03/05/2013
23/04/2013
03/04/2013
VER e ESCREVER
Era uma vez uma estória que
continua a ser, em que uma menina soube que Deus descansou ao sétimo dia da
criação do mundo! Mesmo sem entender muito de Deus, o Não-humano, a estória e
respetiva explicação estava aceite para se maravilhar com o que tinha ficado do
trabalho dos seis dias anteriores. Na impossibilidade de repetição, o mistério
ganha mais consistência quando a perfeição entra pelos olhos dentro e chega, de
mansinho, ao coração.
A menina, todas as meninas e
meninos, vão pensando na capacidade de imitação para que a inteligência cumpra
funções inteligentes e a humanização se exceda em inventar, construir, ‘criar’
sem descanso, numa fração de tempo que ainda, e sempre, será o dia do recostar
divino.
Aí está o paradigma da
generosidade. Nesta estória, a menina foi pensando que, quem sabe fazer
paraísos (olhemos o céu e as nuvens que nele se passeiam e não caem… chegam ou
partem com gotinhas para refrescar e lavar o mundo que nenhum guarda chuva tapa
na totalidade…), sabe também a superlativa abnegação e a importância de dar a
oportunidade ao outro, espelho de nós mesmos. Oh suprema e inimaginável
contradição!!! Afinal será o Homem apenas semelhante a Deus – Criador, ou será
também o espelho que Deus escolheu para se Re - Ver e contemplar-Se a Si e à
Sua obra? Olhemos a ponte a unir duas margens, vejamos as janelas iluminadas
por uma luz inventada ou descoberta. Deus e o Homem, o Outro para o outro, para
que a diferença mantenha a Identidade de cada um. A menina, muitos outros que
sabem a estória, continuam a pensar que talvez Deus tenha decidido descansar e
assim permaneça para deixar que o Homem – Criatura possa ser também criador e a
beleza não desapareça.
Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes
02/04/2013
01/04/2013
21/03/2013
Dia Mundial da Poesia
Etiquetas:
Boas Práticas,
Literacia,
Literatura,
Poesia,
Portugal,
Ruy Belo
O portugal futuro é um país
aonde o puro pássaro é possível
e sobre o leito negro do asfalto da estrada
as profundas crianças desenharão a giz
esse peixe da infância que vem na enxurrada
e me parece que se chama sável
Mas desenhem elas o que desenharem
é essa a forma do meu país
e chamem elas o que lhe chamarem
portugal será e lá serei feliz
Poderá ser pequeno como este
ter a oeste o mar e a espanha a leste
tudo nele será novo desde os ramos à raiz
À sombra dos plátanos as crianças dançarão
e na avenida que houver à beira-mar
pode o tempo mudar será verão
Gostaria de ouvir as horas do relógio da matriz
mas isso era o passado e podia ser duro
edificar sobre ele o portugal futuro
Ruy Belo
15/03/2013
08/03/2013
DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Etiquetas:
Bibliotecas Escolares,
Boas Práticas,
Efemérides,
Mulher
Para todos os entes e existentes, femininos, porque o são e se não
fossem, ninguém era...;
Para os masculinos, para saberem que são e existem por nós, para nós!
Que se lembrem efemérides de Carinho, Respeito e Amor.
A Equipa da BE.
fossem, ninguém era...;
Para os masculinos, para saberem que são e existem por nós, para nós!
Que se lembrem efemérides de Carinho, Respeito e Amor.
A Equipa da BE.
VER e ESCREVER
Não é em qualquer tempo nem em qualquer parte que poderemos olhar e ver
quem ainda é, mas talvez nunca seja, e vê-lo a ‘Ele’, de costas, que já não é,
mas sempre há de ser.
Há também os outros, que o guardam, que também foram e voltaram, ou não
foram mais do que ‘vultos históricos’ e de pouco alto nos olham ou são olhados.
E depois, parece que parte do mundo saiu à rua ou Largo, para ali estar,
ver e olhar. Acima de tudo para receber o azul deste céu- Espaço invejado de
qualquer S. Kubrick, se vivo fosse, para outra Odisseia nos contar. A estória vai
acontecer num tempo de futuro muito longínquo, tudo está petrificado, mas tudo
se move, numa cadência de câmara lenta, em que nada existe, mas tudo está lá.
A culpa é do céu azul que caprichou e não muda de cor. Plúmbeo, amarelo,
roxo, rosáceo, de nada valeu aos homens pedra tentarem! A abóbada emitiu um
édito galático para nada se mover, para nada ser. Só as memórias de uma viagem
salvas e ainda fossilizadas voam de vez em quando, em forma de livro ou folhas
soltas, por aquele espaço. Nem os homens pedra, nem as pedras homens as vêm.
Única exceção: numa daquelas pedras-casas está um homem, ainda de carne e
osso, que regressa ao passado, faz dele presente e escreve! Heresia… em verso e
prosa, nova saga de Bloom, tornado assassino lusitano e Lusíada, que se (des)
aventura por terras nunca tão bem contadas, rumo à Índia, que ainda lá está!
G.M.Tavares – não o vemos – espreita de uma janela e, nos intervalos da
mirabolante escrita, vai perfilar-se do outro lado do pedestal, para olhar nos
olhos ‘Aquele’ que de costas vemos.
Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes
03/03/2013
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