24/01/2017

SEMANA DAS CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS - EXPOSIÇÕES

AS EXPOSIÇÕES

Durante a Semana são expostos os trabalhos que os alunos realizaram, no âmbito das várias disciplinas afetas ao Departamento das Ciências Sociais e Humanas.
Na História, seguem-se as pisadas do “Património: Dar um futuro ao passado”.
Na Geografia, vemos trabalhos que tratam o tema “Rosas dos ventos: o Mundo Rural”.
Na Filosofia, os trabalhos elaborados apresentam reflexões e respostas à questão: “A Filosofia Muda o Mundo?”, com base na vida e obra de filósofos estudados e conhecidos.
Parabéns!


Partilhamos algumas fotografias das exposições.






































23/01/2017

SEMANA DAS CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS

Decorre, entre 23 e 27 de janeiro uma nova edição da Semana das Ciências Sociais e Humanas, na Escola Secundária Ferreira Dias.
A Semana tem a organização do Departamento de Ciências Sociais e Humanas, e é aberta a toda a Comunidade.
A Biblioteca Escolar associa-se a este evento, promovendo e dinamizando Palestras.



LER E APRECIAR

Os da minha rua
Autor: Ondjaki
Editoral Caminho, SA, Lisboa, 9ªedição, 2012
152 Páginas
Preço: 8.90€
Género: Romance

           O livro relata o quotidiano de Ndalu, um rapaz africano de classe desfavorecida.
Os da minha rua é um romance escrito em português com muitas palavras e expressões angolanas. É um conjunto de pequenas estórias vividas no espaço da rua que são lembradas pelo narrador. De ação em ação, vamos conhecendo personagens secundárias, amigos de Ndalu, a sua família e as suas aventuras. A beleza do livro consiste no modo como Ondjaki brinca com as palavras, descrevendo emoções e lugares. Ele recria a criança que, de um modo único, relembra a sua infância e aqueles que se deixam para trás, os momentos em que apenas se vê o significado das pequenas coisas, aqueles lugares que transmitem cheiros que se sobrepõem a outras sensações.
                Um dos contos mais interessantes é “Nós choramos pelo cão Tinhoso”. A ação localiza-se na aula de português, no início do 8ºano. Os alunos estão a ouvir a leitura de um conto. Dois anos antes, Ndalu tinha lido com a turma a mesma história e, agora, iam voltar a lê-la. Contava a história de um cão doente. A professora selecionou alguns alunos para a lei

tura da obra. À medida que a história avança, todos os alunos começam a sentir tristeza pelo cão. Calha a Ndalu a leitura da parte final do texto. Ele e outros rapazes fazem esforço para não chorar, pois têm de ganhar uma aposta.
               Refletindo sobre as lembranças, o narrador apercebe-se de que, ao longo do tempo, lemos de maneira diferente, mais seriamente e com mais atenção e reconhece que um livro que em tempos não o tinha marcado, agora, é para ele o livro mais importante de todos.


Texto 6, Rita Ribeiro, Nº24 10ºC3, 23 de janeiro de 2017




16/01/2017

LER E APRECIAR

Parábola do Cágado Velho

          Parábola do cágado velho é um livro escrito por Pepetela, escritor angolano, cuja primeira edição foi em 1997. A obra aborda a guerra civil em Angola, e as estratégias usadas nas pequenas aldeias pelos aldeões para lidar com as dificuldades e a ela sobreviver.
          Em Parábola do cágado velho, embora a ação principal seja a vida de Ulume e a sua paixão por Munakazi, não é apenas o que realmente importa. O amor entre estas personagens acaba por ser um fio condutor que guia o leitor através de uma história em contexto de guerra cujas consequências se destacam na vida daqueles que não participam nela nem sabem o motivo da mesma.
          A história retrata uma nova Angola, que não chega a todos após a independência e, no entanto, quando chega, arrasa tudo sem perguntar aos antigos como querem que seja. Para os antigos, as palavras são a arma da vitória.
          É um livro que começou a ser escrito em 1990 e só foi publicado originalmente em 1997. Retrata um período de guerra de uma maneira diferente, mostrando não a versão dos militares mas, sim, a dos camponeses que sofrem as suas consequências, sem realmente saberem se existe um lado bom ou um lado mau.

