20/02/2017

LER E APRECIAR

Eis mais um texto da rubrica 'Ler e Apreciar'.
Leituras diversificadas, com escritas originais.
Leiam...Ler não custa nada...
A Divina Comédia – O Inferno
Autor: Dante Alighieri
Publicações Europa-América, 1994
Nº de páginas: 156
Preço: €16,91
Género: Épico
Adaptação em prosa, publicada por Helder L. S. da Rocha, Versão Digital para Ebook, Brasil, 2003
Nº de páginas: 210 (texto e notas)
Preço: €03,09 (Versão Digital)

      O Inferno é a primeira parte de A Divina Comédia, de Dante Alighieri, sendo as outras duas o Purgatório e o Paraíso. Inferno está dividido em trinta e quatro cantos. A 1ª edição foi lançada entre 1304-1321 e, na origem, em verso.
      O tema desta clássica obra da literatura Italiana é a viagem de Dante aos nove círculos de sofrimento localizados dentro da Terra,  fundamentada no conceito medieval de Inferno, e guiada pelo poeta romano Virgílio. A viagem começa quando Dante se vê perdido numa floresta escura e amedrontadora, pois a sua vida tinha deixado de seguir o caminho certo. Após tentativas frustradas de escapar, tendo aparecido três feras que impediam a sua fuga, Virgílio aparece a Dante, a mando de Beatriz, que descera dos Céus até ao Limbo para pedir ajuda a Virgílio, e propõe um trajeto diferente. Durante a sua viajem, Dante mapeia todos os ciclos e, ao mesmo tempo, descreve a justiça que lá é feita aos que não agiram bem durante as suas vidas.
     O livro, que tem uma linguagem muito complexa, cria a visão do mito de Inferno como foi ensinado ao longo de muitos séculos até à cristandade. É notória a perceção de que apenas um livro conseguiu e consegue mudar todo um cenário do imaginário humano, principalmente se transmitir conteúdos religiosos ou míticos. Como se não bastasse o imaginário representado, faz parte da literatura italiana que se tornou uma das mais influentes nas crenças cristãs atuais. 

Texto 10, Israel Maia, Nº30, 10ºC3







CARTA DE AMOR - DIA DE S. VALENTIM

Eis uma Carta...
De Amor!
1º Lugar no Concurso promovido pela Biblioteca Escolar.
Eu amo amar
Eu amo amar-te
Amo ver-te sorrir
Amo abraçar-te
Amo a tua personalidade
A tua maneira de falar
Tanta gentileza nas palavras
E a suavidade do teu olhar
Talvez até não esteja em mim
Mas foste tu quem escolhi amar.
A tua voz é como música
A tua alma um mapa interestelar
Talvez seja por ti esta vontade de mudar
Talvez não seja merecedor
Talvez não esteja na direção do teu olhar
Para quem olha tão acima
Por que irá olhar tão baixo?
Estou apaixonado
Mas ao mesmo tempo tão encantado
Sinto que devo mudar
Mas também já me sinto mudado
É certo que eu te quero
E isso, sim, deixa-me frustrado
Por saber que te irei amar
E por ti não serei amado…

Autor: Rafael Gonçalves, nº 23, 11º E1
1º LUGAR. PARABÉNS!






16/02/2017

CARTA DE AMOR

A propósito do Concurso relativo ao dia de S. Valentim, iniciamos a publicação das Cartas vencedoras e menções honrosas.

Registamos, com um carinho especial, este TEXTO/CARTA de uma aluna, frequentadora da Biblioteca Escolar. Parabéns!

…Porque vivo infinitas vidas desde que te conheci…
Encontrei-te com os meus sete anos e, sendo uma eterna exploradora, apaixonei-me no momento.
Descobri-te aos poucos, dia após dia, navegando pelo teu mundo interminável em mim.
Aos nove anos, explorei as tuas características: comecei pelo teu universo de fantasia, aquele em que ninguém acredita, mas que todos vivem intensamente.
Tudo o que julgava impossível, ganhou vida contigo.
Aos doze anos, deste-me a conhecer uma mistura de sensações, desde a tristeza à admiração, como só tu o soubeste fazer.
Com catorze anos, aprendo contigo o verdadeiro significado de viver:
- Não ter medo de errar, cometer as maiores loucuras e ser indomavelmente livre.
Comecei a ver o que me rodeia de uma outra forma e ganhei dedicação pelo que ante considerava como “pequenos momentos” – apercebi-me que são eles os culpados por fazer a vida valer!
Aos quinze anos, comecei a tomar o gosto pelas noites em que nos descobrimos e em que me deixas aconchegar a ti enquanto te revelas para mim.
Hoje, com dezasseis anos, ainda me sinto viva com a fuga momentânea que ofereces e com os sentimentos que despoletas em mim.
Sei que preciso de mais tempo para te descobrir por completo mas, por agora, limito-me a um capítulo de cada vez.
Confesso que estou sentada no meu velho sofá, aquele que também te pertence, a tentar escrever algo que retribua tudo o que me deste.
Cheguei agora à conclusão que será em vão, estas solitárias palavras não chegam para demonstrar o que és para mim, por isso, vou apenas manter a esperança que o meu sentimento de gratidão seja percetível em todo o tempo que ainda me resta contigo.
Não me posso esquecer de levar os óculos e a manta mas, amanhã, prometo que te visito – só para matar as saudades de hoje.
Minha eterna,
 BIBLIOTECA!

