09/10/2012

Olimpíadas Ibero-Americanas de Matemática


Medalha de ouro e três medalhas de prata: Portugal brilha nas Olimpíadas Ibero-Americanas de Matemática
Ciência Hoje, 2012-10-05
Da esquerda para a direita: Miguel Santos (estudante do 12º ano, em Alcanena), Miguel Moreira (estudante do 11º ano, em Lisboa), Luís Duarte (estudante do 12º ano, em Alcains), David Martins (estudante do 11º ano em Mirandela) e Paulo Antunes (professor).



Terminam amanhã, na cidade de Cochabamba, na Bolívia, as Olimpíadas Ibero-Americanas de Matemática, mas as provas já foram realizadas e os resultados conhecidos. Os nossos atletas olímpicos da Matemática alcançaram, mais uma vez, com um excelente resultado. 
David Martins (estudante do 11º ano em Mirandela) conquistou uma medalha de ouro, os restantes elementos da equipa, Luís Duarte (estudante do 12º ano, em Alcains), Miguel Moreira (estudante do 11º ano, em Lisboa) e Miguel Santos (estudante do 12º ano, em Alcanena) ganharam medalhas de prata. A equipa obteve o melhor resultado de sempre nas Olimpíadas Ibero-Americanas de Matemática, ficando em segundo lugar na classificação por países. Pelos excelentes resultados obtidos, Portugal recebeu este ano a Copa Puerto Rico, destinada ao país que mais subiu na classificação nos últimos 3 anos.
Esta competição, que vai na sua XXVII edição, reúne anualmente cerca de duas dezenas de delegações de países latino-americanos incluindo Portugal e Espanha.
Portugal participou com uma equipa de jovens que foram preparados, em anos de trabalho intenso, pelo Projeto Delfos do Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian e pelo programa QREN-Mais Centro.
Na tradição das competições olímpicas de Matemática internacionais, os estudantes foram confrontados com duas provas com duração de 3 horas cada, incidindo sobre problemas de Matemática elementar de enorme dificuldade.

08/10/2012

ATREVE-TE A LER


ATREVE-TE A LER


A Obra que a Biblioteca Escolar sugere que leias no mês


de OUTUBRO é:


O DIÁRIO DE ANNE FRANK

de

ANNE FRANK


Descrição: ANd9GcSk1WiKwypL94Z6ZRTLxC05FnitmpbOHM40UQkZ0nI9LHSoLm7lDescrição: ANd9GcSk1WiKwypL94Z6ZRTLxC05FnitmpbOHM40UQkZ0nI9LHSoLm7lEscreve uma Crónica/Apreciação Crítica sobre a tua leitura da Obra. Entrega na BE.
O melhor texto será premiado.


A EQUIPA DA BE (Carlos Cotter, Graça Machaqueiro, Mª dos Anjos Fernandes, Mª Piedade Carvalho)



VER e ESCREVER


Há horizontes de olhar que são assim: reais e possíveis na realidade de ver, mas que parecem ideais onde deambula o sonambulismo no despertar funcional do sonho.

O cavalinho, por ser de pau, não cavalga as planícies; o menino, de infância estática, não tem esporas que incentivem o seu transporte e o movam nem da terra, nem do sonho.

Só nós, que olhamos como donos da imagem, podemos ter a veleidade de lhes traçar caminhos/rotas em mar de deserto, de estepes, de pradarias ou até no ‘Crescente Fértil’…fértil de colheitas históricas de passados impossíveis ou de cenários possíveis mas improváveis.

Na natureza de duplicidade claro (que brilha como se ouro fosse…)/escuro (sem brilho e que pode refrescar…)fica perdido o nosso olhar ou a vontade de naquele cavalinho cavalgar. Para sermos de eterna infância, para sermos de eternidade, para estarmos onde o sol ofusca sem queimar, para sermos alma ou espírito que voa e busca, para desorganizarmos tudo e sermos rio/destino/foz.

Ah, se este cavalinho fosse uma bicicleta….
Ah, se este menino estático tivesse um amigo…
Ah, se Spielberg os visse ou imaginasse…

Foto de Osvaldo Castanheira
Texto de Maria dos Anjos Fernandes

29/09/2012

Entrega dos prémios e certificados de Quadros de Valor, Excelência e Assiduidade, referentes ao ano 2011/2012


Video resumo da cerimónia de 14 de setembro de 2012.


http://youtu.be/HbPTQiBBu04           

ESCRITORES DE OUTUBRO


José Augusto Neves Cardoso Pires
Nasce a 2 de outubro de 1925, na aldeia de Peso, no distrito de Castelo Branco, mas vem para Lisboa com poucos meses de idade. Fixa residência nesta cidade, onde morre a 26 de outubro de 1998. É reconhecido como um dos mais importantes escritores portugueses da segunda metade do século XX.

