Postado por Carlos Cotter
14/04/2012
12/04/2012
Trabalho do 7º ano, turma B
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Da autoria das alunas Beatriz Amaro, Mafalda Pereira e Maria João, sobre a obra de Luís Sepúlveda, "História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar".
Postado por Carlos Cotter
19/03/2012
FOTOGRAFIA da SEMANA
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G. Orwell,
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“Guerra é Paz,
Liberdade é Escravidão, Ignorância é Força”, as palavras de ordem inscritas no
Ministério da Verdade, que vinham várias vezes à lembrança de Winston em ‘1984’, de G. Orwell, podiam ser
as palavras pensadas por este solitário a quem tamanha missão deram.
Missão de aplanar o
mar! Como se este pudesse transformar-se em chão sólido, já que estradas
líquidas nele existem! Este homem está só com a sua máquina, no estranho
labirinto interior em que se transformou esta imensidão de areia lisa de coisa
nenhuma. Diz a canção que o mar, quando bate na areia desmaia, mas tantos
desmaios constantes já teriam levado à não-existência e, nem mar nem praia
existiriam, se apenas canção a canção não fosse.
Não, este homem não
leu Orwell, este homem nem sabe cantar, este homem sabe apenas a tarefa que lhe
deram, sem a compreender, sabe também que o mar há de voltar e areia trazer e
areia levar. Como este homem e esta máquina, enormes na sua insignificância,
assim estamos todos, perante a incongruência verídica do slogan no Ministério
da Verdade: a Paz do mar que caminhos deu pode ser a guerra dos homens; a
Liberdade das ondas que altas enrolam vai trazer a escravidão das máquinas mas
a Ignorância que permite ver não pode esconder a força de tudo querer.
Há mar e mar…. há ir e
voltar…. E o poder para tudo isto ser?
O poder? Esse, diria
Winston, esse vem de Deus!
Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes
Postado por Carlos Cotter
10/03/2012
FOTOGRAFIA da SEMANA
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Experimentemos
duas possibilidades para visualizarmos esta imagem que, por ser imagem,
estática está.
Pensemos
observá-la na margem oposta do lago. Veremos pessoas numa combinação perfeita
de momentos, quiçá descritos por Thomas Mann na sua Montanha Mágica em que o
espírito e a natureza andam a par com a saúde e a doença, numa primavera ou
verão alpinos, fazendo do tempo da espera de desfechos quase sempre
previsíveis, um tempo de ilusões para projetar o futuro que é sempre um tempo
inexistente porque, quando lá chegamos, é sempre o presente que se transforma
impreterivelmente em passado.
Mas a
quietude do lago e das árvores, onde não observamos ventanias nem as
tempestades interiores, abraça a serenidade postural de quem observamos e a nós
não vê porque não estamos lá. Mesmo que estivéssemos, teríamos olhos de
silêncio, atentos apenas ao essencial. E este essencial deslumbraria pela
perfeição de momentos irrepetíveis entre Homem e Natureza.
Podemos
supor que estamos no lado oposto e observamos tudo o que à nossa frente está,
coincidente com quem está e nos volta as costas. Então, surge-nos a analogia
com os Buendía que G. Garcia Márquez nos leva a supor viverem em Macondo, terra
dos cem anos de solidão. Ali estão eles, todos os ‘José Arcádio’, todos os
‘Aureliano’, todos os ‘Melquíades’, todas as ‘Úrsula’, todas as ‘Amaranta’ de
costas para o exterior de si próprios, acreditando que aqueles bancos e árvores
parados no tempo e no espaço são a sua casa abençoada, que é naquele lago que
está a possibilidade alquímica de ouro obter.
Mais
importante que o ouro será o encontro que determina o fim da procura: cada um
se pode rever num lago – espelho onde passado, presente e futuro coexistem na
visão hedonista em que pode existir um elixir permanente de ser. Ser com o
Outro, de Si e Para Si!
