10/01/2012

Crónica premiada do concurso "Atreve-te a Ler"


Título da obra: Bichos
Autor: Miguel Torga
Apreciação crítica desta obra:
Antes de expor a minha apreciação sobre este livro, vou fazer uma breve referência ao autor.
Miguel Torga nasceu a 12 de agosto de 1907 em S. Martinho da Anta, Trás-os-Montes, e faleceu a 17 de janeiro de 1995, em Coimbra. O seu verdadeiro nome é Adolfo Correia da Rocha e Miguel Torga é o seu pseudónimo literário pelo qual ficou conhecido.
Destacou-se como poeta, contista, memorialista, mas escreveu também romances, peças de teatro e ensaios.
Algumas das obras deste aclamado autor são: Os Contos da Montanha, Diário, Rampa, entre outras.
Como prova da grandiosidade de Miguel Torga temos a tradução dos seus livros em diversas línguas.
As obras de Miguel Torga são consideradas de carácter humanista, uma vez que nelas só a Humanidade é digna de louvores. No entanto, na obra Bichos não é isso o que acontece; aí, Miguel Torga apresenta indiferenciadamente homens e animais, unidos por características semelhantes, colocando, assim, todos no mesmo patamar.
A ideia principal deste livro centra-se numa contradição entre a vida e a cultura de uma sociedade, através da apresentação de animais com sentimentos humanos e vice-versa, numa irmandade entre homens e animais.
Este livro sensibiliza bastante o leitor para a reflexão sobre certos comportamentos humanos na interação com os animais, e, por vezes, essas atitudes não são as mais corretas.
Apenas no conto "Jesus" é que podemos encontrar sentimentos mais ténues da essência humana como a felicidade, o amor, a pureza e o respeito.
No decurso da leitura deste livro e chegando ao último conto, "Vicente", é que nos apercebemos como os animais, por vezes, perdem a sua liberdade devido às atrocidades humanas.
Valeu a pena ler esta obra porque me fez refletir sobre os meus comportamentos para com o meu animal de estimação.
E, apesar de e maioria dos contos ter um final triste, por acabarem em mortes, abandonos, torturas e outros finais trágicos, aconselho, na mesma, a leitura desta obra, pois faz-nos refletir sobre determinadas atitudes a que, por vezes, nem damos importância.

Trabalho realizado por:
Emilie Daio, 13, 10º C2
dezembro de 2011
À autora, os parabéns de toda a equipa de Biblioteca Escolar.

Postado por Carlos Cotter

07/01/2012

FOTOGRAFIA da SEMANA



Este vestido é tão lindo ou emblemático que merece estar sem corpo. Segura-se sozinho, o corpo que vestiu não está lá mas ainda lhe dá o suporte das formas, da elegância, da cerimónia em que foram juntos: o vestido e o corpo dela.
Foi num baile de gala, em Viena, para dançar nos Salões de Sissi.
Foi no baile da Rosa, sem Grace, mas junto à triste e bela Carolina.
Foi num jantar na Ajuda, com embaixadores a elogiarem o estilismo nacional….
Foi no Moulin Rouge, num espetáculo de Can-Can que ele ofereceu a ela e a pediu em casamento (ela aceitou….).
Foi num jantar romântico, com som de violinos, e o vestido despiu-se sem se despedir dela…
Foi em Casablanca, quando o vestido e Ilsa (Ingrid Bergman) dançaram com Rick (Humphrey Bogart), ao som de ‘As time goes by’.
Mas isto é tudo uma grande metáfora para exercitar a nossa imaginação.
É que este vestido é o tal: Ícone que vestiu a fadista do FADO – português - , elevado Património Imaterial da Humanidade.

Então, vestimos o vestido?

Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes










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02/01/2012

FOTOGRAFIA da SEMANA


Na Bíblia é-nos dado um conselho tão simples, quanto sábio – divinamente: “Se tiveres olhos vê, se não puderes ver, repara.”