O seu trajeto pessoal e a sua carreira de escritor são marcados pela inquietação e pela deambulação. Não se identifica com nenhum grupo, nem se fixa em nenhum género literário, apesar de ser considerado sobretudo como um romancista. A característica mais evidente da sua não muito vasta obra (são ao todo dezoito os seus livros publicados em quase cinquenta anos de vida literária) é o facto de cada livro seu inaugurar e completar um ciclo de criação literária. Nenhuma das suas obras se tornou uma fórmula que viesse a repetir, apesar de ser possível reconhecer linhas de evolução da sua escrita literária. O seu primeiro livro foi publicado em 1949 e o último em 1997.


Oscar Wilde
Consta que as últimas palavras de Oscar Wilde (autor de "O retrato de Dorian Gray") antes de morrer de meningite num quarto de hotel em Paris foram: "Meu papel de parede e eu estamos a travar um duelo mortal. Um de nós dois terá de sair daqui."




FRASE DO MÊS


“O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer”.
(Albert Einstein)

NOVO ANO 2012-2013


Bem vindos ao Novo Ano.

2012-2013

setembro já findou.

Começámos nele o começo, sempre renovado, mas também setembro cansado de infinitos ‘para quê’…

Que a esperança não esmoreça.

Que a essência de sermos eternos aprendizes permaneça.


Da Equipa da BE para toda a Comunidade Escolar/Educativa, uma mão cheia de madrugadas, nos saberes partilhados, de todos e para todos!

19/06/2012

ATREVE-TE A LER - Crónica vencedora

ATREVE-TE A LER - Crónica vencedora da obra "Intermitências da Morte"


“Roguemos, por favor, não se vá [a morte] embora. Porque a única condição que a espécie humana tem para continuar a viver é morrendo.” – José Saramago

E se nós não morrêssemos?” é essa pergunta que José Saramago fez a si próprio e ao leitor quando escreveu As Intermitências da Morte. Ele reflete sobre o que é a morte, as consequências sociais, políticas e económicas da suspensão da morte num país fictício e, ao mesmo tempo, criticando a sociedade moderna.

A obra começa por relatar os acontecimentos de um país  onde a morte cessou a sua atividade, e, assim, revela-nos várias falhas da sociedade, do governo e da igreja que tentam perceber a situação. O governo que tenta sempre arranjar soluções discretas omitindo as suas ações ao povo. A igreja que, agora sem a morte, perderá sentido. Os gananciosos que iriam aproveitar-se do sofrimento dos moribundos e dos seus familiares para seu proveito. São estes os objetos de algumas das críticas à sociedade que José Saramago tece na primeira parte do livro.

À medida que a história avança, ela toma um rumo diferente do que se esperava. Após se aperceber das consequências das suas ações, a Morte decide retomar a sua atividade, mas com uma diferença. É, então, que a morte, posta face a um problema, começa a ganhar caraterísticas humanas, tornando-se, na segunda parte do livro, a protagonista do livro. A morte encontra-se perante o imperativo de tomar uma decisão, e José Saramago cria o suspense e mantém o leitor agarrado ao livro, pois apenas ao ler a última página do livro é que se revela a decisão da morte.

José Saramago, em As Intermitências da Morte , consegue mostrar ao leitor como a morte é uma parte essencial, embora indesejada, da vida. Nascimento e morte: dois conceitos sem os quais a vida não seria. Um livro em que não falta o humor inteligente e a ironia marcante de José Saramago que, apesar dos assuntos muito dramáticos, irão deixar o leitor com um sorriso na cara. Altamente recomendável.
10C1, Nº11, Daniel Neacsu


Parabéns ao vencedor.

