03/05/2013

MÃE

HOMENAGEM À MÃE


ESCRITORES DE MAIO










FRASE DE MAIO


IMAGEM DE MAIO


ATREVE-TE A LER


25 de ABRIL

SEMPRE!

03/04/2013

VER e ESCREVER


Era uma vez uma estória que continua a ser, em que uma menina soube que Deus descansou ao sétimo dia da criação do mundo! Mesmo sem entender muito de Deus, o Não-humano, a estória e respetiva explicação estava aceite para se maravilhar com o que tinha ficado do trabalho dos seis dias anteriores. Na impossibilidade de repetição, o mistério ganha mais consistência quando a perfeição entra pelos olhos dentro e chega, de mansinho, ao coração.
A menina, todas as meninas e meninos, vão pensando na capacidade de imitação para que a inteligência cumpra funções inteligentes e a humanização se exceda em inventar, construir, ‘criar’ sem descanso, numa fração de tempo que ainda, e sempre, será o dia do recostar divino.
Aí está o paradigma da generosidade. Nesta estória, a menina foi pensando que, quem sabe fazer paraísos (olhemos o céu e as nuvens que nele se passeiam e não caem… chegam ou partem com gotinhas para refrescar e lavar o mundo que nenhum guarda chuva tapa na totalidade…), sabe também a superlativa abnegação e a importância de dar a oportunidade ao outro, espelho de nós mesmos. Oh suprema e inimaginável contradição!!! Afinal será o Homem apenas semelhante a Deus – Criador, ou será também o espelho que Deus escolheu para se Re - Ver e contemplar-Se a Si e à Sua obra? Olhemos a ponte a unir duas margens, vejamos as janelas iluminadas por uma luz inventada ou descoberta. Deus e o Homem, o Outro para o outro, para que a diferença mantenha a Identidade de cada um. A menina, muitos outros que sabem a estória, continuam a pensar que talvez Deus tenha decidido descansar e assim permaneça para deixar que o Homem – Criatura possa ser também criador e a beleza não desapareça. 

Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes

21/03/2013

Dia Mundial da Poesia


O portugal futuro é um país
aonde o puro pássaro é possível
e sobre o leito negro do asfalto da estrada
as profundas crianças desenharão a giz
esse peixe da infância que vem na enxurrada
e me parece que se chama sável
Mas desenhem elas o que desenharem
é essa a forma do meu país
e chamem elas o que lhe chamarem
portugal será e lá serei feliz
Poderá ser pequeno como este
ter a oeste o mar e a espanha a leste
tudo nele será novo desde os ramos à raiz
À sombra dos plátanos as crianças dançarão
e na avenida que houver à beira-mar
pode o tempo mudar será verão
Gostaria de ouvir as horas do relógio da matriz
mas isso era o passado e podia ser duro
edificar sobre ele o portugal futuro

Ruy Belo

08/03/2013

DIA INTERNACIONAL DA MULHER


Para todos os entes e existentes, femininos, porque o são e se não
fossem, ninguém era...;

Para os masculinos, para saberem que são e existem por nós, para nós!

Que se lembrem efemérides de Carinho, Respeito e Amor.

A Equipa da BE.






VER e ESCREVER


Não é em qualquer tempo nem em qualquer parte que poderemos olhar e ver quem ainda é, mas talvez nunca seja, e vê-lo a ‘Ele’, de costas, que já não é, mas sempre há de ser.
Há também os outros, que o guardam, que também foram e voltaram, ou não foram mais do que ‘vultos históricos’ e de pouco alto nos olham ou são olhados.
E depois, parece que parte do mundo saiu à rua ou Largo, para ali estar, ver e olhar. Acima de tudo para receber o azul deste céu- Espaço invejado de qualquer S. Kubrick, se vivo fosse, para outra Odisseia nos contar. A estória vai acontecer num tempo de futuro muito longínquo, tudo está petrificado, mas tudo se move, numa cadência de câmara lenta, em que nada existe, mas tudo está lá.
A culpa é do céu azul que caprichou e não muda de cor. Plúmbeo, amarelo, roxo, rosáceo, de nada valeu aos homens pedra tentarem! A abóbada emitiu um édito galático para nada se mover, para nada ser. Só as memórias de uma viagem salvas e ainda fossilizadas voam de vez em quando, em forma de livro ou folhas soltas, por aquele espaço. Nem os homens pedra, nem as pedras homens as vêm.
Única exceção: numa daquelas pedras-casas está um homem, ainda de carne e osso, que regressa ao passado, faz dele presente e escreve! Heresia… em verso e prosa, nova saga de Bloom, tornado assassino lusitano e Lusíada, que se (des) aventura por terras nunca tão bem contadas, rumo à Índia, que ainda lá está!
G.M.Tavares – não o vemos – espreita de uma janela e, nos intervalos da mirabolante escrita, vai perfilar-se do outro lado do pedestal, para olhar nos olhos ‘Aquele’ que de costas vemos.

Foto: Osvaldo Castanheira
Texto: Maria dos Anjos Fernandes