Eis o
Santo Graal de cada um de nós.
Não o
procuremos.
Se
quisermos, encontramo-lo no pensar e no ser que vamos sendo.
Basta
que não tenhamos pressa e nos sentemos num qualquer lugar assim, imaginando que
chegamos ao Paraíso.
Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes
Postado por Carlos Cotter
05/03/2012
04/03/2012
FOTOGRAFIA da SEMANA
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A
dimensão onírica que é conveniente termos, leva-nos a reinos do imaginário que
criamos ou que interpretamos.
Nem
sempre é fácil sairmos do paradigma do pensamento muito racional, estereotipado
em símbolos e determinado por mais ou menos preconceitos e modelos
interpretativos da realidade.
A
tecnocracia e o pragmatismo estão na ordem do dia e vão relegando para os
confins da ‘Terra do Nunca’ algum assomo de diferença.
Não
obstante, a imaginação, o insólito, o improvável, surgem.
Se
olharmos bem a beleza aparece perante nós, se quisermos colocar em ação o
essencial da essência que somos: seres de cinco sentidos funcionais e
estruturantes do real; mas seres que têm também inúmeras possibilidades de
cumprir a dignidade da humanidade com que este mundo nos recebe e nele mantém.
É nessa perspetiva que podemos ambicionar ir para além do tempo calendarizado e
do espaço delimitado que nos acolhem. Se conhecemos e pensamos, também sentimos,
temos afetos e experimentamos emoções; atrevemo-nos a imaginar. Podem ser
subtis as diferenças com que vemos e estamos no Mundo mas, qual passo de
Armstrong ou um pequeno ovo de Colombo, podem modificar o Cosmos e a nós
próprios, na realidade construída.
Não
estranhemos pois este Livro que de madeira parece, assente na representação
esférica do Mundo que o sustém.
Pensando
bem, o Mundo tudo comporta. No limite, aceitemos o instante zero da explosão
inicial e a libertação máxima de energia que tudo já continha, que a tudo deu
origem e que de novo tudo incorpora e transforma. Já comportava este Livro!
Ah, o
melhor de tudo é aceitarmos que também lá estávamos como homo-sapiens-demens
com a nossa capacidade demiúrgica e única de criação que nos faz pensar que, se
das árvores é feito o papel, por que não o papel ser árvore transformada em
Livro, para nele se escreverem estórias, recados, momentos, desenhar corações
que Cupido manda terem setinhas certeiras ao coração do Outro?
Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes
Postado por Carlos Cotter
01/03/2012
Livro do mês de Fevereiro: Alma de Manuel Alegre
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Livro do mês de Fevereiro: Alma de Manuel Alegre
Parabéns aos aurores da crónica vencedora:
10ºE Grupo IV Andreia Dias, Carla Coutinho, Inês Miranda e Inês Barata
Parabéns aos aurores da crónica vencedora:
Alma, de Manuel Alegre
“Ao longo de 174 páginas, Manuel Alegre faz desfilar diante dos nossos olhos as recordações de infância de um menino chamado Duarte de Faria. Os sons e costumes da aldeia, os jogos de futebol nas tardes de Domingo, a política, a família, a escola, as brincadeiras, as descobertas próprias da idade. O dia a dia na pacata aldeia de Alma, em plena época de Estado Novo.” Isabel Maia
Durante o ato de ler, o excesso de pormenores, salvo raras exceções, encaminha a leitura a tornar-se um procedimento maçudo e conduziria, consequentemente, à desmotivação do leitor. No entanto, de forma incrivelmente espantosa, Manuel Alegre corta, com uma espécie de tesoura inalcançável ao toque, esses momentos aborrecidos de descrições rigorosas, introduzindo passagens mais cómicas e que encorajam a travessia das quase duas centenas de páginas que constituem Alma. Impressiona a serenidade com que o autor relata acontecimentos respeitantes à sua própria vida, relativamente à qual seria de esperar que este possuísse certos constrangimentos. Ao invés, o autor partilha essas vivências de forma descontraída, sem hesitação.