27/05/2012

FOTOGRAFIA da SEMANA


Qualquer um de nós gostaria de voltar as costas ao mundo, por mais ou menos tempo, e iniciar o percurso a este lugar se sentir.
Sintra acolhe este sítio esotérico, idealizado no sonho romântico, mítico e mágico de Carvalho Monteiro e do arquiteto italiano Luigi Manini que o consubstanciou para, hoje, nossos sentidos se apaziguarem.
Não sabemos se esta menina que sozinha ali caminha, pensará nos estilos arquitetónicos do Palácio que se entrecruzam do gótico ao manuelino ou renascença.
Não sabemos se estará interessada na história trágico-marítima que esta Quinta de regalo (Regaleira) pretende evocar para enaltecer a giesta dos andantes marítimos; não sabemos se estará interessada nas simbologias míticas, místicas e iniciáticas que estão omnipresentes neste espaço sacralizado, diria até profanamente sacralizado.
Mas se quisermos entrar na Quinta e neste ‘Palácio dos Milhões’, através da fotografia, estejamos atentos. Podemos, de repente, entrar num regresso ao passado e encontrar algum Templário conversando com um Rosa Cruz a relembrarem outros combates. Podemos escutar fórmulas de juramentos secretos de alguma reunião de Lojas Maçónicas. Podemos ser apanhados por seres invisíveis que nos vendem os olhos e nos façam subir das trevas para a luz, na espiralada escadaria do poço iniciático.
Devíamos avisar esta menina já nascida que, nesta Quinta e no Palácio que a olha, poderá voltar a nascer. Se subir, desde qualquer uma das oito pontas da estrela que embeleza o fundo do poço, não estará apenas a emergir do ventre da Mãe Terra, não estará apenas a sair do Útero Primordial e a deixar a proteção amniótica. Poderá também ter de perceber o percurso inverso, o caminho heraclitiano, sempre o mesmo, mas diferente no subir e no descer! Aqui, ao subir, deixará a segurança uterina de onde provém a vida, mas também poderá descer, entrar de novo no ventre da Mãe Terra, a Sepultura onde tudo e ela têm de regressar.
Também está lá a alquimia de qualquer rei Midas, o equilíbrio precário que os visionários sonham, procuram, encontram, transformam e perdem para poderem sempre transgredir!
Então, visitemos e sonhemos transgredir. Talvez assim possamos estar dentro e fora de nós e das estrelas que o universo contém. E, se for noite, adormeceremos, tarde ou cedo, mesmo que a alma não nos fique adormecida.

Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes

Postado por Carlos Cotter

25/05/2012

DIA INTERNACIONAL DAS CRIANÇAS DESAPARECIDAS


A Missing Children (Federação Europeia de Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente) lança uma campanha europeia para assinalar o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas. Em todos os países europeus, no dia 25 de maio, às 9 horas portuguesas (ou seja, às 10h CET) será difundido, por todos os meios possíveis, o vídeo da campanha.
A Direção do IAC solicita o apoio da vossa instituição colocando o vídeo no seu site /blog no dia 25 de maio a partir das 9 horas da manhã.´


Em Portugal assinalou-se, pela primeira vez, em 25 de Maio de 2004, o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, por iniciativa do Instituto de Apoio à Criança.

20/05/2012

FOTOGRAFIA da SEMANA


Há uma canção popular que nos ensina a ouvir e a cantar uma menina que está à janela com o cabelo à lua.
Não é esta a menina. Nem das cantigas, nem dos ciclos astrais.
Esta estática menina está nas margens da galáxia e existe para nos impressionar, numa qualquer idealização desmedida de Tim Burton.
Por norma, as bonecas cumprem várias funções: são memórias que preservam a infância, que fazem crescer, que ensinam a ser. São companheiras dos sonhos e amigas solitárias de solitárias amigas. São um quarto, uma casa, rua e bairro, são jardins de brincadeira. São os nomes e as partilhas de fantasias. São as mães e as filhas, doentes e médicas, anfitriãs e convidadas, professoras e alunas, juízes e assassinas. São o si-mesmo sem nada serem, personificação mais banal ou mais intensa, quanto mais ou menos Barbies povoarem o espaço de crescer.
Porém, esta boneca tem algo de diferente. É poética na ingenuidade de existir para quem a brinque, é sinistra e personagem de filme para quem ali a deixou a descansar dos esconjuros que as amigas – bruxas de Salém – lhe provocaram.
Quem a vê, assim abandonada, não sente qualquer compaixão no esquecimento.
Quem a olha, experimenta algum alívio por não ter de suportar, à noite, algures no espaço onde se entrega ao sono e ao sonho, o olhar que destes olhos estranhos sai, o cabelo que não voa, a janela sem menina e sem lua.
Perante este ícone, de força desmesurada e beleza negativa, só nos resta pensar que Obélix dela se enamorou, dela se cansou e para ali a deixou.
Nem ele teve forças para tanto!!!

Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes

Postado por Carlos Cotter

16/05/2012

V Encontro Nacional do Projecto Radiação Ambiente

Decorreu na Ferreira Dias, no dia 5 de maio, o 5º Encontro Nacional do Projeto Radiação Ambiente onde participaram 17 escolas de vários pontos do país, num total de 150 participantes.
 O Encontro organizado pela Ferreira Dias e pelo Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP) e contou com vários apoios sendo de realçar o apoio da Câmara Municipal de Sintra.

A reportagem detalhada pode ser vista em:

13/05/2012

FOTOGRAFIA da SEMANA



Ao primeiro olhar lembramos Milos Forman a pensar no seu “Amadeus”. Pensamos nós se foi ‘aquele’ menino a escrever a partitura que estes tocam.
Depois, como a beleza não cansa os olhos, continuamos a olhar e a sentir. Ouvimos os sons deste mar a refletir o céu, ouvimos o silêncio da criação maravilhosa de um reino imaginário, ouvimos o voar mansinho das nuvens e ouvimo-los a eles.
Sentimo-nos a ser levados pela música desta orquestra fantástica que os meninos tocam.
Ali chegaram e ficaram no deslumbrante equilíbrio entre magia e realidade, como num sonho.
Não desviamos o olhar, os sentidos continuam lá.
São os sentidos que despertam para o pensar.
É o pensar que nos leva a outro reino refletido nas águas, reino da Fada Morgana, de Viviane, das protetoras de Guinevere, seus ‘Artures’ ou ‘Lancelotes’,  em  Avalon de mágicos nevoeiros.
Estes sons, por belas metáforas serem, propagam-se no vazio e, do reino das fadas, partem para chegarem a paragens longínquas.
E uma multidão chega. De nós e de outros.
É uma multidão que está.
É uma multidão que vê.
É uma multidão que ouve dentro de si o que o belo despertou.
Então, de repente, ouvindo e olhando, deparamos com Brad Pitt, regressado de sete anos no Tibete, na companhia de um menino.
Partiram do possível. Deixaram as aprendizagens do caos. Conservaram as da Amizade e do Amor.
Sorriem e estão felizes. Como diria Dalai Lama: Depara-se-nos o Nirvana!

Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes

Postado por Carlos Cotter

11/05/2012

SONHAR


“Sempre que um homem sonha
O mundo pula e avança”
                                   António Gedeão

Assim como na “Pedra Filosofal” de António Gedeão, também no mundo real, as grandes mudanças e os grandes avanços da Humanidade são feitos por gente sonhadora.
Ao longo da história das civilizações, o progresso foi maioritariamente protagonizado por sonhadores, muitas vezes considerados loucos para os restantes. António Gedeão, como admirável homem da ciência, ao escrever estes dois versos teria em mente, com certeza, os casos de Galileu e Newton, que remaram contra uma maré de ideias no seu tempo, e sonhavam com um Universo concebido de uma forma diferente, mais verdadeira. Hoje são reconhecidos como pensadores, futuristas e imaginários, contudo, não é só no âmbito científico que existem pensadores, nem muito menos é só fora de terras Lusas que tal gente existe: também nós, Portugueses, fomos sonhadores ao encarar a imensidão azul do Atlântico comparada com o “bicho da Terra vil e tão pequeno”, como Camões retratou, e essa mesma imensidão nos fez navegadores, conquistadores e heróis que nesta Terra mostrávamos a todos os povos um exemplo de superação e triunfalismo. Muito mudou neste Portugal nos séculos seguintes, a chama que ardia e alimentava o espírito guerreiro foi-se apagando e o comodismo instalou-se, neste povo que vive da história e da nostalgia.
Será que devemos considerar loucos, todos os que pensam de forma diferente? Os tempos adivinham-se difíceis, e talvez seja a hora certa para deixar sonhar os loucos, virtuosos sortudos, porque “o sonho comanda a vida”, e quem não sonha não vive, sobrevive, como “cadáver adiado que procria” (Fernando Pessoa).
                                                                                                                                                                                                               