Mariana Graça, nº 16 - 11º E
1º LUGAR
PARABÉNS!!!

14/02/2017

ALFABETO AUTORAL DOS AMANTES

Partilha de Trabalho 

Português e Programa para A Saúde e Sexualidade - Categoria B: Trabalho de pesquisa de textos sobre o tema Amor e notação bibliográfica - Turma 10º L1 e professora Isabel Castilho


A
mantes são sempre extravagantes[i]
Venceu-me  amor não nego;/ tem mais força que eu assaz/ que, co
M
o é cego e rapaz/ dá-me porrada de cego![ii]
A
mor, quando se revela,/ não se sabe revelar.[iii]
Aquela linguagem de falar toca
N
do-se[iv]
Em cada orelha
T
ua/uma cereja e nos lábios/morangos atiçados[v]
Um cavalo ard
E
nte e leve animado pelo meu fogo de amor[vi]
O amante que deixa de ver-se, depres
S
a é esquecido.[vii]

Eu quero amar, amar perdidamente./  
A
mar só por amar: Aqui... Além...[viii]
Por quanto 
B
em Deus em vós foi poer/ vos am´eu mais de quantas cousas som[ix]
Teu corpinho adoles
C
ente cheira a princípio do/mundo.[x]

D
eslumbrar-me de luz o coração[xi]

E
u te peço perdão por te amar de repente[xii]
É manhã, meu amor, a noite 
F
oge[xiii]
E este amor que assim me vai fu

G
indo[xiv]
As cartas de amor, se 
H
á amor,/Têm de ser/Ridículas.[xv]
Alma minha gent
I
l que te partiste[xvi]
Pensa-me eterna que o eterno gera/ Quem na amada o con
J
ura.[xvii]
És me
L
hor do que tu[xviii]
E a poesia das coisas se insinua/Lenta e a
M
orosa em nossos corações[xix]
da cidade onde o amor e
N
contra as suas ruas[xx]
Até chegar ao lugar do am
O
a
P
esar de querer o teu bem, não 'tou do teu lado[xxii]

Q
ue  importa o céu e o mar se tudo é/ mistério no teu olhar[xxiii]
Quem disser que pode ama 
R
alguém durante a vida inteira é porque mente.[xxiv]
Pois que tu é
S
já toda a minha vida[xxv]
Para atravessar con
T
igo o deserto do mundo[xxvi]
Não sei razão pra amar-te mais q
U
e amar-te.[xxvii]
Amor é fogo que arde sem se

V

É mais fácil evitar o amor quando ainda se não tem, que dei
X
á-lo quando existe.[xxix]
A tua vo
Z
fala amorosa… /Tão meiga fala que me esquece[xxx]