Não sei qual o preferível:
-  Se ser a suposta Mãe que dá a ver a lista quase infindável  de explicações e motivos que representaram uma Guerra Mundial que dizimou milhões de corações a bater e corpos torturados e mortos, se ser o suposto filho que só pode ainda reparar naquela imensidão de frases, sem poder ainda perceber a dimensão horrenda da barbárie.
Quase podemos ouvir as explicações pedagógicas da Mãe.
Não será difícil aceitar apenas uma leitura simples, pautada aqui e ali, por alguma explicação mais realista. Mas só isto já é terrível, não haverá tempo no passeio para falar da insanidade dos senhores de braço estendido, dos medos de Anne Frank, na desobediência audaciosa de Aristides de Sousa Mendes, numa cruz suástica bem explicadinha….
Quase podemos ouvir os ‘Ah!’ do menino, filho aprendiz da memória dos horrores. Talvez na sua imaginação vá pensando: “que bom  eu ainda não ter nascido, que bom só ouvir falar a Mãe, que bom apenas saber que houve outros meninos com outros nomes que estiveram lá e agora já não estão aqui, e eu não sei muito bem porque lhe fizeram mal”. Mas fico triste.
Porquê Mãe? Também não sei muito bem Mãe, porque estas palavras que falam da Guerra (Como é uma Guerra Mãe? Os filhos ficam sem pais ou são os pais que ficam sem filhos?), têm de ser arte e porque estas explicações se chamam ‘A Arte da Guerra’!
É a brincar Mãe?

Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes

11/12/2011

FOTOGRAFIA da SEMANA


Às vezes a solidão tem rosto e forma. Também tem contexto e estórias. Às vezes a solidão pode lembrar-nos, de forma tão triste quanto real, a nossa incapacidade em transformá-la. Qual será a cor da solidão? Parece estar sol, vemos o colorido da camisola, do verde das árvores que beijam o azul celeste, vemos as telhas que abrigaram outros telhados em tempo de vendavais e depois…. vemos a obrigação de parar por ali. Parar de sorrir, parar de passar, parar de sonhar. Parar. Esperar. Solidão, vazio que enche o espaço de coisa nenhuma. Solidão, ausência de sons. Solidão, solitária espera de ninguém. Solidão, bengala muda que só ampara. Solidão no olhar, solidão no estar. Solidão de sol nas gripes de inverno. Solidão de passos, solidão de estórias, solidão sem cor, solidão de dor. 

Foto: Osvaldo Castanheira 
Texto: Maria dos Anjos Fernandes







03/12/2011

FOTOGRAFIA da SEMANA


Na Negra Praça que não está lá, existe uma mulher que não se vê, nem dela se tem qualquer perspetiva. 
Na Negra Praça está um andróide vindo do espaço e regressa ao passado para nos olhar. 
Na Negra Praça podemos ver o espelho que estilhaçou e nesta caixa de letras se transformou. 
A Negra Praça é um jornal de vidro, cheiinho de letras e nos confronta com aquilo que se não lê. 
Na Negra Praça estamos todos nós, perdidos num espaço cúbico e fechado. 
A Negra Praça é a morada da humanidade, estás tu e eu e Madre Teresa e Lady Di e Picasso e Delacroix e David Hume, também Dali. Já partiu Freud das ‘esquisitices’ e James Joyce foi a Paris. Simone namorou lá Sartre e Alexandre Magno inventou batalhas. E vieram tribos, ciganos e nómadas, astecas e maias, todos lá ficaram. 
E a Negra Praça encheu-se de gente que nunca lá esteve, porque não podia. 
Num jornal de vidro só cabem fantasmas e notícias cruas de obituários. 
Nesta Negra Praça tão transparente, cabe a humanidade, tu e eu e eles e toda a gente….

Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos  Fernandes

27/11/2011

FOTOGRAFIA da SEMANA


Este cinzento é triste. É triste na água metálica, é triste na falésia arenosa, é triste nas margens, é triste nos passos que ficaram. 
Foi este o caminho que fez a menina que visitava a avó com a sua merendinha. 
Não pensava ela haver outros, lobos que inventaram maus, e a perseguiam. 
E seguiu em frente, chamando a avozinha muito doentinha, para lhe dar a sua merendinha.
Coitadinha da avozinha. 
Coitadinha da menina. 
Nem imaginava que lobos havia e que falavam, e por praias andavam. 
Cumpriu a tarefa. 
Estranhou a doença da pobre avozinha que nem sequer queria a tal merendinha. 
Quis voltar para casa pelo mesmo caminho, mas deparou com maré tão alta que inundava os passos do seu destino. 
Voltou para trás, perdida e sem rumo, andando em círculos com a sua cestinha. Fugia dos lobos, inventava afetos e calava os gritos. 
Correu no cinzento como em pradaria, não havia nada e ninguém ouvia. 
Renasceu a avozinha. 
Caminhou a menina sozinha na praia. 
Não se matam lobos na nossa magia.