André Miranda
12ºC4, 09/12/2011


                                                                                                                                Postado por Carlos Cotter

06/05/2012

FOTOGRAFIA da SEMANA


Sempre nos ensinaram que os Anjos não têm sexo e as discussões infindáveis e anacrónicas acabam por levar o rótulo de ‘discutir o sexo dos Anjos’, como conflito interminável quais ‘obras de Sta Engrácia’. Mas os nomes que Lhes deram não nos podem deixar dúvidas de seres masculinos serem. Nomes para seres incorpóreos e etéreos que nos vigiam e guardam. Até nos dizem que cada um de nós tem Um particular e único.
Maria teve o Seu, Anjo Gabriel, mensageiro de Vida, arauto da mais alta missão, a da Maternidade para o Filho de Deus.
Mundividência cultural católica que preservamos para que a proteção no masculino (a mais forte?) não nos abandone. É bem mais confortável pensar que os Anjos que aprendemos como imateriais Seres de Luz, são heróis corajosos que nos protegem do Mal cuja paternidade está a cargo de outro Anjo – Lucifer –  , Mal nascido da mais nefasta, perigosa e definitiva desobediência. Dan Brown também nos avisa, há Anjos/Anjos e há Anjos/Demónios…
Ocidentais e velhas referências que não são agora objeto de contraditório.
Por isso, é na suposição de uma saudável androginia que olhamos esta Menina–Anjo, outsider de todos os pressupostos. E ela, Anjo–Menina, todas as funções e missões já desempenhou. Anunciou, protegeu, guardou. Agora, apenas descansa num qualquer cantinho do Universo, que pode ser a casa, morada de nós próprios.
Obrigada Menina – Anjo.
Obrigada por tua guarda.

Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes

Postado por Carlos Cotter


05/05/2012

DIA DA MÃE



Mãe, tenho pena. esperei sempre que entendesses 
as palavras que nunca disse e os gestos que nunca fiz. 
sei hoje que apenas esperei, mãe, e esperar não é suficiente. 

pelas palavras que nunca disse, pelos gestos que me pediste 
tanto e eu nunca fui capaz de fazer, quero pedir-te 
desculpa, mãe, e sei que pedir desculpa não é suficiente. 

às vezes, quero dizer-te tantas coisas que não consigo, 
a fotografia em que estou ao teu colo é a fotografia 
mais bonita que tenho, gosto de quando estás feliz. 

lê isto: mãe, amo-te. 

eu sei e tu sabes que poderei sempre fingir que não 
escrevi estas palavras, sim, mãe, hei de fingir que 
não escrevi estas palavras, e tu hás de fingir que não 
as leste, somos assim, mãe, mas eu sei e tu sabes. 




José Luís Peixoto, in "A Casa, a Escuridão"











… No rosto da Mãe começa sempre a madrugada,….

… O rosto da Mãe é sempre o rosto da nossa alma e do nosso amor,….
A Equipa da BE deseja um dia suave e de consolo a todas as Mães, as que são e as da memória nos seus filhos, sempre, sempre!!!


Postado por Carlos Cotter

28/04/2012

FOTOGRAFIA da SEMANA



…Mesmo sem Dali, ainda temos as memórias que persistem…

Escrevi e assim pensei, sobre a foto icónica dos símbolos de um País pobre e longínquo.

Mas a frase pode servir de ligação para outras recordações que também devem persistir. Estas, de abril florido em cravos que transformaram uma revolução num dia de poesia. Parecem tão longe os tempos, parecem tão inúteis as intenções de liberdade, quanto nos parece difícil e anacrónico este cravo florir de uma terra de papel, no claro desespero de rasgar a metálica folha que o preserva do ‘non sense’ sem o oxidar.

Quando os caminhos dos militares, Salgueiros e tantos Maias (…‘Somos Todos Capitães…’) se cruzaram com o povo que cantava em toda e qualquer Vila Morena e Depois do Adeus se trauteavam corridas em sorrisos empoleiradas, então foi a vez dos meninos se tornarem gigantes, chegarem com cravos arrebatados em rossios e praças, molhos e molhos de revoluções fazerem, daqui e dali…

E, mesmo sem Dali, mas aqui, temos de ter memórias que persistem, memórias que resistem…

Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes

Postado por Carlos Cotter

26/04/2012

ATREVE-TE A LER - março

Na turma B do 7º ano, as alunas Beatriz Amaro, Mafalda Pereira e Maria João, com a coordenação da sua professora, Margarida Costa, obtiveram o 1º prémio, com a análise crítica e estética da obra "História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar" de Luís Sepúlveda.