A palavra que confere título à obra é tão suave quanto a leitura da mesma. As palavras dão a sensação que estão untadas com qualquer óleo que as faz escorregar pelos nossos olhos. É, então, importante avisar o leitor que é um risco de grande magnitude ler Alma, que é tal qual as tão míticas plantas carnívoras que, quando o invasor tenta escapar por entre as suas pétalas, aparentemente inofensivas, o prendem de forma furiosa, e é assim que à combinação de palavras se submete o leitor que bem tenta controlar, bem tenta cerrar o livro, mas acontece que a obra não o permite sem antes deliciar quem o tenta encerrar com mais umas palavrinhas, como se estivesse a implorar para que não a deixem encostada numa qualquer prateleira coberta de pó, como se estivesse a tentar conquistar o leitor, e a pedir: lê-me.
As palavras de Isabel Maia exprimem o conteúdo do livro que é, além de um romance autobiográfico, um importante documento histórico que retrata a realidade do Estado Novo, as dificuldades inerentes à vivência na década de 40. Todos os conflitos de que ouvimos ocasionalmente falar e que nos custa a crer que assim foram, que se fizeram guerras, que sangue inocente foi derramado, estão aqui documentados, sob uma perspetiva bastante diferente da que nos é apresentada pelos manuais de história, pelos museus. De entre os acontecimentos lembrados, destacam-se a oposição entre os republicanos e os monárquicos, a guerra civil espanhola, a segunda guerra mundial e as vitórias dos aliados. Ganham enorme relevo, durante a narração, a crença cega na religião, o medo da morte e os terrores supersticiosos que amedrontavam a população daqueles tempos.
Manuel Alegre transmite as suas vivências pela voz de Duarte de Faria, e é comovente a forma como o autor recorda de forma orgulhosa e nostálgica a família e os momentos passados com o seu pai no campo de futebol: “Não sei o que lhes disse naquele dia mas aos dez minutos da segunda parte, já o beira-rio tinha reduzido para dois a três. Lembro-me perfeitamente do segundo golo: Armandinho foi marcar um corner, meu pai deu umas instruções e Almiro veio de trás e marcou.”
A qualquer pessoa marcam aspetos da infância, cheiros, sons, vozes e imagens, aspetos esses que, quando nos são avivados na memória, oh, que sabor esse! A Manuel Alegre, ou melhor, Duarte de Faria, marcou-o A Loja - “Mas aquela era a Loja, com maiúscula. (…) Era a maior loja da vila, com um balcão retangular, como o das grandes lojas dos filmes ingleses e americanos, com as suas fazendas desdobradas em cima do balcão, as cadeiras altas onde se sentavam o Ti Florêncio, seu filho Artur e os empregados mais antigos. Cheirava a lã, a fazenda e a serradura espalhada pelo chão nos dias de chuva.”- e, como a um qualquer adolescente, marcaram-no as primeiras experiências da sexualidade que o autor, sem quaisquer pudores, descreve ao pormenor: “Às vezes levantavam as saias e mostravam-me o que tinham entre as pernas. Não usavam calcinhas e via-se uma mancha de pelos pretos. Pint......., diziam elas. Depois metiam as mãos na vagina: c…, diziam.”
Aconselhamos vigorosamente a leitura deste livro, pois é um texto de memórias com alma. E, como todos nós temos um passado, todos os leitores se sentirão integrados no livro. Este livro é dinâmico, atraente e desperta uma variedade de sentimentos o que irá, sem dúvida, cativar o leitor, não o deixando guardar o livro na estante sem o ler até ao fim.
