24/01/2013
22/01/2013
20/01/2013
BULLYING
Decorreu no passado dia 16 de janeiro, sob a orientação da Drª Nazaré Barros uma palestra/debate sobre Bullying.
| http://www.youtube.com/watch?v=OWjOxOGcZP |
08/01/2013
VER e ESCREVER
Tal como está o mundo, não nos atrevemos sequer a duvidar de
que tudo pode acontecer. Por isso o que é, pode não ser!
Há uma ponte invisível entre aparência e realidade, entre o
que vemos e julgamos existir e tudo aquilo que a nossa mente constrói a partir
de uma ordem caótica!
O céu ainda não caiu, mas está suspenso, prontinho a
soltar-se e esmagar estes três estrategas do (des)equilíbrio. Mas de que mundos
vieram estes entes? Por que fazem acrobacias circenses ou pacificadoras
reflexões de yoga?
Estarão mesmo ali, no espaço relvado em que os vemos ou
estarão por detrás dos muros, fingindo habilidades para impressionarem apenas
as paredes?
E estas paredes que casas de estórias parecem sustentar, não
serão também paredes andantes ou voláteis, nas memoráveis e geniais
monstruosidades de artista portuguesa?
“Artista”?!!! Imagem de cinema mudo, com ascensão e queda tão
rápidas como o foi a corrida do cãozinho para salvar do fogo o Artista-dono, a
quem só o Amor real que ‘arde sem se
ver’ conseguiu reanimar!
Artes várias imaginamos ao olharmos o que parece ser. E vamos
percorrendo a ponte, não com o nosso andar, mas com o ver, o olhar, o imaginar.
Não serão as paredes que nos param, não será porque o céu nos ameaça que
desistimos de construir estórias (tal como ‘Ela’ não desiste de as dizer,
pintando…) para o caos que nos organiza. Porque é no caos que está o labirinto
da existência, porque é no desequilíbrio que estrategicamente nos movemos e
aprendemos a existir e a resistir.
Porque, mesmo na
insólita ou necessária diferença entre a aparência e a realidade:
A relva é verde?
E o céu é azul?
Serão ou não, mas os muros não param sonhos!Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes
04/01/2013
30/12/2012
12/12/2012
04/12/2012
VER E ESCREVER
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Se com olhos de um Índio Sioux olhássemos, ficávamos num
paradoxal dilema: se amar os cães – animais procedentes da Mãe Terra e do Espírito
Divino – ou se, pela ajuda à mortandade de outros seres vivos – as raposas – os
devíamos dizimar a eles, antes que tamanho disparate fizessem por capricho,
costume ou gáudio de alguns maníacos privilegiados.
Não somos Sioux: olhamos e vemos uma bela matilha de cães de
não menos bela raça, mas…
Se com olhos pitagóricos olhássemos, ficávamos noutro
estranho dilema: serão estes cães o simulacro corpóreo de almas que estão a
fazer a escalada na sua purificação e ascensão para a Luz, num ciclo ascendente
de reencarnações rumo à perfeição, ou serão o repositório material de almas
que, por “males” fazerem, desceram na escala de Ser e, tal como os ‘Graves’ de
Galileu, vão caindo… caindo…
Terá dito Pitágoras ao enfurecido talhante que não batesse no
animal (cão) que lhe tinha suprimido a carne, pois no seu ladrar de dor
reconhecia a voz de um amigo seu!
Pelo que constatamos, estes cães calados estão! Nem do talho
vieram, nem roubaram, nem para lá vão!
Serão almas?
Serão gente?
Gente não são certamente!
E as almas, porque imateriais são, não se vêm neste chão.
Ou estarão todas ‘NAQUELE’ cão?
Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes
30/11/2012
ESCRITORES DO MÊS
VITORINO NEMÉSIO
Nasce na Praia da Vitória, Ilha
Terceira, Açores, 19 de Dezembro de 1901- Morre em Lisboa, 20 de Fevereiro de 1978.
Foi um poeta, escritor e intelectual de
origem açoriana que se destacou como romancista, e professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Ensaísta
reputado, o seu prestígio na nossa história literária advém lhe sobretudo do
romance açoriano Mau Tempo
no Canal, 1944, história de amor e de
sinuosidades familiares e sociais, e dos vários livros de poesia que o consagram como um dos grandes líricos do nosso século (O Verbo e a Morte, 1959,Sapateia Açoriana, Andamento Holandês e Outros Poemas, 1976), que equaciona o sentido da existência humana perante os diversos conflitos
que a centram: o sagrado e o profano, o saber e a ingenuidade, a cultura e a
natureza, o amor excessivo e os desapegos da banalidade quotidiana.
Emily
Elizabeth Dickinson
Nasceu em Amherst, 10 de dezembro de 1830. Faleceu em 15 de maio de 1886. Foi uma poetisa americana,
considerada moderna em vários aspetos da sua obra. Em torno de Emily,
construiu-se o mito acerca de sua personalidade solitária. Tanto que a
denominavam de a “Grande Reclusa”.
Foi somente em torno do
ano de 1858 que Emily deu início a confeção dos «fascicles» (livros manuscritos
com suas composições) produzidos e encadernados à mão.
É intensa a sua produção
de 1860 até 1870, quando compôs centenas de poemas por ano. Em 1862, envia
quatro poemas ao crítico Thomas Higginson que, não compreendendo inteiramente
sua poesia, a desaconselha de publicá-los.
Morri pela Beleza
Morri pela Beleza - mas mal me tinha Acomodado à Campa
Quando Alguém que morreu pela Verdade,
Da Casa do lado -
Perguntou baixinho "Por que morreste?"