Postado por Carlos Cotter

22/04/2012

DIA MUNDIAL DO LIVRO - SINTRA PARA para LER



SINTRA PARA para LER

                A 23 de abril celebra-se o De Mundial do Livro e dos Direitos de Autor
                A UNESCO instituiu em 1995 o Da Mundial do Livro
                A data foi escolhida por ser um da importante para a literatura mundial - foi a 23 de abril de 1616 que faleceu Miguel de Cervantes e também William Shakespeare, dois dos maiores escritores de todos os tempos.
                Esta data serve ainda para chamar a atenção para a importância do livro como bem cultural, essencial para o desenvolvimento da literacia e desenvolvimento económico.
Este ano, no concelho de Sintra por incentivo da Rede Concelhia de Bibliotecas Escolares (RBE), foi proposto às escolas a comemoração desta efeméride, pela sua importância, para que tenha um impacto junto da comunidade local, regional e até mesmo nacional, de modo a valorizar, cada vez mais, o ato de ler e também os Iivros. (SINTRA PARA para LER)
                Os agrupamentos de escolas deste concelho aceitaram o desafio e tiraram da cartola um leque diversificado de atividades que celebram esta efeméride: Fash Mobs, Pic-Nic Literário, Contadores de Histórias, Curtas Metragens temáticas, Feiras do Livro, Leituras Non Stop, Leitura na Sala de Aula... de tudo um pouco se vai poder ver nas escolas e também nas Bibliotecas Municipais deste concelho que também abraçaram este movimento cultural.

Para este dia, o conselho deste concelho è: Pare, Leia, Desfrute.

Os professores Bibliotecários de Sintra


Postado por Carlos Cotter

DIA da TERRA


Dia da Terra foi criado pelo então senador Gaylord Nelson, no dia 22 de Abril.
Tem por finalidade criar uma consciência comum aos problemas da contaminação, conservação da biodiversidade e outras preocupações ambientais para proteger a Terra.


Postado por Carlos Cotter

21/04/2012

FOTOGRAFIA da SEMANA


Não estamos a ver nem a olhar para ‘A Persistência da Memória’ de Dali e, no entanto, a memória persiste.
Tantos de nós observamos e vemos, através desta imagem, um tempo de infância em que fomos meninos de muitos porquês, de muitos gestos repetidos, de palavras ensonadas, de ‘respeitosos medos’, de tantos ‘Dá licença, Minha Senhora?’, de silêncios sem respostas.
Símbolos e ícones de um País, num tempo parado e tristonho, ritmado por rotinas feitas valores inquestionáveis. Jesus, crucificado, Símbolo dos Símbolos, era contado como o Salvador de todos os males que as nossas almas já tinham feito, nos primórdios da, ainda, não existência…
Depois lá estavam os outros salvadores e garantes das nossas vidinhas. Os Chefes da Nação. Comandavam e todos (quase todos…) obedeciam; até o relógio marcava generosamente um tempo certinho, de dez e dez. Capicua e harmonia perfeita.
Esta composição tão certinha até deixa espaço à imaginação para desenharmos triângulos maçónicos, secretos, perturbados pelo quadro negro onde, à força de mais ou menos palmatórias íamos desfilando o rosário do saber ler, escrever e contar. Líamos, escrevíamos, contávamos. Depois…..
Não podemos ignorar…..
Mesmo sem Dali, ainda temos as memórias que persistem.



Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes


Postado por Carlos Cotter

14/04/2012

FOTOGRAFIA da SEMANA


E afinal onde está o mar?
Neste caminhar apenas o podemos imaginar. Se eu fosse mar também não queria ali estar. Se eu fosse caminhar nesta estrada de ‘oleo’ ou ‘gasodutos’, julgar-me-ia numa terra de ninguém, terra de passagem, não de paisagem… essa está apenas na areia-chão que circular ficou. Em círculo são os anéis que marcam afetos. Não servem para Ele que faz do seu caminho estrada reta e paralela, ‘circuncaminhando’. E parece que temos uma infinidade de percursos clonados. Mas não serão estes caminhos apenas a repetição do mesmo, clones de clones, passos de passos? Se um dia quisermos ir para terras de miragens, teremos de fazer estes percursos? Teremos de caminhar em círculo, andando, andando para não sairmos do nosso estar e do nosso lugar?

E o mar? Afinal, onde está o mar?

Talvez no olhar, talvez dentro do olhar… 


Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes

Postado por Carlos Cotter


SEMANA das ARTES na FERREIRA





Postado por Carlos Cotter