                 Texto 5, Patrícia Silva, Nº23 10ºL1, 16 de janeiro de 2017

Parábola do Cágado Velho
Autor: PEPETELA
Editora: Dom Quixote/ Leya
Nº edição: 8ª
Paginas: 160
Peço: 12,90€
Género: Romance



09/01/2017

LER E APRECIAR


Com o início do segundo período letivo, recomeçamos a partilhar os textos que os alunos escrevem, a propósito da obra escolhida.
Como se devem lembrar, o objetivo é:
LER E APRECIAR.
Aqui fica o 4º texto.
Leiam e Apreciem.



Como se o mundo não tivesse Leste, escrito em 1975, por Ruy Duarte de Carvalho, e publicado em 1977, reúne três textos curtos de ficção que contextualizam a última fase do período colonial Angolano. Ruy Duarte de Carvalho começou o seu historial literário no ano de 1972 com a obra Chão de Oferta, somando, posteriormente a este, mais duas dezenas de livros de poesia, ficção, narrativa e ensaio.
A obra conta com três histórias sobre Angola, no período colonial, que se interligam pelas temáticas da seca, pela denúncia da violência colonial e, essencialmente, o trato do gado. Ruy Duarte de Carvalho aproveita o facto de ter trabalhado como regente agrícola, e abre um paralelismo entre o autor e o narrador devido a tal experiência.
Apesar das semelhanças temáticas e de conteúdo dos três textos que constituem a obra, estes diferenciam-se na escrita. A primeira história conta com um texto mais adjetivado e gramaticalmente saturante, levando ao distanciamento dos tópicos onde seria mais importante a maior percetibilidade do texto. A segunda história, por outro lado, parece escrita por outro autor, pelo facto de ser contada de uma forma mais clara e simples fácil de se ler, abrangendo uma maior vastidão de leitores de diversos gostos, e não se prendendo a leitores adeptos de leituras mais complexas. Na edição de 2003, e em determinadas partes da narrativa, o diálogo é reelaborado em versos, conferindo um toque mais relaxado e apelativo à leitura. A terceira história foca-se no carácter divino das coisas, assemelhando-se literariamente à primeira e afastando-se da agradável e mais acessível forma de escrita apresentada na segunda.
 Apesar das características que a diversificam literariamente, esta obra conduz definitivamente o leitor à época colonial em Angola, e é, sem dúvida, uma leitura complexa e para gostos específicos.

Texto 4, João Cardoso, 11º L2, Nº 12, 9 de janeiro de 2017

Como se o mundo não tivesse leste
CARVALHO, Ruy Duarte
Biblioteca Editores Independentes / Cotovia
164 Páginas
4ª Edição
 Preço: 6€
Género: Romance


05/01/2017

MARATONA DE CARTAS - AMNISTIA INTERNACIONAL

Decorreu, até hoje, a assinatura de Cartas, relativa à Maratona de Cartas da Amnistia Internacional.
A Biblioteca Escolar dinamizou esta iniciativa.
Toda a Comunidade participou na Assinatura em prol dos Direitos Humanos.

Este ano, os casos selecionados foram:
Mahmoud Abu Zeid, "Shawkan", do Egito; Eren Keskin, da Turkia; Edward Snowden, dos E. Unidos da América e Annie Alfred, do Malawi.

Agradecemos o envolvimento e a participação de toa a Comunidade Educativa.









LEITORES TOP DA BE

Ler é Bom...
Ler é Aprender...
Ler é Crescer...

ESTATÍSTICA BE 1º PERÍODO


A Biblioteca Escolar é, cada vez mais, uma mais valia para os alunos, para a escola, para a Comunidade.
O boletim da estatística referente ao 1º período letivo revela, sem sombra de dúvida, essa importância.

19/12/2016

BOAS FESTAS


A Biblioteca Escolar deseja a todos os Amigos, um excelente Natal. 

Votos para que  2017 seja um ano de cumprimento dos sonhos e das Boas Vontades.