10ºE Grupo IV Andreia Dias, Carla Coutinho, Inês Miranda e Inês Barata
Postado por Carlos Cotter
28/02/2012
ATREVE-TE A LER
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Luís Sepúlveda
ATREVE-TE A LER
A Obra que a Biblioteca Escolar sugere que leias no mês
de março
é:
História de uma gaivota e do gato
que a ensinou a voar
de
Luis
Sepúlveda

Escreve
uma Crónica/Apreciação Crítica sobre a tua leitura da Obra. Entrega na BE.
O melhor texto será
premiado.
Postado por Carlos Cotter
27/02/2012
FOTOGRAFIA da SEMANA
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Este Fernando Pessoa não está na Ilha dos
Amores.
Incógnito
viajou e foi avistado por ursos polares, detetado por radares, filmado assim a
tremer de frio, com a imaginação congelada num corpo sem nomes, nesta cor e
rigidez com que se nos mostra.
Pessoa-
personna- máscara, onde esconde personagens, heterónimos e ortónimos que em
teatros de palavras nos deixou.
Pessoa (s) que em palavras de prosa ou poesia se refugiam para nos
falarem numa ‘Mensagem’ muito para além da dor e do Cabo Bojador.
Pessoas ridículas que escrevem cartas de amor ridículas e se tornam
ridículas por pessoas –personnas- de amor serem.
Este
pessoa, como cidadão exemplar, antecipou-se no tempo e emigrou, cumprindo os
desígnios do progresso futuro que não verá.
Tal como está, vêmo-lo na Lapónia, esperando trenós e renas, guiando os
meninos para a casa do Pai (Natal de seu nome).
Também espera outros, aqueles que não sabem que as cartas chegam como o
pensamento, através do vento.
Espera também aqueles que as não escrevem e que, para sempre, serão
apenas ‘ridículos’….
Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes
Postado por Carlos Cotter
17/02/2012
14/02/2012
A Semana da Leitura já foi...
SEMANA da LEITURA 2012
06 a 10 de fevereiro
No inexorável ritmo do tempo,
a Semana da Leitura já foi…. Alguns alunos perguntam na BE: ‘porque não há mais semanas assim?’
A resposta é óbvia. Na escola
há outras aprendizagens programadas, com calendários e planificações bem
definidas e a cumprir. Porém, de vez em quando, há diferenças no tempo, no
espaço, na forma de partilha de saberes, que permitem à Comunidade
Escolar/Educativa algumas metamorfoses de excelentes resultados.
Programa vasto e variado que
se cumpriu com a satisfação de todos os intervenientes. Direção, E. Educação,
Pais, Avós, Familiares, Autarcas, Alunos, Professores, Equipa da BE, Responsáveis
pelos Clubes, Concursos, Exposições, Escritores, todos estiveram e vieram e partilharam
saberes, sentires, proporcionando a aquisição de novos saberes e
competências.
Nenhuma Atividade merece destaque pela excelência porque todas o
foram.
Mas, pela magia da partilha,
cooperação e solidariedade, fica o testemunho de alguns alunos do 4º ano do E.
Básico, do Agrupamento de Escolas António Sérgio (Esc. EB N. Sra da Anunciação
e Esc. EB Quinta da Fidalga) que vieram visitar a exposição e participar na
Leitura Expressiva do “Principezinho”, trabalhos realizados pela turma
9º+ e outras turmas do mesmo ano.
Esta foi a obra selecionada
para o concurso “ATREVE-TE A LER” de janeiro que a BE implementa desde o
ano letivo transato. Vista a exposição e ouvidas as diversas estórias do
Principezinho na Terra, em locais desde Sintra à Muralha da China, os meninos,
partilhando a magia do conto e a inocência daquele principezinho, escreveram o
que sentiram no entendimento de mundos encantados…. Eis alguns exemplos: ‘O Principezinho ensinou-me que não devemos
ficar à espera do que queremos. Devemos tentar alcançar o que queremos!’; ‘A
história é tão divertida e alegre que me inspirou para viajar para o deserto e
para o B 325!’; ‘A história ensinou-me que podemos fazer amigos em qualquer
lugar!’; ‘Eu gostei muito da história porque aprendi que a amizade é muito
importante!’; ‘Eu aprendi que, às
vezes, as pessoas não nos entendem…!’; ‘Senti que o principezinho tinha um bom
coração!’; ‘Eu acho que o principezinho vivia num asteroide porque adorava ver
a Lua!’;…
Que dizer mais?
