Decorreu, no passado dia 7 de maio, a II Maratona da Leitura, promovida pelo clube de leitura "Ler Para Quê?", em colaboração com a Biblioteca Escolar e com a participação de sete turmas dis ensinos básico e secundário.
14/05/2013
08/05/2013
VER e ESCREVER
Quando L3 e K4, a bordo da
nave interestelar OMNIX, entraram na atmosfera terrestre, todos os sensores
programados para detetar ‘O Belo’,
começaram a piscar, quase entrando em colapso! Os dois tripulantes, atónitos,
concentraram os seus índices de partículas interpretativas do insólito no
frenesim interativo das máquinas!
Alteraram a velocidade da
OMNIX para a função ‘pairar e observar’ e, contemplaram, sem a comunicação
telepática das partículas socializantes. Cada um por si!
O que se lhes deparava era
muito mais do que esperavam encontrar na galáxia visitada, no pequenino ponto
azul, tão longe do seu espaço, quase para lá do Espaço!
Por nada semalhante haviam
passado. Mas, não sabemos porquê, conseguiram decifrar os parâmetros dos
sensores. O Belo estava por todo o lado, nas nuvens brancas a bordarem aquele
azul, na energia multicor das ondas, no pequenino reino encantado suspenso em
cascata.
Não tinham bocas para
palavras, não tinham olhos para olhar, vinham de um futuro muito distante numa
nave tão sofisticada que ninguém a via.
As máquinas não humanas que os
alertaram e tudo registaram, cristalizaram pela deteção da beleza.
E em L3 e K4 surgiu uma
capacidade estranha: as suas partículas enterneceram!
Foto: Professor Osvaldo Castanheira
Texto: Professora Maria dos Anjos Fernandes
07/05/2013
06/05/2013
03/05/2013
23/04/2013
03/04/2013
VER e ESCREVER
Era uma vez uma estória que
continua a ser, em que uma menina soube que Deus descansou ao sétimo dia da
criação do mundo! Mesmo sem entender muito de Deus, o Não-humano, a estória e
respetiva explicação estava aceite para se maravilhar com o que tinha ficado do
trabalho dos seis dias anteriores. Na impossibilidade de repetição, o mistério
ganha mais consistência quando a perfeição entra pelos olhos dentro e chega, de
mansinho, ao coração.
A menina, todas as meninas e
meninos, vão pensando na capacidade de imitação para que a inteligência cumpra
funções inteligentes e a humanização se exceda em inventar, construir, ‘criar’
sem descanso, numa fração de tempo que ainda, e sempre, será o dia do recostar
divino.
Aí está o paradigma da
generosidade. Nesta estória, a menina foi pensando que, quem sabe fazer
paraísos (olhemos o céu e as nuvens que nele se passeiam e não caem… chegam ou
partem com gotinhas para refrescar e lavar o mundo que nenhum guarda chuva tapa
na totalidade…), sabe também a superlativa abnegação e a importância de dar a
oportunidade ao outro, espelho de nós mesmos. Oh suprema e inimaginável
contradição!!! Afinal será o Homem apenas semelhante a Deus – Criador, ou será
também o espelho que Deus escolheu para se Re - Ver e contemplar-Se a Si e à
Sua obra? Olhemos a ponte a unir duas margens, vejamos as janelas iluminadas
por uma luz inventada ou descoberta. Deus e o Homem, o Outro para o outro, para
que a diferença mantenha a Identidade de cada um. A menina, muitos outros que
sabem a estória, continuam a pensar que talvez Deus tenha decidido descansar e
assim permaneça para deixar que o Homem – Criatura possa ser também criador e a
beleza não desapareça.
Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes
02/04/2013
01/04/2013
21/03/2013
Dia Mundial da Poesia
Etiquetas:
Boas Práticas,
Literacia,
Literatura,
Poesia,
Portugal,
Ruy Belo
O portugal futuro é um país
aonde o puro pássaro é possível
e sobre o leito negro do asfalto da estrada
as profundas crianças desenharão a giz
esse peixe da infância que vem na enxurrada
e me parece que se chama sável
Mas desenhem elas o que desenharem
é essa a forma do meu país
e chamem elas o que lhe chamarem
portugal será e lá serei feliz
Poderá ser pequeno como este
ter a oeste o mar e a espanha a leste
tudo nele será novo desde os ramos à raiz
À sombra dos plátanos as crianças dançarão
e na avenida que houver à beira-mar
pode o tempo mudar será verão
Gostaria de ouvir as horas do relógio da matriz
mas isso era o passado e podia ser duro
edificar sobre ele o portugal futuro
Ruy Belo
15/03/2013
08/03/2013
DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Etiquetas:
Bibliotecas Escolares,
Boas Práticas,
Efemérides,
Mulher
Para todos os entes e existentes, femininos, porque o são e se não
fossem, ninguém era...;
Para os masculinos, para saberem que são e existem por nós, para nós!
Que se lembrem efemérides de Carinho, Respeito e Amor.
A Equipa da BE.
fossem, ninguém era...;
Para os masculinos, para saberem que são e existem por nós, para nós!
Que se lembrem efemérides de Carinho, Respeito e Amor.
A Equipa da BE.
VER e ESCREVER
Não é em qualquer tempo nem em qualquer parte que poderemos olhar e ver
quem ainda é, mas talvez nunca seja, e vê-lo a ‘Ele’, de costas, que já não é,
mas sempre há de ser.
Há também os outros, que o guardam, que também foram e voltaram, ou não
foram mais do que ‘vultos históricos’ e de pouco alto nos olham ou são olhados.
E depois, parece que parte do mundo saiu à rua ou Largo, para ali estar,
ver e olhar. Acima de tudo para receber o azul deste céu- Espaço invejado de
qualquer S. Kubrick, se vivo fosse, para outra Odisseia nos contar. A estória vai
acontecer num tempo de futuro muito longínquo, tudo está petrificado, mas tudo
se move, numa cadência de câmara lenta, em que nada existe, mas tudo está lá.
A culpa é do céu azul que caprichou e não muda de cor. Plúmbeo, amarelo,
roxo, rosáceo, de nada valeu aos homens pedra tentarem! A abóbada emitiu um
édito galático para nada se mover, para nada ser. Só as memórias de uma viagem
salvas e ainda fossilizadas voam de vez em quando, em forma de livro ou folhas
soltas, por aquele espaço. Nem os homens pedra, nem as pedras homens as vêm.
Única exceção: numa daquelas pedras-casas está um homem, ainda de carne e
osso, que regressa ao passado, faz dele presente e escreve! Heresia… em verso e
prosa, nova saga de Bloom, tornado assassino lusitano e Lusíada, que se (des)
aventura por terras nunca tão bem contadas, rumo à Índia, que ainda lá está!
G.M.Tavares – não o vemos – espreita de uma janela e, nos intervalos da
mirabolante escrita, vai perfilar-se do outro lado do pedestal, para olhar nos
olhos ‘Aquele’ que de costas vemos.
Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes
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