13/12/2016

MARATONA DE CARTAS- AMNISTIA INTERNACIONAL

Mais uma vez, a Biblioteca Escolar faz uma parceria com a Amnistia Internacional.
A Maratona de Cartas é o maior evento de direitos humanos organizado anualmente pela AI. O objetivo é chamara a tenção para  casos de pessoas presas e comunidades em risco. 
Relembram-se as palavras de Peter Benenson, fundador da Amnistia Internacional:

“Outrora os campos de concentração e outros lugares obscuros estavam na escuridão. Agora são iluminados pela luz da vela da Amnistia Internacional. Na primeira vez que acendi uma vela da Amnistia lembrei-me do ditado chinês “É melhor acender uma vela do que maldizer a escuridão.”


12/12/2016

LER E APRECIAR

“LER & APRECIAR”
Título: O Último Cabalista de Lisboa
Autor: Richard Zimler
Editora: BIIS
Edição-reimpressão: 06-2016
Porto Editora

Número de páginas: 352
Preço: 12,40
Género: Romance


            Richard Zimler é um jornalista, escritor e professor norte-americano naturalizado português. Nasceu em Nova Iorque, a 1 de Janeiro de 1956. É formado em Religião Comparativa e mestre em Jornalismo. Veio para Portugal em 1990 e vive, atualmente, no Porto.
            O Último Cabalista de Lisboa, publicado em 1996, é baseado em factos verídicos, juntamente com ficção. O livro retrata os Zarco, uma família de cristãos-novos que, na verdade, são judeus, praticam, às escondidas, o judaísmo e têm como patriarca Abraão Zarco, um iluminador e membro respeitado na comunidade judaica. É também um cabalista de Lisboa. A personagem principal, assim como narrador deste romance, é o seu sobrinho, Berequias Zarco.
            A história decorre no progrom de Lisboa de 1506, durante as celebrações da Páscoa, em que muitos cristãos-velhos foram mortos numa fogueira no Rossio, após terem sido culpados pelo progrom. Berequias Zarco encontra morto nu o seu tio, Abraão, juntamente com uma jovem desconhecida, banhados em sangue, numa cave que servia de templo secreto desde que a Sinagoga fora encerrada pelos cristãos-velhos. Um manuscrito iluminado e recentemente terminado por Abraão tinha desaparecido do seu esconderijo secreto. O seu assassino é desconhecido, mas serão culpados um cristão-velho ou um cristão-novo.
            Obra confusa, difícil, para quem não compreende os aspetos do estudo da Cabala judaica e as controvérsias de uma época muito marcada por conflitos entre o poder religioso e as crenças das populações, num contexto político complexo em Portugal. Para quem não conhece o contexto sócio-histórico representado, a obra aparenta ser um romance policial histórico.


Texto 3, Ana Rita, Nº04, 11ºA2, 12 de dezembro de 2016



05/12/2016

LER E APRECIAR


“LER & APRECIAR”

As Viagens de Gulliver, de Swift, Jonathan
Género: Romance de aventura
Ano de Edição: 1984; reimpressão: 2010
Editor: Relógio D'Água
Nº. de páginas: 288
Preço atual: 13,50€

            O livro As Viagens de Gulliver narra a vida de um homem chamado Gulliver, que faz diversas viagens e que, por acidente, vai passar pelos mais estranhos países: no primeiro país, os habitantes são muito pequenos; no segundo, são gigantes. A terceira paragem é numa ilha onde os habitantes têm grandes conhecimentos matemáticos e vivem em harmonia. Por último, encontra um país onde quem governa são os cavalos.
            É uma obra bastante conhecida, mas não no seu todo, pois grande parte das pessoas apenas conhece a primeira viagem, Lilliput, desconhecendo completamente as três restantes.
            O texto é extremamente descritivo, especialmente em relação ao espaço, e muito preciso, quanto ao tempo. Jonathan Swift, ao criticar a política de cada país, está, no fundo, a criticar a sociedade inglesa do seu tempo, corrupta e gananciosa, sendo que cada viagem é utilizada para criticar diferentes entidades e instituições.
            A descrição minuciosa provoca no leitor o cansaço, facto de que o escritor se vai apercebendo, pedindo desculpas como forma de manter a atenção do leitor.
            Em conclusão, esta obra é das mais conhecidas internacionalmente, tendo sido adaptada várias vezes para crianças e para cinema. Agrada a pessoas que gostem de livros de aventura e/ou quem tenha apenas conhecimento da primeira viagem.

Texto 2, Pedro Tomé, Nº 22, 10ºC3, 5 de dezembro de 2016