[1] Acessível em: https://pixabay.com/pt/cora%C3%A7%C3%A3o-amor-chama-amantes-homem-1137259/
[1] O'NEILL, Alexandre, "Amantes de Novembro", Poesias Completas, Lisboa, Assírio& Alvim, 2002, p. 49. Acessível em: http://www.portaldaliteratura.com/poemas.php?id=969. 
[1] CAMÕES, Luís, Cantiga ao moto "Venceu-me  amor não nego;/ tem mais força que eu assaz/ que,como é cego e rapaz/ dá-me porrada de cego!", Lírica completa, 2ª Ed., 1986, p. 229.
[1] PESSOA, Fernando, "O amor, quando se revela, Não se sabe...", Poesias inéditas (1919-1930), Ed. Ática, Lisboa, 1956 (imp.1990), P.92.
[1] PESSOA, Joaquim, “Os amantes com casa”, 125 poemas – Antologia Poética, Litexa, 2010, p. 125.
[1] SOUTO, António, “Em cada orelha tua”, Sonhos Sobrantes, Ed. DebatEvolution-Associação, 2014, p. 51.
[1] HÉLDER; Herberto,, “Um cavalo ardente e leve animado pelo meu fogo de amor”, Rosa do Mundo 2001 Poemas para o Futuro, Assírio & Alvim, 2001, p. 207.
[1] Provérbio : O amante que deixa de ver-se, depressa é esquecido. Acessível em http://www.portaldaliteratura.com/proverbios.php?id=182 
[1] ESPANCA, Florbela, “Amar”, Charneca em Flor, Livraria Gonçalves, Coimbra, 1931. eBook: 2013.Acessível em  http://projectoadamastor.org/charneca-em-flor-florbela-espanca/
[1] SANCHES, Afonso (c. 1289-c.1328), "Sempre vos eu d´outra rem mais amei", Rosa Do Mundo 2001 poemas para o futuro, Assirio & Alvim, 3ªedição, 2001, p.730.
[1] GEDEÃO, António, "Rosa branca ao peito", Poemas Escolhidos, antologia organizada pelo autor / António Gedeão, Ed. João Sá da Costa, 11.ª ed., 2008, p.31.
[1] ESPANCA, Florbela, "Saudades", Livro de ‘Sóror Saudade’, Lisboa,Tipografia A Americana,1923, p. 123.
[1] MORAES, Vinícius de , “Ternura”, Antologia Poética, Rio de Janeiro, Nova aguiar, 1998, página 259.
[1] SARAMAGO, José, “Ainda agora é manhã”, Provavelmente Alegria, Ed. Caminho, 5ª edição, 1999, p. 19.
[1] ESPANCA, Florbela, “Inconstância”, Livro de ‘Sóror Saudade’, [1923], Bertrand Editora, 9ª Ed., Lisboa, 2009, p.237.
[1] PESSOA, Fernando, Poesias de Álvaro de Campos, "Todas as cartas de amor são". 1ª publ. Acção, nº41, Lisboa, 6-3-1937.  Cartas de Amor de Fernando Pessoa e Ofélia Queiroz, Assírio & Alvim, 2012.
[1] CAMÕES, Luís, “Alma minha gentil que te partiste”, Gil Vicente e Luís de Camões Textos Literários, Livraria popular de Francisco Franco, Lisboa, 1950, p. 214.
[1] CORREIA, Natália, “O Espírito”, Sonetos românticos, Dom Quixote, 1999. Acessível em Poema e “Poesia de Natália Correia”, Poesia completa, http://www.portaldaliteratura.com/poemas.php?id=709.
[1] PESSOA, Fernando “Não: não digas nada!", Poesias, Portugal, Editora Ática, Lisboa 1995,p. 132.
[1] QUENTAL, Antero de, “Idílio”, Os sonetos completos, Porto Editora, 1º Ed., 2016, p. 55.
[1] O'NEILL  Alexandre "Um adeus português", Poesias Completas,  Lisboa,  Assírio & Alvim, 2002,p. 53.
[1]VIEIRA, Alice, Dois corpos tombando na água, Ed. Caminho, Loures, 2007,p. 30.
[1] BISPO, Pedro, canção "Lembra-te”, albúm: Desde a origem , Mem-Martins, Sintra, Novembro 30, 2015.
[1] SOUTO, António, “Que importa”, Sonhos Sobrantes, Ed. DebatEvolution-Associação, 2014, p. 14.
[1] ESPANCA, Florbela, "Quem disser que pode amar alguém durante a vida inteira é porque mente", Charneca em Flor Poesia Completa, Coimbra, Portugal, 1931.  eBook: 2013.Acessível em http://projectoadamastor.org/charneca-em-flor-florbela-espanca/
[1] ESPANCA, Florbela, “ Fanatismo”, Livro de ‘Sóror saudade’, Tipografia A Americana, Lisboa, 1923, p. 105
[1] ANDRESEN, Sophia de Mello Breyner,"Para atravessar contigo o deserto do mundo", Livro Sexto, Editorial Caminho, 2003, p. 3.
[1] Fausto - Tragédia Subjectiva. Fernando Pessoa. (Texto estabelecido por Teresa Sobral Cunha. Prefácio de Eduardo Lourenço.) Lisboa: Presença, 1988, p. 99. 1ª versão inc.: “Primeiro Fausto”, Poemas Dramáticos. Fernando Pessoa. (Nota explicativa e notas de Eduardo Freitas da Costa.) Lisboa: Ática, 1952 ; 1966, p.126.
[1] CAMÕES, Luís, “Amor é fogo que arde sem se ver”, Rimas, Coimbra, 1999, p.55-56.
[1]Provérbio português. Acessível em http://www.portaldaliteratura.com/proverbios.php?id=315
[1] PESSOA, Fernando, “A tua voz fala amorosa…”, Poesias Inéditas, Ed. ática, Lisboa, 1956; 1990, p. 108. Acessível em: http://arquivopessoa.net/textos/3610.