor que os gatinhos tanto apreciam. Além disso, os telhados são um refúgio seguro quando os donos se zangam, quando algum cão os persegue ou quando sentem o cheiro apetitoso de um ratinho mais destemido e vem averiguar como está o tempo fora do esconderijo.Mas o Gato Malhado estava farto daqueles domínios, já sem segredos nem aventuras que o pudessem arrebitar.
Porém, há uma altura do ano com muitas novidades! Tal como agora, na primavera, tudo começa a nascer, a esbracejar na terra, a florir, a cheirar bem e chegam umas aves muito prazenteiras e destemidas que voam milhares de quilómetros para apreciarem tudo isto. Algumas conheciam aqueles telhados, aqueles beirais, aquela torre sineira, as chaminés, as melhores rotas da lama, dos mosquitos que um dia serviriam de alimento à sua descendência. Já eram clientes habituais. A propósito, chegaram ontem, de verdade, a 16 de março!
Havia uma, a Sinhá, que se travou de amores por uma bola de pelo felpudinho que, nos voos rasantes, apreciava nos voos do seu céu azul.
Não se esqueçam que o nosso autor ainda está sentado na lua, espreitando à janela e observa tudo. Se a situação já era estranha para ele (tinha-se esquecido como tinha ido parar tão longe de casa, Zélia devia estar preocupada….), resolveu voltar o mundo de pernas para o ar: a lua vinha para o chão e ele podia descer, os telhados ficaram encantados, o Malhado apaixonou-se pela Sinhá, as sardinheiras ficaram floridas eternamente, desapareceram os ferozes cães e os donos arreliados, o sino começou a tocar a Primavera de Vivaldi, as casas branquearam com o luar, o sol brilhava devagar para não secar a lama com que Sinhá faria sua casinha, apareceriam muitos mosquitinhos e insetos curiosos e até desejosos de serem o futuro menu dos biquitos da prole da Sinhá. Como tudo estava encantado e mágico, o mais improvável aconteceu: o Malhado, movido pelas asinhas do Cupido atreveu-se a voar qual Ícaro e ajudava Sinhá nas suas tarefas, esta emprestou a sabedoria e a aerodinâmica ao Malhado e ensinou-o a voar.
Já observaram que não se vêm pessoas? Assustaram-se, foram embora para uma terra normalzinha, sem luas no chão, com o sol no seu lugar e a brilhar da forma habitual.
E Jorge Amado?
Esse, que era o Malhado, desceu da Lua, foi ter com Zélia que era a Sinhá e ainda hoje se estão a rir das estórias que nos contaram!
Foto: Osvaldo Castanheira - Texto: Maria dos Anjos Fernandes
30/03/2011
JOSÉ LUÍS PEIXOTO
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Fotografia
JOSÉ LUÍS PEIXOTO VOLTA À FERREIRA….
Leitura de excertos de obras do autor.
Diálogo com o escritor.
27/03/2011
FOTOGRAFIA DA SEMANA
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Fotografia,
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Literacia
Então de que estávamos à espera?
Intacto, fica apenas o essencial. O belo arco, onde Gulliver já fez das suas num cenário dos liliputs. Tudo o resto está um caos. Valeu a D. Quixote o monte de terra para onde levou o seu jumento. Dali, (não é o Salvador…., é mesmo o sítio) tem uma vista privilegiada do Tejo que em Espanha já era seu, mas sem o encanto destas margens que levaram tantos Sanchos, não foi o Rei, já estava noutros domínios, coitado, mas os Panças, os espertos indigentes que se safaram de castigos, ou eram curiosos e partiram nas viagens de descoberta e navegaram para nos trazerem a canela e a pimenta. E depois o ouro, lá do Brasil, para que D. José, o verdadeiro cavaleiro do cavalo verde, que ninguém se atreveu a esconder, pudesse apreciar permanentemente o Tejo seu, a cidade bela de luz e, ao virar a cara, também apreciasse a cidade, com a esperança que o Marquês voltasse a pôr ordem e acelerasse obras que nenhum dos personagens desta estória mereciam.
Assim, quase tudo o que está escrito é mentira. A mentira dos marinheiros-ogres, dos moinhos de vento, dos Sanchos que não vieram ou partiram, de D. Quixote feito herói por Cervantes que não esteve em Lisboa e nunca viu ninfas nem Nereides da Ilha dos Amores. Só ficaram os Gulliveres, aqueles que conseguiram colocar e devolver, ao fim de muitos anos, o amarelo na Praça do Cais, chamada do Comércio, das belas Colunas, das pressas e dos encantos, dos encontros, dos olhares que já esqueceram o que talvez nunca vissem (só incomodava) e agora lá está D. José e a sua imponência, e o Marquês em linha recta, a conversarem, sobre Lisboa, sempre, sempre ‘Menina e Moça’!
Foto: Osvaldo Castanheira - Texto: Maria dos Anjos Fernandes
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