02/07/2013

ALMOÇO/HOMENAGEM À NOSSA DIRETORA LEONÍDIA

Realizou-se, no passado dia 28 de junho, o almoço de final de ano letivo 2012/2013.
Este evento coincidiu com a despedida e homenagem à nossa Diretora Leonídia Cunha, ao fim de muitos anos de dedicação e amor à nossa Ferreira.
Aqui está um pequeno resumo do que aconteceu.
A Equipa da BE deseja as maiores felicidades para a nossa querida colega.

22/06/2013

Fernando Carita - Um HOMEM

Cair de joelhos…
Cair de joelhos
sobre o nada
de altura maior que a da casa do seu nascimento,
o peregrino:
hoje é o dia de estar a ti
em queda só nua e desamparada,
hoje é o dia de estar ao vento
em remoinho de rosas errantes e vazias;
estar a ti
como ferida em noite agreste e consentida,
estar a ti
como vela ao relento fundo do tempo,
estar a ti
como pão lançado à memória do mar em sua infância,
estar a ti
a flutuar sobre uma vida que demora o olhar
a render a cor de uns olhos,
estar a ti
morrendo devagar ao som futuro dos teus passos,
estar a ti
a nascer descalço sobre o cheiro a terra molhada,
estar a ti
de voz húmile e mais nua que o silêncio,
estar a ti
de pensamento vazio debruçado sobre
veias de pedras e palavras,
estar a ti só contigo
e já sem mim.

in A salvação pelo vazio/ Le salut par le vide, 2005

31/05/2013

Comentário crítico ao Conto Electrodependência

Comentário crítico ao Conto Electrodependência, de Ana C. Nunes, in Lisboa no Ano 2000, pelos Alunos da Turma L2 do 10º Ano da Escola Secundária com 3º Ciclo de Ferreira Dias

A ação de Electrodependência envolve-nos de tal modo que nos deixa atordoados, devido às personagens, pois estão de tal forma modeladas, que revelam uma evolução inesperada ao longo da narrativa e nos conduzem a um fim totalmente imprevisto.
 Electrodependência começa no momento em que a condessa vai à loja do Senhor José Armindo comprar Elec, o qual, depois, foge pelas ruas de Lisboa. O suspense da ação adensa-se na casa dos Condes. Por fim, o desenlace revela José, que exprime toda a sua raiva e frustração.
A composição das personagens está muito bem conseguida, o que faz com que a narrativa entusiasme e cative. A caracterização das personagens, direta e indireta, consegue apelar à nossa imaginação e à capacidade de idealizar.
A Condessa é, para além de uma personagem tipo, pois representa a nobreza, uma personagem modelada: é atrativa, dissimulada, interesseira, calculista, maléfica, intriguista e manipuladora, revelando complexidade psicológica que evolui ao longo da narrativa.
Electrodependência é muito interessante, porque consegue prender o leitor desde que inicia a leitura, até à hora em que acaba de o ler. No final da história de Electrodependência, a autora devia ter deixado o protagonista sobreviver.

ESFD, 23 de maio de 2013
Secretária do 10º L2

Rute Fonseca

21/05/2013

Um trabalho de interpretação icónica de um poema de autor contemporâneo


Um trabalho de interpretação icónica de um poema de autor contemporâneo, Sophia de M. Breyner. O Grupo, do 10ºL2, tem os seguintes elementos: Inês Lemos nº17, Mariana Esteves nº23, Nídia Ferreira nº25, Ricardo Mota nº26, Rute Fonseca nº28.















Comentário crítico ao conto Electrodependência, de Ana C. Nunes, in Lisboa no Ano 2000, organização de João Barreiros.


 Comentário crítico ao conto Electrodependência, de Ana C. Nunes, in Lisboa no Ano 2000, organização de João Barreiros.


O conto Electrodependência, de Ana C. Nunes, transporta o leitor a um futuro imaginável, devido a traços de verosimilhança com a Lisboa de 2013 e é, simultaneamente, futurista e inovador.
     O conto Electrodependência, de Ana C. Nunes, aborda o possível futuro de Lisboa, onde coexistem classes e grupos sociais distintos: alcoviteiras, bêbedos, prostitutas, mendigos, um conde e uma condessa, e os seus amigos ricos. Os electrokinéticos controlam e traficam os Elec, e são perseguidos pelo Serviço de Contenção dos Electrokinéticos ( S.C.E.)

A Lisboa das sete colinas é um cenário de ruas escuras e sujas onde circulam os carros dos pobres, de becos sem saída e do castelo de S. Jorge, de dirigíveis pelo ar, carris suspensos, carruagens particulares, prédios altos e curvados.
     Electrodependência é um conto intrigante, que cria um universo seminovo. É uma leitura aconselhável, acessível, breve e pedagógica. Merece pequenos retoques de revisão.





Comentário crítico ao conto Electrodependência, de Ana C. Nunes, in Lisboa no Ano 2000, organização de João Barreiros, pelos Alunos da Turma C2 do 10º Ano, da Escola Secundária com 3º Ciclo de Ferreira Dias, no Cacém.

(Secretário: Fábio Henriques)