Foto: Osvaldo Castanheira   -   Texto: Maria dos Anjos Fernandes

20/11/2011

FOTOGRAFIA da SEMANA


Olhamos e vemos estas portas geométricas que parecem cortar o céu para encaixar o mundo! 
Se olharmos bem, vemos que as portas têm a forma de corações, são “ELE” e “ELA” que ao jardim foram passear e por ali ficaram a contemplar. 
Se olharmos bem, ELE e ELA estão de mãos dadas e a conversar. 
Se ouvirmos bem, percebemos que os silêncios naquilo que não dizem são os melhores sons. Sons que ecoam nos corações d’ELE e d’ELA. 
Sons que fazem as flores florescerem e transformam nuvens em carneirinhos que nós, deitados no escuro, imaginamos e contamos – sonhando, para adormecer.

Foto: Osvaldo Castanheira   -   Texto: Maria dos Anjos Fernandes

15/11/2011

25 anos da A.P.E.E. da E.S.Ferreira Dias

Decorreu no passado dia 10 de novembro, a cerimónia comemorativa dos 25 anos da APEE (Associação de Pais e Encarregados de Educação) da Escola Secundária com 3º ciclo de Ferreira Dias.
A cerimónia foi dirigida pelo seu presidente, Sr. Álvaro Silva, tendo na mesa várias entidades oficiais e representativas da comunidade educativa, entre as quais, o Diretor Adjunto da DRELVT, o Vice-presidente da Câmara Municipal de Sintra e vários membros da Divisão de Educação. Estiveram presentes Presidentes das Juntas de Freguesia da área geográfica da Escola e também o Secretário-Geral da FENPROF.
Para além dos discursos e da homenagem a alguns funcionários de ação educativa, administrativos e professores, a cerimónia teve outros dois pontos altos; nomeadamente, a entrega do prémio de mérito à melhor aluna da Escola no ano letivo transato, com uma média final de 19,4 valores, e a homenagem ao funcionário João Alves através da sua viúva. Para além do simbolismo da cerimónia, é de destacar a inter-relação entre a escola e comunidade, em que todos aprendemos, ensinamos e ensinamos a aprender.






12/11/2011

FOTOGRAFIA da SEMANA


Nada existe de seguro nesta vida. Nadapermanece. A lei da química, que Lavoisier nos deixou leva-nos a entender asubversão da matéria que não está nos sítios certos porque terrena, de repente,se põe a navegar.
Transforma-se, é, e deixa de ser.
Supomos velhinhos discos de vinil que umqualquer dono, num qualquer dia, decidiu silenciar, pensando com eles construirpontes para outras margens. Margens do absurdo, poluindo águas que cantam aosol e embelezam margens. E barquinhos vão os barquinhos que não são.
Jánão tocam, não se ouvem, não se dançam, não encantam ….

Foto: Osvaldo Castanheira - Texto: Maria dos Anjos Fernandes

Semana da CIÊNCIA & TECNOLOGIA 2011

PROGRAMA:

Dia 21 de novembro:


Hora

Título da Palestra

Palestrante

10.00

A importância das refeições na ação da insulina



Professor Doutor Ricardo Afonso

Faculdade de Ciências Médicas – Universidade Nova de Lisboa

Ex – aluno da Ferreira

11.45


A Química Verde e o Ano Internacional da Química



Professora Doutora
                Cristina Galacho

Departamento de Química da Universidade de Évora e Centro de Química de Évora

Ex – aluna da Ferreira
 15.00


Os Foraminíferos e a evolução do clima: a revelação!.. (- Os foramini-quê?... - deixa lá, depois vais perceber)




Professor Doutor Francisco Fatela

Departamento de Geologia – Faculdade de Ciências de Lisboa

Dia 22 de novembro:
   10.00
A terra vista do espaço: do pomar à laranjeira



Professora Doutora

Ana Paula Falcão

Instituto Superior Técnico
  15.00


Membranas biológicas como alvos terapêuticos



Professor Doutor Nuno Santos

Diretor da Unidade de Biomembranas do Instituto Medicina Molecular- Faculdade de Medicina de Lisboa Ex – aluno da Ferreira


Dia 23 de novembro:


   10.00


Raios Cósmicos: um olhar sobre o Universo...