Algumas fotografias da Semana lembram-nos como valeu a pena. Só nos resta
agradecer a TODOS os que nela participaram.
Em nome da Direção, das Coordenadoras do PNL, dos Professores e Alunos,
de todos os participantes, da Equipa da BE:
BEM HAJAM!
Postado por Carlos Cotter
12/02/2012
FOTOGRAFIA da SEMANA
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Neste momento, este Menino é o
Senhor do Mundo!
Este Menino, com o rosto e as
mãos que todos os meninos têm, segura o Mundo; seu e de mais ninguém.
Anacronismo eficaz no absurdo de
saber quem é de quem: se é o Menino do Mundo, já que no Mundo está; ou se é
dele o Mundo e, quem sabe, o conquistará.
Alguém deu este Mundo ao Menino;
alguém deu este menino ao Mundo.
Podemos supor a mesma
coincidência na dádiva e no amor de um para o outro, de um no outro, de um com
o outro.
Qual o tesouro maior?
O Mundo, tesouro do Menino que o
abraça como se Atlas-deus fosse, ou o Menino que está no Mundo Tesouro para
nele viver, crescer e Ser e aprender a ‘Fazer-Preservar’ para ‘Ter e Amar’?
Diria Ali-Bábá: Cresça o Menino e
não desapareça o Mundo!
Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes
Postado por Carlos Cotter
05/02/2012
FOTOGRAFIA da SEMANA
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Uma vez li algures que o Amor
não tira férias, quando muito, faz horas extraordinárias….
Se olharmos e quisermos ver
bem, parece que é o que acontece aqui.
Já o sol se foi deitar, já a
noite vem de mansinho depois do entardecer e eles não arredam pé deste sítio
que nos faz lembrar que por ali passou uma fada, patroa bondosa, que os
aconselha a não tirar férias (não há périplos nem destinos ideais para o amor
fora dos corações) e a continuarem as horas sempre extraordinárias da
manifestação dos Afetos. A água da purificação lá está como que a batizá-los
para o percurso da caminhada. E o céu também, qual estrada de Santiago, que os
leva a superar as habituais regras.
Não se vê o sítio onde a Bela
Adormecida descansava, não se vê o caminho que este Príncipe percorreu.
Apenas se veem as mãos que se
enlaçam, se agradecem, se enobrecem.
Não se veem os ritmos
cardíacos e a suavidade das promessas que fazem.
Não se ouvem os sussurros
indizíveis e não nos é dado observar os sorrisos sagrados que trocam nos
silêncios.
Mas podemos supor que relembram
todos os pressupostos de qualquer Merlim, que são Lancelot e Guinevere, que já
foram Romeu e Julieta.
Não tiram férias. Apenas
tentam parar o tempo.
Afinal, para o Amor as horas
são todas extraordinárias….
02/02/2012
Uma estória linda.
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Livros
The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore from Moonbot Studios on Vimeo.
Postado por Carlos Cotter
31/01/2012
PROGRAMA da SEMANA da LEITURA
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Palestras,
Semana da Leitura,
Teatro
--- exposição de trabalhos sobre a obra
“O Principezinho”, elaborados por alunos do 9º ano da Profª Antónia Palmeiro na
BE;
--- exposição de trabalhos de alunos do 3º Ciclo das professoras Isabel Vieira e Margarida
Costa no Átrio Principal.
Produzido e postado por Carlos Cotter
30/01/2012
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