11/11/2012
09/11/2012
VER E ESCREVER
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Já ninguém mora
aqui. Agora só nos resta imaginar e ver através do outro lado do tempo, entrar
no passado. E assim, facilmente , vemos um palácio das mil e uma noites, com
seus donos e convidados numa festa, a
celebrar o equinócio da primavera. A orquestra, com harpas, címbalos, cítaras e
pianolas toca uma balada que celebra as cantigas de amigo. Damas e gentis
homens rodopiam no salão, vestidos a preceito, num barroco de folhos, fivelas e
cabeleiras. Uns estão compenetrados nos passos de dança, outros servem-se do
bailado para que mãos e olhos vão dizendo outras palavras que devem emudecer
lábios mas não calar falas de coração. Esta tarefa ou jogo de sedução não quer
perder a magia e tornar explícito o encanto do implícito. Aios e pajens
fardados a rigor esperam perfilados e ladeando o salão, quase petrificados com
tanta beleza pensando se, caso ali estivesse, com quem dançaria a Cinderela.
Outras Cinderelas suspiram de alívio: umas porque o minuete acabou e se livram
do seu par algo bafiento, de mãos suadas e atrevidas; outras suspiram na
tristeza pela rapidez da música agora finda, a meio do encanto com que seu par,
garboso fidalgo/mancebo as encantou. São quase Cinderelas e quase ficam Mouras
Encantadas. Gostamos de ver este salão com estes personagens. Ao longe parecem
perfeitos hologramas que ali estão para nosso deleite e, a qualquer momento,
podem ficar suspensos num hiato temporal para fantasmas futuros serem. Num
outro tempo, chegaram o abandono, as intempéries, os vendavais que também
passaram por este monte. Reina o silêncio. O céu requisitou nuvens plúmbeas que
acautelam as ruínas do palácio que já foi e onde apenas as árvores verdes
continuam os ciclos da natureza. Chegam outros olhos para olharem o que restou.
Os passos ficam atrás do tempo, só os ouvidos atentos percebem, ao longe, o
toque de uma orquestra. Então, de repente, chegam até outros olhos espetros de
bailarinos que rodopiam suspensos em si próprios. E, quem olha e vê, conclui
que chegou ao presente de um idílico tempo passado, sempre irrepetível e sempre
ausente.
Foto de Osvaldo Castanheira
Texto de Maria dos Anjos Fernandes
01/11/2012
ATREVE-TE A LER
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ATREVE-TE
A LER!
A Obra que a Biblioteca
Escolar sugere que leias no mês de NOVEMBRO é:
A QUEDA DUM ANJO
de
CAMILO CASTELO BRANCO

Escreve uma Crónica/Apreciação Crítica sobre a tua leitura da Obra. Entrega
na BE.
O melhor texto será premiado.
A EQUIPA DA BE
(Carlos Cotter, Graça
Machaqueiro, Mª dos Anjos Fernandes, Mª Piedade Carvalho)
ESCRITORES DE NOVEMBRO
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José
Maria Eça de Queirós
José Maria Eça de Queirós nasceu na Póvoa
do Varzim em 25 de Novembro de 1845. Curiosamente (e escandalosamente para
aquela época), foi registado como filho de José Maria d`Almeida de Teixeira de
Queirós e de mãe ilegítima.
O seu nascimento foi fruto de uma relação
ilegítima entre D. Carolina Augusta Pereira de Eça e do então delegado da
comarca José Maria d`Almeida de Teixeira de Queirós. D. Carolina Augusta fugiu
de casa para que a sua criança nascesse afastada do escândalo da ilegitimidade.
O pequeno Eça foi levado para casa de sua
madrinha, em Vila do Conde, onde permaneceu até aos quatro anos. Em 1849, os
pais do escritor legitimaram a sua situação, contraindo matrimónio. Eça foi
então levado para casa dos seus avós paternos, em Aveiro, onde permaneceu até
aos dez anos. Só então se juntou aos seus pais, vivendo com eles no Porto, onde
efetuou os seus estudos secundários.
Em 1861, matriculou-se na Faculdade de
Direito da Universidade de Coimbra. Aqui, juntou-se ao famoso grupo académico
da Escola de Coimbra que, em 1865, se insurgiu contra o grupo de escritores de
Lisboa, a apelidada Escola do Elogio Mútuo.
Esta revolta dos estudantes de Coimbra é
considerada como a semente do realismo em Portugal.
Pedro Salinas y Serrano
27 de Novembro de 1891, Madrid - 04 de
dezembro de 1951, Boston ) foi um
poeta espanhol e
membro da Geração de 27. Ele
também era um estudioso e crítico da literatura espanhola , Tendo ensinado em universidades da
Espanha, Inglaterra e Estados Unidos.
Pedro Salinas é considerado um dos principais poetas do movimento
literário espanhol, a Geração de 27, que inclui Federico Garcia Lorca, Rafael
Alberti, Luis Cernuda, Emilio Prados, Vicente Aleixandre e outros.
O seu pai morreu quando ele era criança. Quando jovem em Madrid, Salinas
desenvolveu grande interesse em vários temas, incluindo o direito, filosofia e escrita.
Lecionou na Sorbonne (Paris) 1914-1917. Lá,
desenvolveu uma paixão pela obra de Marcel Proust, traduzindo os dois primeiros volumes e
parte do terceiro, “Em Busca do Tempo Perdido”, em espanhol.
FRASE DO MÊS
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novembro
A verdade é tão obscura nestes tempos, e a falsidade
assim estabelecida, que, a menos que nós amemos a verdade, não a poderemos
saber.
23/10/2012
19/10/2012
18/10/2012
MARATONA DA LEITURA
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10/10/2012
DIA do PATRONO
DIA DO PATRONO
11 DE OUTUBRO
11 DE OUTUBRO
JOSÉ DO NASCIMENTO
FERREIRA DIAS JÚNIOR
Nasce em 11 de outubro de 1900 e morre em 19 de novembro de
1966.
É o Patrono da nossa escola, que tem o seu nome.
Homem de obra feita, foi também um coração generoso, de
sensibilidade ímpar, de entusiasmo e inteligência.
Lúcido e trabalhador, de genial exceção.
Destacou-se em três domínios fundamentais: na intervenção
política, na economia e no ensino, mas a faceta dominante foi sempre a de
Professor.
Em 1924 conclui o curso de Engenheiro Eletrotécnico e de
Máquinas no Instituto Superior Técnico.
Em 1936 é nomeado Presidente da Junta de Eletrificação
Nacional.
É o primeiro Vice Presidente da Câmara Corporativa.
Foi Subsecretário de Estado do Comércio e da Indústria.
Foi Ministro da Economia.
Quando a Escola
Industrial e Comercial de Sintra foi criada, Ferreira Dias era Ministro da
Economia e Secretário de Estado do Comércio e Indústria. Foi um dos responsáveis governamentais pela abertura desta escola
que, em homenagem, adotou o seu nome, elegendo-o como Patrono.
Ferreira Dias entusiasmava-se com o progredir do conhecimento
científico e das tecnologias.
Apesar da sua aparência austera, o Professor Ferreira Dias
era uma pessoa alegre, capaz de
desdramatizar e aligeirar situações.
09/10/2012
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