Professor Doutor Fernando Barão
Instituto Superior Técnico – Laboratório Instrumentação e Física Experimental de Partículas
Ex-aluno da Ferreira



15.15

17.00







Energia Nuclear: presente e futuro




Doutor Bruno Gonçalves



Instituto Plasmas e Fusão Nuclear - Instituto Superior Técnico


Dia 25 de novembro:









9.00



12.30


Dança Robótica



“Biodiversidade em Perigo”


Campeões do Mundiais 2011

“Dance Challenge”



Agrupamento de Escolas Ribeiro de Carvalho



25









15.00



Será que o Caixeiro Viajante morreu?



Professor Doutor João Telhada

Departamento de Estatística e Investigação Operacional – Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

19.00

Observação noturna

Doutor Carlos Bernardino

Colégio Manuel Bernardes




Dia 28 de novembro:





10.00

À volta da fogueira



Doutora Ana Marta Paz

Doutorada em Engenharia Energética e do Ambiente pela Mälardalen University, Västerås, Suécia –

Ex – aluna da Ferreira



11.45


 
Porque Cooperamos?


Dos Átomos Sociais à Física do Bem e do Mal



Doutor Francisco Santos

Departamento de Informática da Universidade Nova de Lisboa e membro do grupo de Aplicações de Física Teórica, no Instituto para a Investigação Interdisciplinar da Universidade de Lisboa.



Ex – aluno da Ferreira




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EXPOSIÇÃO : A VIDA E OBRA DE RÓMULO DE CARVALHO / ANTÓNIO GEDEÃO

BIBLIOTECA DA ESCOLA SECUNDÁRIA FERREIRA DIAS

21 a 28 novembro





EXPOSIÇÃO ANO INTERNACIONAL DA QUÍMICA – OS 100 ÚLTIMOS ANOS DA QUÍMICA

PÁTIO DOS AMENDOINS

21 a 28 de novembro



ENIGMAS E PUZLES – MATEMÁTICA

LABORATÓRIO DE MATEMÁTICA

21 a 28 de novembro



Semana da CIÊNCIA & TECNOLOGIA 2011

CARTAZ da SEMANA

11/11/2011

CONTO DO MÊS

Porque na Ferreira não queremos que te/lhe falte nada!

Insatisfações…

        Ali estava, de olhos fechados, deitado de costas, sobre uma enorme toalha vermelha.               
       O som rouco das ondas abafava os gritos estridentes das gaivotas que passavam. O sol descia a pique do azul seco do céu e, implacável, impregnava-se em tudo o que estivesse ao alcance dos seus dedos escaldantes.               
        Indiferente a tudo, o homem não se revia na vida perfeita que tinha: uma esposa linda e amantíssima e dois filhos (“Um casalinho!”, diziam os avós) que seriam o sonho de qualquer pai ou mãe.               
        Quadro superior numa empresa prestigiada, tinha o conforto que a vida só dá aos privilegiados. Nada podia explicar o negrume que se lhe instalara na alma, dia a dia mais intenso, todos os dias mais irreversível.              
        Era óbvia a dificuldade com que respirava. Cada sopro de ar morno que lhe saía penosamente das narinas dilatadas e febris arrastava consigo, como uma enchurrada incontrolável, o que ainda lhe restava de uma muito ténue vontade de viver…               
        Só pensava no nada que era a sua vida, cultivando obsessivamente a mesma fantasia: diluir-se, lenta mas inexoravelmente, na atmosfera até se apagar completamente, sem deixar vestígios da sua existência. Que bom seria sair da vida de mansinho, quase distraidamente, sem ninguém se aperceber, apagado da realidade por uma borracha invisível!               
        No dia seguinte apanhou o comboio em Campolide. Nada o distinguia dos outros passageiros. Quando o comboio começou a atravessar a ponte, os seus olhos fixaram-se nas mensagens do visor luminoso, ao fundo da carruagem. Primeiro, “Destino: desconhecido”; a seguir, “00h00 horas. Temperatura exterior: indeterminada”; finalmente, “Próxima paragem: sem paragens”.         Excluindo o facto de ser efetivamente meia-noite, tudo o resto era muito estranho para aquele dia de um mês de setembro anormalmente quente.         Ao entrar no túnel, mesmo antes de chegar à estação do Pragal, sentiu o trepidar ruidoso da carruagem e um aumento inexplicável e vertiginoso aumento da velocidade. Foi atirado violentamente contra o banco, sentindo uma dor insuportável nos ouvidos. Um após outro, sentiu, impávido, todos os órgãos a soltarem-se dentro corpo. Nem dor, nem gritos, nem gemidos. Nada. Apenas uma enorme sensação de alívio…               
       Perdeu a noção do espaço e do tempo mesmo antes se desintegrar, transformando-se em milhões de ínfimas partículas, disparadas, como uma poeira informe, em direção ao firmamento estrelado pelo buraco deixado pela janela da carruagem.               
        O dia nasceu particularmente bonito. O sol assumiu com determinação o seu papel de iluminador e começou a acariciar mornamente o extenso areal…        Um bago de areia, enrolado nas ondas, atirado impiedosamente em todas as direções, sobrevivia graças ao sonho que lhe alimentava a alma: ser um homem, deitado de costas, sobre uma enorme toalha vermelha…