"Pela Beleza", respondi -
"E eu - pela Verdade - Ambas são iguais -
E nós também, somos Irmãos", disse Ele -
E assim, como parentes próximos, uma Noite -
Falámos de uma Casa para outra -
Até que o Musgo nos chegou aos lábios -
E cobriu
- os nossos nomes
Emily
Dickinson, in "Poemas e Cartas"
Tradução de Nuno Júdice
FRASE DO MÊS
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“Quando
o Homem sabe reconhecer os limites da própria inteligência está mais perto da
perfeição.”
(Goethe)
23/11/2012
16/11/2012
13/11/2012
ATREVE-TE A LER - Crónica vencedora.
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«ATREVE-TE A LER» CRÓNICA VENCEDORA
Diário de Anne Frank
‘A
genialidade não tem idade’, esta frase poderia servir muito bem para sintetizar
a essência da vida e obra de Anne Frank.
Se
nos for permitido especular diríamos que, se Anne Frank não tivesse sucumbido à
execrável empresa executada pelos bárbaros nazis, Anne Frank teria tido uma
vida melancólica, triste profundamente marcada pela memória da juventude,
bruscamente interrompida pela vil rudeza da segunda guerra mundial. Com certeza
que o “génio literário” de Anne Frank teria tido a felicidade de conhecer a
grandiosidade, clareza e o brilho da luz, quiçá poderia ter sido galardoada
com esses prémios destinados aos grandes escritores.
Anne
Frank foi uma adolescente igual às outras mas, ao contrário das suas contemporâneas,
também tinha os seus sonhos, angústias, paixões, animosidades familiares e
conflitos interiores. Não teve a maravilhosa oportunidade de usufruir da sua
liberdade. Não lhe foi concedida a chance de levar uma vida despreocupada e ter
um ambiente familiar normal e saudável.
Nós,
os afortunados, muitas vezes temos a insensatez de nos lamuriar da nossa
situação, entregar-nos à pedinchice e queixarmo-nos constantemente da nossa
“feliz ignorância” da vida e não hesitamos em expor o nosso “injustificável sofrimento”
perante a benesse que nos é gratuitamente dada todos dias. Talvez exemplos como
o de Anne Frank nos lembrem que ser-nos-ia melhor agradecer, enaltecer,
regozijar até; com todo o manancial de facilidades que temos e ter sempre
presente os princípios da responsabilidade, bom senso, e tolerância.
O
que foi possível depreender da história de Anne Frank, é que o diário que nos
deixou encerra um conto cujo final foi a tragédia. Nunca saberemos como seres
pérfidos, ascorosos, vis, antropoformes, foram capazes de materializar o horror
ao expoente máximo, a qualidade mais sublime que eles consideram é serem
hediondos.
Adriano Delgado, 12º
C5, nº 1
Em nome de toda a Equipa de Biblioteca Escolar os nossos parabéns ao vencedor.
12/11/2012
11/11/2012
Dia Internacional Eco-Escolas
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7 novembro 2012 Dia Internacional Eco-Escolas: Um Dia para Todos
Apresentação do livro "Portugal a Quente e Frio" por Filomena Naves e Teresa Firmino.
09/11/2012
VER E ESCREVER
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Já ninguém mora
aqui. Agora só nos resta imaginar e ver através do outro lado do tempo, entrar
no passado. E assim, facilmente , vemos um palácio das mil e uma noites, com
seus donos e convidados numa festa, a
celebrar o equinócio da primavera. A orquestra, com harpas, címbalos, cítaras e
pianolas toca uma balada que celebra as cantigas de amigo. Damas e gentis
homens rodopiam no salão, vestidos a preceito, num barroco de folhos, fivelas e
cabeleiras. Uns estão compenetrados nos passos de dança, outros servem-se do
bailado para que mãos e olhos vão dizendo outras palavras que devem emudecer
lábios mas não calar falas de coração. Esta tarefa ou jogo de sedução não quer
perder a magia e tornar explícito o encanto do implícito. Aios e pajens
fardados a rigor esperam perfilados e ladeando o salão, quase petrificados com
tanta beleza pensando se, caso ali estivesse, com quem dançaria a Cinderela.
Outras Cinderelas suspiram de alívio: umas porque o minuete acabou e se livram
do seu par algo bafiento, de mãos suadas e atrevidas; outras suspiram na
tristeza pela rapidez da música agora finda, a meio do encanto com que seu par,
garboso fidalgo/mancebo as encantou. São quase Cinderelas e quase ficam Mouras
Encantadas. Gostamos de ver este salão com estes personagens. Ao longe parecem
perfeitos hologramas que ali estão para nosso deleite e, a qualquer momento,
podem ficar suspensos num hiato temporal para fantasmas futuros serem. Num
outro tempo, chegaram o abandono, as intempéries, os vendavais que também
passaram por este monte. Reina o silêncio. O céu requisitou nuvens plúmbeas que
acautelam as ruínas do palácio que já foi e onde apenas as árvores verdes
continuam os ciclos da natureza. Chegam outros olhos para olharem o que restou.
Os passos ficam atrás do tempo, só os ouvidos atentos percebem, ao longe, o
toque de uma orquestra. Então, de repente, chegam até outros olhos espetros de
bailarinos que rodopiam suspensos em si próprios. E, quem olha e vê, conclui
que chegou ao presente de um idílico tempo passado, sempre irrepetível e sempre
ausente.
Foto de Osvaldo Castanheira
Texto de Maria dos Anjos Fernandes
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