Prof. António Pereira

Este e outros contos em: http://contos-e-mais-contos.blogspot.com

SÃO MARTINHO


06/11/2011

FOTOGRAFIA DA SEMANA


Iemanjá, como deusa sincrónica da união entre terra e mar, zela por estes barquinhos.

Um dia um português, poeta visionário e sonhador, decidiu dizer “Venham mais cinco…”.
Iemanjá não se importaria. Senhora dos mares, sonharia dar vida ao cimo das águas, porque as profundezas pertencem a outros deuses, quiçá mais tenebrosos e temíveis.
Mas Iemanjá também é poeta e vive nos sonhos, comanda-nos a vida a partir deles, faz-nos felizes quando acreditamos que vela por nós, nas nossas uniões de seres algo anfíbios que ao mar vamos, terras descobrimos, do mar vimos e para terra voltamos.
Foi há muito tempo, iam mais que cinco, e cinco não vinham ou cinco voltavam ou esquecidos, cinco ficavam.
Por isso o poeta, sonhador real, invocou a deusa, em Pã se tornou e a cantiga/música para nós ficou.

Foto: Osvaldo Castanheira - Texto: Maria dos anjos Fernandes

03/11/2011

ATREVE-TE A LER


Obra que a Biblioteca Escolar sugere que leias no mês de novembro é:

Bichos
Miguel Torga


Escreve uma Crónica/Apreciação Crítica sobre a tua leitura da Obra.
Entrega na BE. O melhor texto será premiado.
A  EQUIPA DA BE ( Carlos Cotter,  Graça Machaqueiro, Mª Emília Miranda, Mª dos Anjos Fernandes, Mª Piedade Carvalho)

25/10/2011

FOTOGRAFIA DA SEMANA (parte II)


E FORAM FELIZES PARA SEMPRE….



Supõe-se sempre que palácios e castelos pertencem ao mundo de encantar, onde as fadas mágicas descansam do seu bem fazer e, em cujas paredes de duras e intransponíveis pedras, esbarram as bruxas más quando perseguem príncipes e princesas.

Neste castelo, que é palácio e casa e lar, condomínio fechado, lá estão eles. Todos e todas. E um príncipe e uma princesa, sozinhos, ouvem-se ao longe. Cantam canções de embalar. Embalam a vida, embalam as pedras. E o vento embala as árvores, que embala o castelo, que embala os príncipes.

E os príncipes esperam os príncipes que um dia os hão-de embalar.

E para sempre felizes hão-de ficar.




Foto: Osvaldo Castanheira - Texro: Maria dos Anjos Fernandes

24/10/2011

TRABALHO DE ALUNOS SOBRE VIH/SIDA


Este foi um trabalho realizado por alunos do 12º C2, no âmbito da Área de Projeto, sob a orientação da professora Luísa Ramos, no ano letivo 201/2011.

19/10/2011

ETerna Biblioteca - 9.º Encontro

ETerna Biblioteca - 9.º Encontro de Professores e
Educadores do Concelho de Sintra sobre
Bibliotecas Escolares





Palácio de Valenças, 4 e 5 de novembro



Informações e inscrições: Departamento de Educação, Tel. 219236130; Fax. 219236152; ded@cm-sintra.pt



Programa disponível em www.cm-sintra.pt e no post anterior.